Sanduíche de Elena

1020 Palavras
— P-prefiro ficar aqui hoje — murmurou, arranjando coragem de um lugar desconhecido para falar com as criaturas. O primeiro contato finalmente foi estabelecido. Respire, Lena, respire. Enfrente isso, enfrente seus problemas. A coach dentro dela encorajou. Suspirei com o que aconteceu a seguir. O lobo branco já não era mais um lobo; em seu lugar, estava um homem. A transformação foi tão rápida que m*l consegui acompanhar. Obrigada, mãe, por ter me dado um coração forte. Seus cabelos brancos estavam curtos, e ele usava uma espécie de vestido vinho com mangas curtas. Uma tira, também em vinho, estava amarrada em volta da sua cintura. Isso não o deixava feminino em nenhum lugar; tudo nele gritava másculo. As roupas não eram deste século; pareciam vestimentas romanas, e suas sandálias entregavam essa impressão. — Estás indisposta? — indagou, aproximando-se da cama. Ele ergueu as mãos em direção à sua testa, e ela tentou se afastar de seu toque. Seus dedos eram extremamente quentes contra sua pele, um bálsamo para o frio que se apoderava dela pouco a pouco. — Sua pele está fria. Afaste-se, deixe-me aquecê-la. O lobo com pelos pretos como a noite saiu, dando uma última olhada sonhadora, suas orelhas estavam baixas, o r**o entre as pernas, como se quisesse ficar, mas estivesse se obrigando a sair. O lobo branco viu o objeto de seu olhar e sorriu, cúmplice. — Não seja gananciosa, Carma. Connor percorrerá os arredores e voltará em breve. Sua segurança é mais importante que seus desejos — falou o lobo branco, que agora era um homem muito nú mostrando coisas que deixaram mais vermelha que um tomate maduro. desviou o olhar rapidamente. Ele a ergueu, com lençol e tudo, e a depositou junto ao seu corpo. Depois de sentar ele se abaixou; ela achou que ele estava tirando as próprias sandálias e aproveitou a oportunidade de não estar sendo observada para tentar a sorte. — Quem é você? — perguntou, com a voz tremendo. Eles pareciam não querer lhe fazer m*l; não estavam a perseguindo a mando da OIL? claro que não. Esses sonhos eram de outra época. Mesmo assim, toda cautela é pouca. A qualquer momento ele poderia tentar algo diabólico. Os humanos não conheciam nada sobre magia, e os seres sobrenaturais não compartilhavam seus segredos. Tudo era possível. — Oh, esse é um novo jogo? Cansastes de correr de nós? — disse ele, com um sorriso travesso, enquanto levantava as pernas para se ajeitar no leito. Seus pés ficaram para fora da cama quando ele se deitou ao seu lado. O homem enorme abriu os braços, esperando que ela se jogasse sobre ele. E foi exatamente o que ela fez! Não me julgue; você faria o mesmo se sonhasse com um cara gostoso tentando te abraçar! Medo dessas criaturas? Nunca tive. Elena pode tentar descobrir algo aqui. Talvez estivesse ficando doida, mas o que parecia maluquice era que esse tempo todo ela mergulhava nesse sonho e fugia dessas bestas, pensando que queriam lhes fazer m*l, quando na verdade era um "esconde-esconde" que ela mesma começou e não se lembrava. Quando ele tocou sua testa, não sentiu medo. Sentiu-se quente e confortável, até sonolenta. Vou aproveitar esse sonho, ah como eu vou! Pensou, travessa. Aconcheguei-me em seu grande corpo, satisfeita de ele ser tão quente, soltei um suspiro aliviado e moldei meu corpo ao desse estranho, deitando em seu peito. Seus músculos eram duros, mas a pele era aveludada, ele cheirava a couro e graxa, interessante. Seu coração batia, pelo menos, três vezes mais rápido que o meu, por um minuto fiquei quieta, curtindo meu sonho. Suas mãos me abraçaram forte e ele me embalou, jogando meu frio fora. Pela primeira vez, desde que fugi da fazenda, me senti segura. Eu precisava dormir mais vezes. — Sim, é um novo jogo — testei meu tom de voz, dessa vez estava calmo, então continuei — de perguntas e respostas. — Hm, não me parece um jogo vantajoso, diga-me o que ganharia em troca? Seus dedos começaram a fazer círculos em meus braços, em cada lugar que ele tocava queimava, a voz dele cresceu um tom mais rouco, malicioso. Parece que temos um espertinho no recinto. Isso seria interessante. A culpa imediatamente me atingiu. Parecia errado estar nos braços de outro homem, mesmo que em sonho, quando eu ainda estava em processo de deixar de amar Nefastos. As más línguas diziam que substituir era a melhor forma… Nós nunca tivemos nada romântico, mesmo eu deixando bem claro que queria, sério, chegou a ser humilhante — e mesmo assim, era como se eu o estivesse traindo. Bem, f**a-se aquele merdinha que tá pouco se lixando pra mim. Havia muitas dúvidas pairando no ar. Nefe não era muito falador e soltava apenas migalhas de informação. Quem o mandou? O que o motivou? Por que, de todas as Carma, ele ficou justamente comigo? Nenhuma resposta. E o que importava? Ele nunca retribuiu meus sentimentos. Mesmo assim, às vezes eu podia jurar que havia amor transbordando. E olha que o merdinha só me deu notícias ruins e me colocou em situações ruins: “ Elena seu pai fez merda, faz suas malas antes que tenha que ver o sol nascer quadrado, ia esquecendo, voce é uma Carma, meus parabéns” Ou os dias que frequentei o psiquiatra durante a infância por jurar de pé junto que nefastus era real. O que eu sei é que ele é alguém sobrenatural com segundas intenções que testa minha paciência. De alguma forma, estar com essas bestas lavava Nefe pro fundo do baú, como se ele não fosse importante. Sorri para o homem-b***a deitado ao meu lado. Ele seria um ótimo começo. Mesmo que fosse produto da minha mente ou de alguma magia estranha de Carma, era bom finalmente estar atraída por outra pessoa. O outro homem-fera demoraria muito a voltar? O de pelos pretos? Na vida real eu provavelmente me borraria com a possibilidade, mas em sonho… Um sanduíche de Elena soava mais interessante do que assustador. Pudor e barreiras sociais não tinham vez na minha mente — ninguém saberia além de mim.
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