Yara limpou a boca com o guardanapo, apoiou os cotovelos na mesa e inclinou o rosto para observar Harry com mais atenção. Ele percebeu o olhar não era tímido, nem intimidado. Era curioso. Analisador. Quase profissional. — Posso te perguntar uma coisa? E quero repostas mais elaboradas.— ela começou. — Claro — Harry respondeu, relaxando na cadeira. — Por que… logo eu? Por que uma estrangeira? Garçonete? Harry ergueu as sobrancelhas, surpreso pelo tom direto. Yara continuou antes que ele respondesse: — Assim… você é um homem rico, Harry. Muito rico. — Ela gesticulou com o garfo. — Deve conhecer um monte de gente, vive cercado de mulheres lindas, elegantes… modelos, empresárias, influenciadoras, sei lá. Ele respirou fundo, mas ela não parou. — Aí você me diz que precisava de alguém pra

