Quando se despediram, já passava das dez da noite. Margareth insistiu em mandar comida, Ellie e Emily abraçaram Yara como se ela fosse ficar meses fora, e Joseph apenas tocou o ombro de Harry com um gesto silencioso um daqueles raros sinais de aprovação que diziam mais do que discursos inteiros. No carro, Yara ainda tentou manter os olhos abertos. — Eu juro que… eu consigo ficar acordada… — murmurou, com a cabeça já encostando no vidro. — Claro que consegue — Harry respondeu, ligando o carro. — Especialista nisso. Ela riu fraco… e perdeu a batalha segundos depois. Harry diminuiu o volume do rádio quase por reflexo. Olhou de canto para ela: o corpo relaxado, o rosto sereno, os cílios longos projetando sombra sob a luz dos postes. Havia algo profundamente íntimo naquele silêncio compart

