Arkady não acreditava em coincidências. Na Bratva, coincidências normalmente eram sinais de erro. Ou mentira. Ou ambos. Ele estava sentado no escritório da sede, analisando relatórios que normalmente ignoraria. Não porque fossem irrelevantes — mas porque raramente traziam algo novo. Segurança. Movimentações financeiras. Visitas sociais. Rotinas domésticas de famílias aliadas. Até chegar ao nome Kolesnikov. Ele passou os olhos pelo documento uma vez. Depois voltou. E leu novamente. Nada gritava problema. Nada era explicitamente errado. Mas havia pequenos detalhes. Coisas que só alguém treinado para perceber padrões notaria. Mudança de turno na segurança interna. Médico chamado duas vezes em menos de uma semana. Funcionários substituídos sem aviso formal. Entrega de medicamentos sem

