Encarceramento

1355 Palavras
Quinn ficou olhando para eles, sem saber direito o que responder, e os três ficara olhando pra ela bem seriamente. - Estamos esperando uma resposta, Sullivan. - disse Mendrika. Ela procura as palavras certas e responde: - Olha, nem eu entendo direito que diabos aconteceu lá, tá bom? Eu só me concentrei em fugir e sobreviver. - Você conhecia o Doutor Dixon? Ela fica hesitante, mas Hank dá um t**a na mesa e fala seriamente: - Tá s***a? VOCÊ CONHECIA O DOUTOR DIXON OU NÃO? - C-Conhecia. Os três fazem uma cara da profunda preocupação, e o 043 pergunta: - Foi muito irresponsável da sua parte vir pra cá e não nos avisar de nada com relação a isso. - Eu pretendia falar, ok? Eu cheguei completamente apavorada ontem, eu só estava pensando em não ser morta. Me desculpem por não ter falado nada logo de cara, mas eu garanto que não estou infecctada! Os três se entreolham, e Mendrika pergunta: - Como foi que toda essa loucura começou? - Vocês vão me largar lá fora? - perguntou Quinn, diretamente. - Depende se o seu nível de honestidade for satisfatório ou não. - respondeu Hank. Quinn engoliu em seco, e então começou a contar em detalhes. Enquanto isso, Dominic e Ulisses se dirigiram para o pátio, onde todos os sobreviventes estavam reunidos. Dominic reparou como Ulisses parecia disperso, e pergunta: - O que tá havendo, Ulisses? - Tô tendo um pressentimento r**m. - Relaxa, deve ser só algum comunicado que eles tem pra fazer. - Não tô falando da gente, tô falando da Quinn. Dominic ficou pensativo e respondeu: - Eles só devem estar querendo saber mais sobre ela, nada demais. É normal numa situação dessas eles quererem saber mais sobre os novos hóspedes. - Eles fizeram isso com mais alguém aqui? Dominic ficou em silêncio. - Foi o que eu pensei. - Não deve ser nada demais, é sério. Ulisses ainda ficou com uma pulga atrás da orelha, mas eles pararam de falar quando viram uns guardas chegando no pátio, com esfregões e baldes cheio de sabão nas mãos. Um dos guardas deu um passo para frente, esse tinha o número 312 no colete, e ele diz bem alto para todos escutarem: - Muito bom dia, senhores. Todos ficarem em silêncio para escutá-lo, e o 312 continuou: - A partir de hoje teremos tarefas para serem cumpridas por dia, todos vocês receberam escalas para a limpeza e a manutenção do shopping. Todos estamos nos refugiando aqui, então todos temos que zelar pelo lugar e garantir que isso aqui não vire um completo chiqueiro. A limpeza é crucial numa situação onde tem uma contaminação perigosa acontecendo por aí, como todos vocês já sabem. As pessoas começaram um falatório entre si, e um homem perguntou: - Até quando teremos que fazer isso? - Até o resgate chegar. - E quando o resgate vem? O 312 ficou sem o que responder, e viu todas aquelas pessoas olhando para eles com muita expectativa, então só respondeu: - Logo. Todos ficaram meio desanimados com isso, mas ele ainda disse: - Precisamos ser pacientes, uma hora o socorro virá, e todos nós deixaremos Antananativo vivos e inteiros. - O governo está numa cruzada para assassinar todo mundo na cidade. - disse Ulisses sussurando para Dominic. - Espera, você tá falando sério? - Eles preferem varrer pra debaixo do tapete do que realmente fazer alguma coisa para ajudar. Dominic ficou chocado com isso e disse: - Estamos perdidos. - É, se não acharmos uma alternativa rápida e segura, sim. As pessoas pararam de falar quando os guardas começaram a distribuir materiais de limpeza, e o 312 disse: - Metade para o segundo piso e metade aqui no primeiro. Fiquem tranquilos, prometemos zelar pela segurança de vocês, vamos cooperar uns com os outros, e logo nós sairémos triunfantes desse inferno. Todos ficaram resmungando, e então os guardas começaram a designar as tarefas para cada um, e Ulisses e Dominic pegaram um esfregão e foram para o segundo piso. - Essa é a história toda. Contei tudo o melhor que eu consigo me lembrar agora, desde que começou o surto até eu chegar aqui. - disse Quinn. Os três se entreolham e ficam pensando, então Quinn disse: - Eu não sou um risco para ninguém, eu juro. - Você disse que um gás surgiu na hora do surto, não foi? - perguntou o 043. - Sim, aquilo estava contaminando as pessoas. - E aquela coisa parecia estar te seguindo? Quinn fica apreensiva em responder, e explica: - Aquela coisa era a paciente do Doutor Dixon, Olga Kruev. Ela me chamava de Chloe, o meu nome do meio, porque ela tem uma neta com esse nome. - Aparentemente ainda existe um rastro de consciência nos zumbis, já que a Olga... ou seja lá o que ela for hoje, ainda se lembra de você, de alguma forma. - Me parece um pouco cedo pra afirmar isso. - disse Quinn. - Mas é a hipótese que mais faz sentido, do contrário, por que aquela coisa estaria perseguindo jutso você dentre tantas pessoas ali no prédio, ainda mais tendo o Doutor Dixon, o principal causador dessa bagunça lá. - disse o 043. - Ou melhor, e se aquela coisa ainda estiver te perseguindo? - sugeriu Hank. Todos ali ficaram assustados só de pensar na possibilidade, e Quinn tenta dizer: - Eu tenho certeza que aquela coisa me perdeu vista. - Você não tem como garantir isso. - disse Hank. - Se aquela coisa chegar aqui, todos vamos morrer. - disse o 043. Quinn começou a ficar ofegante, e olhou para Mendrika: - Mendrika... por favor. - Não posso passar por cima de um consenso entre os meus colegas Quinn, sinto muito. Eu acho razoável manter Quinn Sullivan confinada em uma área isolada do shopping por alguns dias, até termos certeza que aquela coisa não vai dar as caras, o que acham? - Estou de acordo. - disse o 043. - Hank? - Foi a melhor sugestão que ouvi hoje. Quinn fica desesperada e fala: - Isso não é justo! - É isso, ou ser banida do refúgio. - respondeu Hank Jones. Ela ficou sem palavras, e então Hank e o 043 se levantaram e disseram: - Nos acompanhe na tranquilidade, por favor. Quinn se levantou, e de cabeça baixa ela foi acompanhando os dois para fora da sala. Eles a levaram até o depósito e a trancaram dentro de uma sala de administração do local e Hank disse: - Um de nós vai vir trazer água e comida pra você duas vezes no dia, se quiser fazer suas necessidades, tem um pinico embaixo da mesa. Quinn olhou para um pinico amarelo embaixo da mesa, e depois olhou para Hank, que disse: - É só por alguns dias. - Quantos dias? - Uma semana, no mínimo. Ela bufa, e então os dois saem da sala e trancam a porta. Ulisses e Dominic estavam limpando uma parede, quando viram Mendrika passar pelo corredor, e Ulisses o chama: - Ei! Ei! Mendrika se vira pra ele, e Ulisses vai de encontro e pergunta: - Cadê a Quinn? - Confinada. - O que?! - É pra segurança de todos. Aparentemente, ela escondeu detalhes importantes demais para a situação atual, e até termos certeza de que ela não é um risco para a segurança de todo mundo aqui dentro, ela continuará em cárcere. - O que ela escondeu? - Ninguém deve saber, ainda. Mas eu garanto que ela está bem, vai ser bem cuidada e vamos fornecer tudo o que ela precisar. Ulisses ficou em silêncio, e Mendrika olhou para ele e disse: - Quer aprender a se defender, rapaz? - Oi? - Vamos precisar de gente na linha de frente caso as coisas saiam dos trilhos, e você parece ser do tipo duro na queda. - Obrigado, eu acho. - Se estiver interessado, me acompanhe até o telhado. Mendrika saiu andando, e antes de seguí-lo, Ulisses olhounpara Dominic, que só acenou com a mão falando para ele ir. Então Ulisses o acompanhou, e os dois pegara um elevador para o telhado.
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