Redescoberta

2264 Palavras
2 dias depois... Tudo estava procedendo de forma calma e organizada no shopping, os sobreviventes estavam cumprindo as escalas diárias, tudo estava muito bem organizado. Os guardas distribuiam o almoço e janta em horários certos, todos estavam sempre muito bem limpos e deivadamente alimentados. Hank Jones estava na sala de segurança, tentando contato pelo rádio: - Aqui é Hank Jones da unidade 143 de Antananativo, se tem alguém do outro lado, por favor, façam contato. Temos sobreviventes e precisamos de resgate, câmbio. Mas ninguém respondia, e Hank já estava começando a ficar frustrado, mas Mendrika chega perto dele e diz: - Não podemos parar de tentar, Hank. Uma hora ou outra alguém deve responder. - Só espero que seja logo, não sei até quando nós vamos aguentar. A cada dia estavamos recebendo mais e mais sobreviventes, e nossos recursos não são infinitos. - Alguém virá ajudar. Hank olhou para Mendrika e falou: - Você acha que os homens do Carver estão por aí? Se aquilo que Ulisses e Quinn relataram for verdade, que provavelmente é, os zumbis estão longe de ser a nossa única preocupação. - O governo está querendo abafar esse incidente de qualquer jeito, mesmo que isso signifique exterminar qualquer coisa em Antananarivo. Mas eles não vão fazer nada com a gente se nós contarmos ao mundo o que está acontecendo aqui antes dos homens do Carver nos encontrarem. - Se eles aparecerem aqui, você sabe que nós vamos ser facilmente mortos, não sabe? Nossos colegas estão espalhados por aí por dias juntanto sobreviventes, e nosso poder de fogo parece paus e pedras perto do deles. - Vamos conseguir sair daqui antes disso, nossa frequência de rádio não é exposta, então pra eles saberem que tem gente aqui é ainda mais difícil. Hank bufou, e então olhou na câmera que mostrava a sala onde Quinn estava presa, e então perguntou: - Alguém já levou comida pra ela hoje? - Não. Hank se levantou e pegou um pacote de ração no armário e foi em direção a porta. - Onde está indo? - perguntou Mendrika. - Preciso esticar as pernas, vou visitar a garota enjaulada. - Entendido. Quinn estava sentada em um canto na sala, com a cabeça encostada na parede e olhando para o nada, ela estava estática. Até que ela reage quando ouve alguém abrindo a porta, e se levanta rapidamente. Quando Hank passa pela porta, ele olha pra ela com um saco de ração na mão e diz: - Boa tarde Quinn. Quinn parecia sedenta olhando pro pacote de ração, e Hank percebe isso e deixa o pacote no meio da sala e se afasta para a porta, e Quinn pula em cima do saco de ração e começa a abrir, faminta. - Desculpe, eu mandei que te alimentassem na hora certa, mas os rapazes devem ter se esquecido. Isso não irá se repetir. - Quando eu vou sair daqui? - perguntou ela, diretamente. - Até termos certeza de que estamos seguros. - Já fazem dois dias e nada aconteceu. - No mínimo, uma semana. Quinn parecia frustrada, e começou a comer, fingindo não estar dando atenção para Hank. E ele pega do lado da porta uma muda de roupa nova e alguns itens de higiene, como sabão, shampoo, e espuma para depilação junto com uma gilete, e pôs tudo isso na frente de Quinn. - Tome um banho, troque de roupa e se depile. - Me depilar? Por que? - Até onde sabemos, germes ou vírus podem muito bem se criar em pelos. Você sabe como a higiene aqui é essencial, isso é pra sua própria p******o e para a nossa também. Ela não pareceu gostar, e perguntou: - Será que eu posso ir até o chuveiro, pelo menos? - Não. Hank escancarou a porta, e dois agentes trouxeram uma banheira cheia de agúa e sabão, e puseram em um canto da sala. - Aquela área é a única que a câmera de vigilância não pega, você pode ficar à vontade. Nós respeitamos a privacidade dos outros. - Você é tão cavalheiro. - Eu não queria te pôr aqui, Sullivan, nenhum de nós queria. Mas foi você quem ocultou informações importantes. Ela não respondeu nada, e Hank se virou e saiu da sala com os agentes. Ulisses estava almoçando sentado em uma mesa do que sobrou da praça de alimentação, assistindo os zumbis dentro do cercado andando de um lado pro outro. ELe tem lembranças fortes do que aconteceu com Marcos, e não consegue se impedir de ficar imaginando oque teria acontecido se Marcos realmente tivesse se transformado em um zumbi. Ulisses começa a sentir um aperto no peito, e sem conseguir respirar direito, ele começa a ter uma crise de ansiedade, mas é amparado por Dominic, que chega pondo a mão no ombro dele. - Ulisses, você está bem? Ele de repente volta a si, e voltando a respirar normal, ele responde: - Oi, Dom. Errr.. sim, por que? O que aconteceu? Por que tá aqui? - Eu queria falar com você, mas você sumiu. Dominic percebeu como ele estava frio e pálido e perguntou: - Você está doente? - Não, eu... Dominic pôs a mão no pescoço dele e sentiu o coração de Ulisses acelerado demais, e então percebeu que ele estava sentado de frente para os zumbis, e falou: - Eu sei que você tem traumas, como eu e todo mundo aqui também tem, mas ficar olhando pra essas coisas enquanto come não ajuda muito. Ulisses não respondeu nada, e Dominic falou: - Vem, vamos almoçar em outro lugar. - Não, eu tô bem aqui. - Vai ficar melhor em outro lugar. - Dominic, não! Dominic parou e se sentou em uma cadeira do lado dele, e perguntou: - No que está pensando? Ulisses ficou exitante, mas desabafou: - Meu amigo Marcos. Não consigo parar de pensar no que teria acontecido se ele tivesse virado uma dessas coisas. - Não pense nisso. - Como se fosse simples assim, não é? - Eu sei que não é tão simples assim, mas eu tô me esforçando pra ser. - O que isso significa? - Você já começou bem, está focando sua cabeça em aprender alguma coisa útil. Aprender técnicas de defesa no meio de um apocalipse zumbi é muito inteligente. - Obrigado. Mas, por que está aqui? Dominic parecia empolgado, e falou: - Já que você me contou um segredo, eu vou te contar um também. Ulisses prestou bem atenção nele, e Dominic olhou para os dois lados, e vendo que não tinha ninguém, ele pegou sua câmera e a abriu, então começou a mostrar as filmagens de dois atrás para Ulisses, que assim que viu, arregalou os olhos e falou: - Dominic, você foi até lá fora? - De jeito nenhum, só fui até um cercado, onde era seguro o suficiente para filmar as criaturas. - Por que fez isso? - Aquilo que você me contou, sobre o governo estar matando todo mundo por aí, como fizeram com o seu amigo, isso precisa ser exposto. Estou gravando vídeos diários, como um diário de sobrevivente, e estou coletando informações a respeito dos zumbis. - Mais alguém sabe disso? Os guardas ficariam furiosas se soubessem que você está se expondo lá fora desse jeito. - Só uma amiga minha, a Rosa. Ela está me ajudando a fazer isso funcionar. - Ela é confiável? - Confio nela, como confio em você. - Faz sentido. Ulisses olhou de Dominic para a câmera e perguntou: - Descobriu algo útil? - Se descobri? Você vai ficar louco com o que eu consegui descobrir! Ele deu play na filmagem, e mostrou o momento em que os disparos começaram, e Ulisses percebeu que o som estava atraindo a atenção dos zumbis. - Espera, esses disparos eram... - De quando você estava praticando com o Mendrika, sim. Ulisses segurou a câmera, e completamente fascinado, ele falou: - Dominic, você é um gênio! Ele riu, e Ulisses continuou assistindo a filmagem, e conforme mais os disparos iam sendo dados, os zumbis ficavam mais alertas e cada vez mais eles voltando a atenção para direção do disparo. - Precisamos contar isso pros outros, podemos usar isso ao nosso favor! De repente até arranjando um jeito de direcionar todos os zumbis para um único lugar. - disse Ulisses. A expressão de Dominic mudou subitamente e ele disse seriamente: - De jeito nenhum. - Por que não? Você quer esconder essa informação das pessoas? - Se os guardas souberem como nós conseguimos essa informação, eles podem até expulsar eu e a Rosa do shopping! Ulisses pensou direito, e vendo que Dominic tinha razão, ele disse: - Mas podemos contar isso de outra forma. - Que outra forma? - Fazendo parecer que descobrimos isso sem querer. Tem zumbis bem na nossa frente, não tem? E se contarmos isso de uma forma convicente, fazendo parecer que descobrimos isso por acidente? Dominic ficou pensativo. Os dois resolveram armar uma cena, e Ulisses começou a andar pelo shopping, e encontrou uma loja de brinquedos. - Perfeito. Ele entrou e rapidamente começou a procurar pelos itens certos, e assim que encontrou tudo, ele voltou até Dominic, que estava terminando de afastar as mesas da praça de alimentação, deixando um espaço aberto. Dominic viu os itens nas mãos de Ulisses e achou bem curioso, era só um saco de bolinhas brilhantes, um objeto que mais parecia duas bolas presas por um barbante e um apoio para segurar com a mão. Tinha também uma vulvuzela nas mãos de Ulisses, e Dominic apontou e falou: - Esse eu conheço, uma vulvezela com certeza dele ser a coisa mais barulhenta que vamos encontrar. - Tem meios mais discretos de se fazer barulho. - Você sabe o quanto isso soa controvérios, não sabe? - Confie em mim e senta aí. Eles se sentaram no meio do espaço que Dominic abriu entre as mesas, e Ulisses derramou o saquinho com as bolinhas brilhantes no chão, e Dominic percebeu como elas realmente faziam bastante barulho quando caíram e começaram a se jogar umas com as outras. - O que são essas coisas? - Na minha cidade, chamamos isso de bolinhas de gude. - Bolinhas de gude? Parece ser interessante. - E é. Também é super conveniente e divertido para o nosso plano. - Me ensine a jogar isso, então. Só precisamos ficar batendo uma contra a outra? - Mais ou menos isso. Eles começaram a jogar, e assim que Ulisses lançou uma bolinha de gude contra a outra, isso fez um estalo realmente alto, que chamou a atenção das criaturas, que viraram as cabeças na direção deles. - Tá funcionando. - Vamos continuar. Eles começaram a jogar, com Ulisses dando instruções para Dominic sobre como o jogo funciona, e eles começaram a fazer jogadas absurdas, tudo com o intuito de bater as bolinhas umas contras as outras. Os sons estavam sendo tão altos que a maioria dos zumbis estavam percebendo, mas vendo que ainda não seria o suficiente, Ulisses pegou as bolinhas presas nos barbantes. - O que isso faz? - perguntou Dominic. - Barulho. - respondeu Ulisses. Ele começou a mover a mão pra cima e pra baixo rapidamente, e as bolas começaram a se bater em cima e em baixo, fazendo um barulho irritantemente alto que fez até Dominic tapar os ouvidos. Ulisses fica batendo aquela coisa e para ao ver que até os zumbis estavam ficando enfurecidos, e então para. - O que mais essa coisa faz além de barulho? - perguntou Dominic. - Nada, é só isso mesmo. Serve pra atormentar os ouvidos das pessoas, apenas. - respondeu Ulisses. O barulho daquela coisa era tão alto que começou a chamar a anteção das pessoas ao redor, e isso foi atraindo mais gente, que foram ficando fascinados pelo jogos deles, até ficar um grupo grande de gente assistindo em volta. Os zumbis estavam começando a enlouquecer com o barulho e volume de gente falando, e alguns começaram a notar isso. Os guardas também perceberam o barulho e a aglomeração, e foram verificar, e vendo que os zumbis estavam ficando agitados, ele imediatamente interviram e disseram: - Parem com isso agora mesmo! Ulisses e Dominic pararam de jogar imediatamente, mas Ulisses continuou batendo aquele negócio com as mãos, e um guarda falou: - Quer parar de bater essa porcaria, isso tá... agitando eles... Ele olhou bem e começou a perceber que os zumbis estavam olhando diretamente para o obejto nas mãos de Ulisses, e ele rapidamente avançou e tomou aquilo dele, e então chegou perto da barricada, e continuou fazendo o mesmo movimento, repetindo o som alto e agitando as criaturas. - O barulho... o barulho está atraindo eles! Um falatório começou, e Ulisses e Dominic se entreolham, mas um guarda para toda a cena e diz: - Todos para fora daqui, se agitarem muito eles, vão acabar quebrando as barricadas. Então as pessoas obedeceram, e elas começaram a se retirar, e Ulisses e Dominic foram embora satisfeitos. Enquanto isso, pela cidade, tinha guardas andando por aí em carros fortes e matando os zumbis pelas ruas com armas de silenciador. O comandante da operação que estava no prédio onde aconteceu o surto estava ali, completamente pálido. ele estava escondendo a ferida no ombro, e por um instante ele verificou como estava, e viu que já estava começando a grangrenar de um jeito esquisito, e ele começa a se sentir muito r**m, e do nada, ele vomita ácido e derrete o chão do carro forte, causando um acidente f**o que todos os carros fortes atrás se descarrilharam e começaram a capotar.
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