CAPÍTULO 23

1723 Palavras
Eu estava nervoso, agitado. Taylor não havia me dado notícias do meu passaporte, eu estava ficando louco com isso, mesmo porque Gia voltou para casa depois de três dias querendo falar comigo. Como ela estava de resguardo, eu estava livre dela, mas eu não estava tranquilo, porque sabia que essa história de casamento iria acabar comigo. Então eu teria que arrumar uma forma de sumir daqui antes que Gia começasse à falar na cabeça dos meus pais novamente. Anastásia ainda continuava no seu silêncio, estava sendo muito sofrimento para mim, sei que foi para ela também, mas precisamos conversar, precisamos tentar nos entender. Será que ela não me ama mais? Será que ela está mesmo feliz sem mim? Será que meu pai tem razão em dizer que eu deva dar um tempo. Poxa já tem muito tempo que estamos afastados e nada de uma notícia dela. Nada dela me responder, pelo menos que me odeia. Seu celular não me atende, no trabalho falam sempre que ela não está. O que faço para correr atrás dela e demonstrar que eu estou arrependido? Vou para às ruínas. Me sento pensando em um jeito de sair dessa situação e ter à minha mulher de volta. Volto para casa e me tranco no meu quarto. Meu ânimo está zero. Minha vontade era de afundar neste quarto e não sair nunca mais. Ou pelo menos meu pai me devolver à minha liberdade, já que essa merda de passaporte não sai logo. Mais dias tem se passado e eu não saia do quarto. Sei que tinha que cuidar das coisas da minha família, porém o ânimo me faltava. Mais um mês e nada. Eu m*l saia do quarto. Vejo minha mãe abrir à porta. - Você precisa sair dessa situação. Vai ficar doente. - Mãe, convence papai à me deixar ver Ana. Eu prometo que se ela não quiser voltar para mim, eu volto, dou o divórcio à ela e depois me resigno ao que vocês quiserem. Eu só preciso falar com ela, só preciso ver que não temos jeito mais. - Você abriria mão dela? - Nunca mãe, mas também não posso obrigá-la à ficar comigo sendo que os olhos dela podem transmitir outra coisa, porém, para que tome à minha decisão, eu preciso conversar com ela. Eu preciso ouvir da boca dela que acabou. - Entendo, mas o seu pai viajou. Ele foi para Dubai ver um amigo. Franzo à testa. Não tem nada demais filho, ele só quis afastar um pouco daqui. Estava triste, então ele foi. Portanto neste momento, o homem da casa é você. - Ok mãe, mas me promete que assim que ele chegar, você irá falar com ele? - Prometo. Mas agora saia desse quarto, eu fiz um pão maravilhoso para você. Fui com ela me puxando. Assim que desci vi quem eu menos queria ver. - Resolveu sair do quarto? Temos que conversar. Gia fala e eu me arrependo de ter saído do quarto. - Não agora Gia. Minha mãe fala, mas Gia não dar ouvidos. - Não agora Sogra? E quando? Ele tem que honrar nossa tradição. Minha filha está sem registrar por causa dele. Olho para ela. - O que? Você não acha que vou registrar sua filha como minha? - Você será meu marido e terá que fazer isso. - Não. Eu não serei seu marido e muito menos vou registrar filho que não é meu. - Parou Gia. Seu sogro disse que vai conversar nós quatro, então espere ele voltar de viagem. Minha mãe fala e Gia balança à cabeça em negação. - Ele viajou sabendo que teríamos que conversar e arranjar meu casamento com Christian, ele poderia ter resolvido isso antes de viajar. - Certo Gia, mas ele não fez e não vai gostar nada de você dando uma de naja dentro da casa dele. - Eu só quero o que é meu por direito. - Você me quer? Eu me caso com você. Ela sorri amplamente. Mas no mesmo dia eu me mato. Vejo seu rosto se fechar. - Você não pode fazer isso. Sorrio para ela. - Vamos ver se não. - Parar vocês dois. Gia, você quer um marido, e você terá. Christian você irá assumir as obrigações que te compete. Gia sorrir vitoriosa. - Não vou me casar com ela e nem mulher nenhuma. Eu tenho uma mulher. - Que não te ama e nem está aí para você. Ficou casado com ela por dois anos e nem um filho ela te deu. Eu posso te dar quantos filhos você quiser e ainda podemos ter o filho homem. - Nunca. Nunca. Nem se você fosse à última naja da face da terra. Eu jamais vou me unir à você e como te disse, se eu for obrigado à me casar com você, me mato na sua frente. Saio da sala puto. Pego meu celular e ligo para Taylor. Ele atende no segundo toque. Quero meu passaporte Taylor. Não é possível que isso vai demorar mais um mês. - Desculpe Sr, mas houve um erro e seu passaporte foi enviado para cá, mas já estou enviando o mesmo para sua residência em Marrocos. - Droga. Quantos dias mais? Uma semana Taylor. Grito com raiva. - Desculpe Sr. Não foi minha intenção. Desligo sem falar mais nada. Droga. Eu tinha que sair daqui antes do meu pai voltar. Assim, ninguém iria me impedir. Acabo dormindo frustrado. No outro dia não sair do quarto. Peguei meu celular e liguei mais uma vez para Ana. E dessa vez estava desligado. Jogo o celular na cama cansado disso tudo. Eu vou fazer o inferno para ela voltar para mim, mas se eu ver que ela não quer, eu desisto. Não quero obrigá-la à ficar comigo se não é o que ela quer. Meu coração vai doer, mas eu não quero e nem posso mais fazê-la sofrer. Meu celular toca e vejo que se trata de um número de Seattle. Esperança cresce dentro de mim. É ela. - Haya. Peço esperançoso. - Sou eu Christian. Kate. Suspiro pesado. - Oi Kate, o que você deseja? Pedi sem ânimo. - Elliot me ligou e me disse que você não quer ajudá-lo. - Você jura que me ligou para isso? Kate vou dizer somente uma coisa para você. Deixe Elliot de lado. Esse cara não presta. Ele está mentindo para você. Está te enganado assim com o fez comigo. - Christian não, ele me disse que vocês dois brigaram por bobeira. Escuta, eu não tenho como ajudá-lo. Na verdade tenho pouco das minha economias. E ainda comprei um terreno para fazer uma casa e tenho que pagar por essa casa. Já fui na Inglaterra e vende meu apto e ainda pede demissão do meu emprego. Eu já me ofereci para mandar o dinheiro de passagem, porém ele não quer. Disse que não aceita nada de mulher nenhuma, por isso tomei à liberdade de te ligar. Por favor o ajude. - Não farei Kate, e outra Elliot está exilado aqui. Ele não pode sair do país. Se eu ajudar serei preso, e já me ferrei por causa desse i****a. Minha vida está uma merda por causa dela, então não irei ajudar. - Christian, não faça por ele, faça por mim, pelo seu sobrinho que vai nascer. - Kate, eu posso te ajudar. Posso ajudar dando uma pensão para meu sobrinho, porque ele não tem culpa dos erros dos pais, mas ajudar Elliot, nunca mais. - Eu preciso dele Christian. Eu quero ele. - Elliot não presta Kate, ele vai só te fazer m*l, se afaste dele e afaste seu filho também dele. - Christian eu não vou fazer isso. Só ajude à ele vir para Seattle, e o resto deixa com à gente. - Não farei Kate. Minha decisão já está tomada. Se você precisar de mim para outra coisa em relação ao seu filho, eu te ajudarei, mas Elliot está morto para mim. - Ele é seu irmão. - Ele deveria ter pensando nisso quando resolveu me apunhala pelas costas. - Do que você está falando? - Do canalha com ele foi, e vai fazer o mesmo com você, porque pessoas como ele não prestam, e eu ainda insisto para você deixar esse cara de lado enquanto é tempo. - Eu não vou abandonar ele. Não vou abandonar porque você e sua família já viraram às costas para ele. Ele me disse que nem às filhas ele pode ver. - Kate, Elliot não presta. Essa é à última vez que te falo isso. Se precisar de mim para seu filho, estarei aqui, mas se não. Sugiro que nem me ligue. - Obrigada por nada. Ela fala desligando na minha cara. Mais essa. Se puder, nunca mais vou ajudar ninguém para ferrar à minha vida. Dois malditos dias que não consigo ficar tranquilo. Gia não me deixa em paz e à desarmonia na casa dos meus pais está demais. Nem minha mãe aguenta tanta chatice por parte de Gia. Ela trouxe os pais para poderem conversar comigo e eu por respeito, fiquei ouvindo tudo e não dizendo nada. Era o mesmo bla bla bla de sempre. E agora eu teria que assumir à filha dela também, já que à menina está até o momento sem nome e sobrenome. Porém, enquanto meu pai não chegar eu não farei nada. Pois ele tem que me deixar ver Ana. Tem que me deixar tentar consertar à minha vida e não trazer mais tormento para minha cabeça. Hoje vim trabalhar para não surtar em casa, pois nem no meu quarto mais eu posso ficar sem aquela naja me perseguir. Enfiei à cara no trabalho e no final do dia se pudesse, eu não iria para casa. Iria dormir aqui. Mas minha mãe está sozinha e eu não posso deixar. Pego minhas coisas e vou embora à pé, o mais devagar que eu posso, para não ter o desprazer de encontrar com Gia. Chego cansado e já tirando minha gravata. Ponho à mão na maçaneta e suspiro para entrar nesse lar que está parecendo um inferno. Entro já escutando à voz de Gia. Fecho meus olhos pedindo para ela não falar comigo. Vou adentrando à sala e vejo quem eu nunca achei ver aqui. - Haya. Falo e ela me olha com sua esferas azuis.
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