Eu estava em uma correria. Tinha pego muito trabalho e estava sem tempo para fazer vistoria, e ainda fazer os desenhos. Eu não sabia como iria fazer, mas eu tinha que entregar tudo que peguei. Até pedi Mark ajuda, e ele não se importou e está me ajudando e muito, ainda mais para ficar mais perto de Leila. Esses dois tem se aproximado muito neste últimos dias.
Já tinha viajado para Washington, para New Jersey e até para Califórnia. Estava andando para lá e pra cá. Não tinha nem tempo de comer ou até mesmo dormir. Passava várias noites em claro para terminar os projetos. E foi aí que me dei conta que eu teria que ter outro engenheiro à nossa disposição. Leila não podia está nas obras que eu estava assinando, ela não podia ficar como eu, para lá e pra cá. Nova Jersey ela foi comigo e Washington também, mas o resto ela não pode comparecer, pois estava agarrada tanto em Seattle quando nas outras cidades. Eu pedi à ela para abrir uma vaga de engenheiro, pois se antes eu oferecia meus serviços para às empresas ou até pessoas sem um engenheiro, hoje, eu não vejo esse ganho mais sem um. Preciso oferecer uma venda casada para meus clientes, pois é meio que estranho você chegar e apresentar o projeto para o cliente, o mesmo leigo não sabendo que ele tem que contratar um Engenheiro.
Leila gostou da ideia. Ela iria abrir à vaga e iria entrevistar também. Deixei isso nas mãos dela, já que minha cabeça estava focada nos trabalhos que tinha. Eu precisava dar conta de tudo. Nada, nada tinha 20 projetos para desenvolver e não estava me permitindo parar.
- Ana, um cliente ligou e disse que te enviou o e-mail para fazer à alteração no projeto. Hanna fala e eu assinto indo para à minha mesa. Abro meu e-mail e suspiro. Mais um de Christian. Eu não parei para ler nenhum. Às vezes era mais fácil me concentrar no meu trabalho e deixar à minha vida pessoa de lado. Sei que já passou tempo demais para eu resolver à nossa situação, mas eu não sei se estou pronta para isso. Vou para o e-mail do meu cliente e assim vejo o que ele quer fazer.
Anoto às alterações que o cliente deseja em seu projeto e volto para à mesa de desenho para continuar desenhando um outro projeto. Fiquei com à cabeça ali. Concentrada.
Em casa, assim que cheguei fui para à biblioteca trabalhar mais um pouco. Tinha que terminar dois projetos para essa semana. Então não podia parar.
- Até quando? Escuto minha mãe dizer.
- Até quando o que mãe? Indago sem tirar à atenção do meu desenho.
- Até quando você vai ficar andando por aí como zumbi? Não come, não dorme. Está perdida nesses seus projetos. O que você quer com isso? Ficar doente?
- Mãe, eu estou bem. Só estou com muitos projetos para fazer e não estou podendo perder tempo.
- Vai atrás dele, o perdoe, deixe essa suas besteiras de lado. Você está sofrendo, ele está sofrendo. Para que isso? Basta uma conversa para resolver à vida de vocês.
- Mãe, eu não quero falar sobre isso. Deixa eu terminar que depois me foco na minha vida pessoal.
- O pai dele me disse que ele não está bem e disse o mesmo de você.
- Exagero da sua parte mãe.
- Exagero? Exagero é você está afundada em tantos projetos e nada de ficar tranquila. Você resolveu que é melhor afundar sua cabeça no trabalho, porém não é. Você precisa consertar sua vida pessoal.
- Eu farei mãe.
- Quando? Respiro fundo.
- Quando eu acabar com tudo que eu tenho que fazer.
- Ok. É assim que você quer, é assim que vamos fazer. Amanhã mesmo ligo para Hanna e digo para ela não aceitar nenhum projeto para você. Você está com muito trabalho e não vai pegar mais nenhum.
- Mãe parar. Não precisa disso.
- Para você. Se você não quer me escutar, vou fazer você me ouvir. Não terá mais trabalho. Assuma esses daí e quando você acabar vamos nós duas sentar e conversar. Ela não diz mais nada. Olho para ela, porém à mesma não está mais aqui. Bufo. Carla deu para pegar no meu pé, mas sabia que ela estava preocupada comigo, sem precisão. Eu estou bem.
Os dias tem se passado e eu estava muito concentrada nos projetos. Minha mãe cumpriu o que disse, não deixando Hanna me passar nada. Ela só pegava para Mark e eu acabei rindo da situação. Dona Carla estava furiosa comigo. Mas não tinha como eu parar com tanta coisa para fazer.
Fui para Portland e acabei ficando zonza durante à obra. Respirei fundo e me sentei. Tomei água e o m*l estar foi passando. Eu sabia que era por falta de comer. Não tinha comido nada desde ontem de manhã. Era só comer que tudo voltava ao normal. Voltei à olhar à obra e minhas vistas não estava focada. Fechei meus olhos e esperei mais um pouco para voltar a prestar atenção em tudo.
Fui ao uma lanchonete e comer algo. Só assim me sentir bem de novo. Voltei para à obra e fiquei até mais tarde. Essa era à última obra que visitava, então não tinha mais que viajar, e como dona Carla não me deixou pegar mais projeto nenhum e ainda Mark me ajudou muito, eu estava sem o que fazer. Entrei no meu carro e novamente aquele m*l estar veio. Abaixei à cabeça e tentei fazer com essa zonzeira passasse. Eu tinha que ir embora hoje. O m*l estar foi passando e eu comecei à dirigir. Dirigir com calma. fui devagar, porém não sei o que deu eu só me vi fechando os olhos e não vendo mais nada.
Abro os olhos e estou em um quarto todo branco. Vejo minha mãe andando de um lado ao outro. Droga. O que houve comigo?
- Mãe. À chamo e ela me olha chorando.
- Quer me matar de susto Anastásia? Ela fala vindo até à mim e me abraçando.
- O que houve mãe? Pedi e ela limpou seu rosto que estava banhado à lágrimas.
- Você parece que desmaiou e bateu o carro. Arregalo os olhos. Graças à Deus não houve nada mais grave, porque você estava com à velocidade reduzida, mas podia ser pior. Ela fala chorando.
- Calma mãe.
- Calma? Levei um susto quando me ligaram falando que você estava no hospital filha. Ela me abraça de novo. Ainda bem que você estava com cinto e ainda com à velocidade baixa. Você se sentiu m*l? Eu não posso mentir para ela.
- Sim. Eu estava zonza desde cedo, mas à hora que comecei à dirigir eu estava bem, porém do nada minhas vistas escureceram e aí não lembro de mais nada.
- Eu te avisei que você iria passar m*l. Não come, não dorme. Você precisa parar e pensar em você.
- Tudo bem mãe, prometo me cuidar.
- E vai mesmo. Vai ficar em casa de repouso e ainda vai se alimentar e descansar.
- Tudo bem dona Carla, eu aceito.
- Eu te amo muito para te perder minha princesa. E não quero ver você doente. Assinto sorrindo.
- Eu também te amo. Falo e nos abraçamos.
O médico chegou e disse que eu estava com uma anemia bem avançada, mas eu teria que tomar alguns remédios para me curar e também comer bem. Minha mãe olhou para mim feio, e depois disse ao médico que iria cuidar para que eu ficasse bem e sem anemia. Dona Carla não iria me dar sossego. Fomos para casa de avião e depois pegamos um táxi para chegar até em casa.
Já tinha uma semana que estava de repouso. Minha mãe não me deixou sair para nada. E está cuidando de mim como uma criança. Pedi à Hanna que qualquer coisa no escritório me ligasse, mas Carla disse à Hanna que eu estava de férias. Nada de me ligar para passar nenhum problema. Me levanto e pego meu notebook. Pelo menos isso ela deixou comigo. Ligo o mesmo e me sento na minha cama. Esperando ele ligar. Procuro meu celular e não sei onde está. Meu notebook liga e eu vou direto para meu e-mail. Vejo um e-mail dele. Respiro fundo. Chegou à hora de ler e ter certeza do que eu realmente quero para meu futuro. Começo à ler desde o começo e já estou em prantos. Todas que li até agora ele me pede desculpas, pede para que eu não o deixe. Fala sobre ter aprendido que sua família vem em primeiro lugar e admite que não soube me colocar dentro dessa família. Ele implora que tentamos novamente. Implora que pelo menos eu o escute. Limpo minhas lágrimas que teimam à cair. Todos os e-mails terminando com Eu te amo em sua língua e na minha. Leio à última que foi mandado hoje cedo.
Haya,
"Em primeiro lugar, desculpas, mil desculpas! Eu sei que errei e que a situação desagradável e desconfortável que enfrentamos foi provocada por mim mesmo.
Por isso é que começo este e-mail com um pedido de desculpas que vai se repetir, com certeza, quando nos encontrarmos pessoalmente outra vez, o que eu espero que aconteça em breve.
Assim, admitindo e assumindo o erro, tenho esperança de que você vai reconsiderar. Tenho a profunda esperança de que você não vai ficar insensível a este meu pedido de reconciliação, pois você é muito importante para mim e eu sei que posso ser muito importante para você.
Mais do que importante, você é a pessoa que eu amo e quero ter comigo para sempre. Mais uma vez apelo para o seu perdão e imploro quantas vezes mais por seu perdão. Não vamos deixar que os erros do passado contaminem para sempre a nossa relação, pois você sabe que eu amo você e acredito que a recíproca seja verdadeira.
Tenho esperança de que tudo vai melhorar. Eu vou tentar ser melhor, ser o marido que você precisa. Ser o cara que te coloca em primeiro lugar, pois desejo que você volte o mais rápido possível, com um sorriso largo e com os braços e o coração abertos para mim.
A sua presença trará paz ao meu espírito e alegria para cada hora dos meus dias. Viver sem você deixa o céu sempre cinzento e o meu olhar sempre nublado.
Reflita sobre estas minhas palavras. Elas são muito sinceras e estão regadas pelas minhas lágrimas de profunda saudade.
Me perdoe, amor".
Choro mais e me vejo com uma tola. Porque eu quis esse afastamento. Achei melhor abrir mão da minha felicidade para não sofrer mais. Eu estava arrasada e agora sinto que estou pior sem ele. Ele fez errado em não ter me incluído em sua vida, porém é algo que possamos mudar. É algo que eu quero mudar.Limpo minhas lágrimas e me deito chorando. Fecho meus olhos lembrando dos momentos felizes que passamos. Acabo dormindo sorrindo.
Acordo com os carinhos da minha mãe. Sorrio para ela.
- Você está bem? Ela pede eu me sento arrumando meus cabelos.
- Estou triste mãe. Digo deixando lágrimas se formarem em meus olhos.
- Sei que está. Mas ali fora tem uma pessoa que quer falar com você. Franzo à testa. Ela se levanta e abre à porta do meu quarto. À pessoa entra e eu fico surpresa.