Elliot foi escorraçado da casa dos meus pais da pior forma. Já tinha passado uma semana e eu continuava trancado no quarto. Liguei para o celular de Ana varias vezes essa semana e nada. Até mesmo no trabalho, porém ela não estava lá. Ela não tinha ido trabalhar por uma semana. Ela estava sofrendo e eu me sentia péssimo por isso. Ela era à única pessoa que odiaria magoar e acabei ferindo pior do que tudo. Ouço uma batida na minha porta e não faço questão de olhar quem é ou até mesmo mandar entrar. Tampo minha cabeça com o travesseiro.
- Você precisa sair dessa quarto. Meu pai fala e eu não digo nada. Os negócios te chamam. Eu não posso deixar os negócios da família afundar porque você está deprimido pela sua burrice. Tiro o travesseiro do rosto e me sento.
- Pai, eu faço o que você quiser, só me deixe voltar para o Seattle e recuperar minha esposa.
- Não. Você não sai do país. Anastásia está muito bem sem você. Fico olhando para ele.
- Como o Sr sabe? Indague triste.
- Diferente de você, eu cuido das luzes da minha casa. Falo com à mãe dela todos os dias, para saber dela. Inclusive mandei dinheiro, mesmo Carla dizendo que não era necessário. Porém às mulheres da nossa família são cuidados por nós homens, mas você não sabe e nem entende isso, então levante daí e vai aprender um pouco da vida.
- Carla disse se ela vai pedir o divórcio? Questiono temeroso.
- Sim. Ela me disse que assim que à filha tiver bem da sua sanidade, ela virá para cá e vamos entrar com o pedido de divórcio. Meu coração fica pequeno e meus olhos enchem de lágrimas.
- Pai, por favor me ajude. Eu não quero perdê-la. Suplico e ele sorrir fraco para mim.
- Te ajudar? Nem pensar. Você procurou isso, então você se vira. Acho bom você arrumar uma defesa diante dos tribunais na hora que ela falar o motivo do divórcio.
- Eu não à trair. Falo baixo lembrando dos olhos tristes dela.
- Mas ajudou um imundo. Suspiro pesado. Chega dessa conversa. Volte ao trabalho. Não posso continuar perdendo clientes por sua causa. Ele fala e sai do meu quarto. Eu só queria ouvir à voz dela. Queria poder ver seu rosto e sentir que ainda temos chance. Que ela me daria uma chance. Me levanto e vou ao banheiro lavar meu rosto. Volto e dou de cara com Gia de pé alisando minha cama. O que essa louca está fazendo?
- O que faz no meu quarto Gia. Ela fica assustada e sem graça.
- Eu vim falar com você.
- E não poderia me esperar na sala? Indaguei não gostando dessa intromissão toda.
- Eu não tenho marido agora. Cruzo meus braços para ver onde ela quer chegar com isso. Seus pais não sabem o que vai fazer comigo, e sinceramente não acho que tenho que pagar pelos erros do seu irmão.
- Gia, eu não tenho nada com isso, e sinceramente não acho mesmo que você tenha que pagar pelos erros de Elliot, mas eu também ouvi meus pais falando que você será à filha que eles não tiveram, e que você não precisava se preocupar. Digo abrindo à porta para ela sair.
- Mas eu não posso continuar assim. Meu casamento com seu irmão foi anulado perante à corte, e eu estou com duas filhas para cuidar sem pai. Eu tenho o sobrenome Grey, porque seu pai ficou com pena de me devolver para minha família e ainda tirar minhas filhas e esse filho que vai nascer de mim.
- Gia eu não sei o que você quer de mim, eu não posso te ajudar em nada. Falo segurando à porta para ver se ela entende.
- Gia, o que faz aqui? Minha mãe chega olhando para mim e depois para ela. Suspiro. Na nossa cultura às mulheres da casa não podem vistar o quarto dos homens da casa sem ser chamada, com exceção das matriarca da família.
- Eu vim falar com Christian sobre o nosso casamento. O que? Ela ficou louca?
- Do que você está falando? Indaguei nervoso. Minha mãe à encara sem entender.
- Sogra, pelas nossas leis, se meu marido é escorraçado, vira um ninguém nesse mundo, à responsabilidade de cuidar de mim é do irmão dele, só caso ele não tenha irmão, eu passo à ser cuidada pela família do mesmo, então eu quero me casar com Christian. Sorrio de nervoso.
- Isso não vai acontecer. Tenho que lembrá-la que eu sou casado, e apesar de ter fudido com meu casamento, eu amo minha esposa, e não pretendo fuder mais à minha vida por causa de mulher nenhuma.
- Você meça as palavras. Minha mãe fala olhando para mim e depois olha para Gia. E você não pode escolher aqui. Terá que acatar à decisão do seu sogro, então, guarde seus pensamento para você.
- Eu só não quero ficar m*l falada nas ruas sogra. Todos olham para mim e ficam apontando dedo, então eu quero fazer valer meu direito. Christian tem que me assumir.
- Nunca. Escutem bem, nunca. Eu prefiro ser escorraçado dessa família, prefiro perder meu sobrenome, mas casar com você ou qualquer outra mulher nunca. À única mulher que quero é à que já tenho e eu farei de tudo para tê-la de volta, é Anastásia. Falo saindo e deixando às duas lá. Eu não quero saber de nada. Eu só quero minha mulher de volta. Espero que meus pais não venha com essa bomba para meu lado, porque eu não farei isso, eu não vou obedecer.
Pego meu celular e ligo para o celular dela mais uma vez e fica tocando. Fecho meus olhos pensando em como fomos felizes no último ano. O celular entra na caixa postal, e eu só consigo ouvir à voz alegre dela. Porque eu fui tão burro? Porque não confiei nela no começo e contei à verdade? E agora o que faço para mudar as nossas vidas? Como trago ela de novo para à minha vida? Preso aqui eu não posso fazer nada. Meu pai poderia me entender e me deixar ir. Suspiro pesado. Sei que ele não vai me deixar ir, mas juro que estou tentado à sair daqui fugido e vê-la, nem que for para ela me expulsar. Meu celular toca e é o número de Elliot.
- O que você quer? Atendo com uma certa raiva.
- Falar com você. Eu ainda não sair do país e preciso falar com você.
- Não temos nada para conversar. Passei dias tentando falar com você e não me escutou, então não temos nada para conversar.
- Eu preciso da sua ajuda. Gargalho do que ele fala.
- Minha ajuda? Não Elliot, eu não vou te ajudar em mais nada. Eu disse que seria à última vez.
- Merda nenhuma. Eu não tenho mais dinheiro, não tenho nada. Preciso que você me ajude. Te encontro daqui meia hora nas ruínas. Ele fala desligando. Não vou mesmo, por mim que morra. Estou bastante chateado para ver quem ajudou à afundar minha vida, meu casamento.
Meus dias tem passado e nada de escutar à voz dela. Logo todos dos dias somente para escutar sua voz, seja triste ou alegre. Ela não tem ido trabalhar, e só isso que me deixa mais angustiado. Ela está sofrendo mais, e tudo culpa minha. Meu celular toca de novo e mais uma vez é Elliot. Reviro meus olhos. Eu não fui vê-lo e o mesmo tem me ligado todos os dias. Eu não entendo porque não pede ajuda à Kate. Ela pode ajudá-lo. Deixo o telefone tocando e foco no trabalho. Era tudo que eu podia fazer.
Eu tinha todos os problemas do mundo nas minhas costas, e ainda tinha Gia querendo fazer à cabeça dos meus pais para à gente se casar. Eu já deixei bem claro para meus pais que isso não vai acontecer. Mas parece que à cabeça de Gia está virada. Ela não aceita isso e está toda hora insistindo, mas eu não vou arredar o pé da minha decisão.
O dia foi cansativo. Cheguei na casa dos meus pais e eles estavam na sala com minhas sobrinhas. Dei um beijo em cada uma delas e também nos meus pais. Me sentei.
- Você está cada dia pior. Minha mãe fala e eu dou de ombros.
- Como ela está? Indaguei olhando para meu pai.
- Está vivendo, um dia de cada vez.
- O Sr falou com ela? Ele balança à cabeça em negação.
- Falo com Carla. Ela tem me dado informações da luz da minha casa.
- Me deixa tentar arrumar à merda que eu fiz pai? Por favor.
- Você não sofreu ainda. E outra, à luz da minha casa ainda está apagada, portanto não. Você não vai voltar. Me levanto nervoso.
- Até quando? Eu perdi um ano longe dela, mesmo perto, estávamos mais afastados e agora esse afastamento está sendo pior.
- O problema não é meu. Minha esposa está aqui bem do meu lado, e eu nunca ferrei com minha vida e nem com o relacionamento com ela. Eu cuidei da minha esposa, coloquei ela em primeiro lugar sempre. Depois venho você e foi à felicidade da nossa casa, onde eu sempre coloquei vocês dois em primeiro lugar, e era o que você deveria ter feito com Anastásia, mas você não vez.
- Eu só não queria um escândalo para nossa casa.
- Adiantou alguma coisa? Christian aprende uma coisa. Sua esposa é à luz da sua casa, se essa luz se apagar , você não tem mais nada.
- Eu sei. Estou aprendendo isso da pior forma. Digo baixo.
- Boa noite! Gia aparece com seus barrigão e eu reviro os olhos. Então meu sogro, já pensou em que eu te disse? Ela fala olhando para mim. Me levanto.
- Não Gia. Ainda não pensei. Meu pai fala sério.
- Eu não posso continuar assim. Eu quero um marido, e de acordo com nossas leis Christian tem que me assumir.
- Boa sorte, porque ninguém vai me fazer casar com você ou qualquer outra.
- Mas ela está certa Christian. Olho para meu pai incrédulo.
- Eu já estou pagando caro pelos erros de Elliot, e eu não vou pagar mais uma vez. Passo às mãos no rosto. O Sr se casou uma vez só, e eu quero também continuar casado uma vez só, quero ter uma esposa somente. Falo quase suplicando.
- Mas é sua responsabilidade. Gia fala e eu olho para ela com raiva. Se eu for reclamar perante à corte oficial, você será obrigado a cumprir nossa lei.
- Tenho uma outra naja na minha casa? Minha indaga olhando para Gia. Está querendo mostrar às manguinhas Gia? Gia abaixa à cabeça.
- Não é isso minha sogra, eu só não quero ficar sem marido.
- Seu problema é só ser sem marido ou tem outra coisa nessa insistência de casar com Christian? Ela olha para mim de um jeito estranho.
- Não Sogra. Eu só quero ter uma marido que me assuma e assuma minhas filhas e esse filho que está por vir.
- Seus filhos são nossos. Meu pai indaga. E quanto à sua situação, não se preocupe, vamos resolver.
- Eu só espero que à solução não seja eu. Porque eu não estou disposto à isso.
- Mas assim como eu, você também não tem escolhas aqui. Tem quer ser acatado o que seu pai diz. Gia fala mostrando toda sua confiança.
- Certo Gia. Você tem razão, mas eu não vou entregar minha vida para você. Eu não preciso de esposa nenhuma à não ser à que já tenho, e se eu for obrigado à casar com você, lamento, você não vai gostar.
- O que você quer dizer com isso? Ela pede me olhando em desafio. Sorrio para ela.
- Você será para mim como uma árvore seca. Onde não se toca, não se molha e nem muito menos dará fruto. Então pense bem se eu sou à sua melhor opção, porque Anastásia me tem por completo, e mulher nenhuma me terá como ela. Saio da sala não querendo olhar mais para ela. Por mim que ela case com quem quiser, menos comigo.
Jantamos em silêncio. Gia estava com o olhar estranho para cima de mim e eu só queria que ela ficasse na dela. Não quero que essa merda toda acabe afetando mais minha relação com Ana.