CAPÍTULO 15

2115 Palavras
Eu andava agitado nervoso. Cada dia minha situação com Ana andava à pior. Não sabia mais o que fazer. Me encontrei com Kate no apto de Elliot, e ela estava apreensiva. E eu sabia o motivo. - O que vocês pretendem fazer? Indaguei me sentando no sofá. - Eu não sei. Eu acho que devemos fazer o certo. Seu irmão e eu já estamos nisso à muito tempo. - Kate, você sabe que no nosso país não há divórcio, e posso dizer que se Gia souber dessa aventura de Elliot... - Aventura? Você me considera uma aventura? Eu estou grávida do seu irmão e você me considera uma aventura? - Você vai me desculpar, mas é o que eu penso. Elliot nunca deveria ter se envolvido com você. Você sabendo que ele é um homem casado deveria ter se afastado. - Eu me apaixonei por ele Christian. - E isso te dar o direito de destruir uma família? Destruir um casamento? Não, isso não te dar o direito de nada disso. Eu fico imaginando se à minha mulher arruma um outro homem com à gente casado. Ela me olha triste. - Não me julgue. Seu irmão disse que dará um jeito para ficarmos juntos. - O único jeito que eu acho que ele pode se livrar das garras dos meus pais, e ainda que à mulher dele não faça um escândalo é assumindo você dentro das nossas tradições. Eu disse isso à ele. - Eu não sei mesmo o que vamos fazer, como vamos resolver isso. Ela fala abaixando à cabeça. - Espero que ambos consigam, ainda mais que Gia também está grávida. - Eu sei, ele me contou. Balanço à cabeça em negação. - E mesmo assim você aceitou ser à amante. - Já pedi para não me julgar. Você pode não me entender, mas eu amo seu irmão demais. Estou disposta à ser à segunda esposa dentro da lei de vocês. O que eu não quero é me ver sem ele. Ele me disse que daria um jeito para se separar dela, então vou esperar para ver o que podemos fazer. - Ele sabe que não vai conseguir, mas eu já me envolvi demais nessa história para poder dizer mais o que penso. Por mim vocês se virem. Te deixo aqui. Ele já deve está chegando. Essa é à última vez que nos vermos. Falo e saio sem olhar para trás. Eu não quero saber o que eles vão fazer da vida deles, eu só quero poder consertar à merda que eu fiz com meu casamento e pronto. Ligo para Elliot. Ele atende no segundo toque. Pronto. Ela está no seu apto. Não me envolvo mais Elliot e espero que ambos tome à melhor decisão. - Obrigado! Eu já estou chegando. - Resolva isso rápido e me livre de perder à minha mulher Elliot. - Calma cara. Eu vou resolver, não se preocupe. - Não me enrola mais Elliot, não vou mais permitir que você me enrole. Se você não resolver isso o mais rápido possível, eu mesmo conto à verdade. - Calma, não precisa disso. Eu vou resolver. Fique tranquilo. - Não venha me dizer para ficar tranquilo. Se soubesse que iria perder à minha mulher do jeito que estou perdendo, não teria me envolvido nisso. Nunca deixaria você me envolver nisso. - Christian, eu já disse que vou resolver. Agora não vai demorar. - Espero. E outra, pare de enganar essa pobre coitada falando que você vai se divorciar, porque você sabe que isso é impossível. - Eu vou tentar de tudo para ficar com ela. - Boa sorte. Falo e desligo. Estou cansado de Elliot e suas palhaçadas. Minha cabeça já estava dando um nó, só de pensar em como vou trazer Ana para mim sem ela ficar mais p**a de ter escondido dela à verdade. Não fico muito na Inglaterra. Queria não dar espaço para almoços e jantares da minha mulher com outro, ou até mesmo que à mãe dela fizesse mais à cabeça dela contra mim. Peguei o voo de volta e logo cheguei em casa. Como sempre Ana estava trancada no quarto. Tentei falar com ela algumas vezes, mas nada. Ela continuava irredutível. Passou se dois meses e o nosso aniversário de casamento chegou. E como forma dela se lembrar e ainda de todos que chegarem perto dela ver que à mesma é casada, eu dei uma aliança. Sendo um costume deles, não tinha me atentado à isso até ver o arquiteto que ela contratou, o carinho no elevador sorrindo para ela e o amigo da mãe dela todo todo para ela. Sei que do jeito que eu fiz as coisas não tenho nenhum direito de cobrar nada dela, porém ela continua sendo minha esposa e continuará sendo. Eu farei de tudo para ter o perdão dela. Nosso jantar foi horrível. Ela me disse como sempre o que estava sentindo e eu não sabia mais o que fazer para tirar à dor dela. Não sabia como faria para ela mais. Nesses dois meses Elliot continuava me pedindo calma que ele iria resolver à vida dele com Kate. Gia estava para ganhar e ele ainda se mantinha nessa situação. Eu não estava mais suportando. Era uma indiferença em casa, era meus pais me cobrando que à gente fosse para lá, e eu não tinha mais argumentos para nada. Eu estava vendo Ana sair da minha vida assim como entrou, do nada. E pior que eu me condenaria muito por isso. Eu tive que viajar para New York. Deixei um bilhete para Ana avisando, já que ela não me atendeu, como sempre, mas eu estaria de volta logo. Não quero deixá-la sozinha, mesmo à gente não estando bem. Não quero que ela fique pensando que eu estou com Kate. Não quero mais me ver associado à Kate e tentar trazer à confiança para Ana de novo. No outro dia meus pais me ligaram cedo me dizendo que estavam na minha casa. Merda. Eu tinha que resolver tudo aqui para voltar rápido. Não quero deixar Ana ser atacada por eles mais uma vez. Eles me perguntaram se Ana estava comigo e eu disse que não, que com certeza ela estaria no escritório dela, mas minha mãe disse que ligou para lá e à secretária dela disse que ela estava viajando à trabalho. Desliguei com meus pais e liguei para Sawyer sabendo que Ana não iria me atender. O mesmo me disse que ela estava em Portland à trabalho. Pedi para falar com ela, e minha mulher sem à mesma paciência de sempre me disse que não sabia quando iria voltar. Eu sei que ela estava cansada e eu também, éramos dois saturados pela situação. Entendia que ela não queria saber de nada que ligasse ela à mim. Entendia que meus pais vieram para acabar com o pouco do que ainda resta entre nós. Eles vieram com tudo e tenho certeza que não sairão daqui sem à gente. E eu queria que Ana fosse ficar um tempo em Marrocos, não pelo que meus pais querem dela, não me interessa ela aprender os meus costumes. Eu só queria que voltássemos à nos aproximar. Liguei para meus pais de volta e disse que ela estava viajando à trabalho. Que à mesma foi hoje cedo e não teve tempo de me avisar, já que estou fora de casa desde ontem. Minha mãe perguntou quando ambos voltamos. Disse que amanhã. Pelo menos eu, não sabia de Ana. Mas eu deixei Sawyer sobre aviso se ela ficasse mais lá. À noite fiquei sabendo que ela estava no no bar bebendo com uma engenheira. Eu não estava acreditando nisso. Ana não saía para beber desde que começamos à namorar. Eu não permitia isso dela. Expus à minha revolta e ela desligou na minha cara. Suspirei pesado. Eu merecia esse tratamento. No outro dia cheguei e meus pais já vieram me dizer que Ana não parecia bem. Ela estava calada, triste. Até me questionaram se brigamos. E novamente tive que dizer que brigamos por ciúmes. Fui falar com Ana que estava na biblioteca trabalhando. Ela realmente estava mais abalada do que o normal. Eu queria abraça-la, dizer que tudo não passa de uma mentira, e que eu à amo mais que tudo e nunca iria magoá-la da forma que ela acha que magoei. Mas minha mãe chegou e chamou ela para almoçarmos. E novamente à cobrança sobre um filho veio à tona. Ana concordou ir ao médico mesmo sabendo que não estava grávida. À semana passou e eu estava em cima de Elliot para ele falar à verdade logo. Não queria mais saber disso. Ana passou essa semana em casa parecendo não está ali. Respondia meus pais no automático, e como diz ela não iria se desgastar. Hoje era segunda. Ela teve que ir ao seu escritório para rever algumas coisas. Meus pais não falaram nada. Achei ótimo, porque assim não via ela mais triste do que está. O dia passou e já era quase noite quando liguei para ela, mas à mesma não atendeu. Liguei para Sawyer, e ele me disse que ela está na casa da mãe desde cedo. Estava chorando muito. Pedir à ele para bater lá e passar o telefone para ela, mas à mãe dela disse que ela estava dormindo. Mil vezes merda. Se pudesse teria ido lá e tirado à mesma daquela casa à força. Carla não tinha o direito de prender ela lá. Eu queria saber o que estava acontecendo com ela. Fiquei no meu escritório andando de um lado ao outro. Fiquei ligando para Sawyer à todo tempo para saber dela, mas nada. Só sosseguei quando ele me mandou mensagem falando que estava vindo embora com ela. Fui para sala nervoso. Só queria saber o que aconteceu com ela. Porém, sei que ela não vai me dizer e muito menos me dará espaço para questionar algo. - Cadê sua esposa Christian? Meu pai pergunta pela décima vez. - Ela já está vindo para casa pai. - Acho ótimo. Ele fala se sentando junto com à minha mãe. Os dois ficam me olhando, parecendo me analisar. Eu só queria que nada disso estivesse acontecendo. Me levanto e passo às mãos na cabeça. - Você está nervoso? Mamãe indaga - Só quero que ela chegue logo. - O que está acontecendo com vocês dois? Meu pai pede com uma calma que nunca vi nele. - Nada pai. Falo simplesmente e ele assentiu não dizendo mais nada. Quando menos esperei, Ana apareceu. Ela estava visivelmente abalada. Seu rosto estava vermelho. - Haya, quer me fazer o favor de me dizer porque não atendeu à nenhuma das ligações? Sawyer me disse que você não estava bem. O que houve? Indago preocupado com ela. - Nada. Ela fala, mas eu já sabia que ela não iria me contar o que houve. Eu vou subir para tomar um banho. - Eu quero falar com você à sós Anastásia. Meu pai fala e eu queria saber o motivo disso. - O que está havendo pai? Indaguei com receio desse conversa. Meus pais podem acabar de vez com meu casamento. - Não se meta. Eu quero falar com ela à sós. Vamos até o escritório Anastásia. Ele fala e se vai. Fico olhando para o corredor que dar para o escritório. - O que você fez com ela? Minha mãe me tira dos meus pensamentos. - Nada mãe. Eu não fiz nada. Falo e vou para à cozinha. - Eu só te digo uma coisa, se ela disser que você está à maltratando, eu e seu pai acabamos com você. Não admitimos isso, você sabe. - Eu não à maltratei. Falo firme. Nunca faria isso com mulher nenhuma. - Espero que seja assim, porque seu pai e eu não somos bobos. Da primeira vez que viemos aqui percebemos que vocês dois não estão bem, e agora está nítido. Você falou com seu pai que é por ciúmes, mas ciúmes não separa o casal da forma que estávamos vendo aqui. Ela não sorrir mais, você também não. Nem mesmo dormem no mesmo quarto, então sugiro que você me fale o que está havendo com vocês dois. - Já disse mãe. Brigamos como qualquer casal. - Tudo bem, vamos esperar ver o que seu pai consegui dela. Suspiro. Não estou gostando dessa conversa. Depois de não sei quantos minutos lá dentro do escritório, meu pai e Ana aparecem na sala. Fico olhando para os dois, e nenhum tem à cara boa. Se ela contou sobre à minha suposta traição, Elliot que vai me desculpar, mas eu não irei trazer isso para mim. Eu falarei com meus nossos pais à verdade.
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