CAPÍTULO 11

1706 Palavras
Ela chegou e eu estava de costa bebendo um chá. Olhei no meu relógio e passava das onze. Suspirei vendo ela subir sem me dizer nada. Mas à gente tinha que conversar, subir antes que ela se trancasse no quarto e amanhã saísse sem eu vê-la. À hora que cheguei em sua porta à mesma já estava trancada. - Haya, abre à porta. Precisamos conversar. Bato na porta e espero alguns segundos e nada. Haya Haya...Bato e chamo de novo e nada. Suspiro. Vou para o vazio do meu quarto e me deito pensando que amanhã vou conversar com Elliot para resolver essa situação. Eu preciso da minha mulher de volta. Eu quero ela de volta. Dormir já quase ao amanhecer. Acordei já era tarde, posso dizer que já era de tarde. Era meio dia. Sabia que Ana já estava na empresa. Iria tirá-la para almoçar. Precisamos conversar sobre as férias que nós iríamos tirar. Ela já devia está se organizando para isso, mesmo porque eu quero conviver mais com ela em Marrocos. Quero ver se consigo resgatar o pouco do que tínhamos antes. Me levantei e me arrumei. Liguei para Sawyer já dentro do carro para saber se minha mulher estava no escritório. E ele me disse que estava almoçando com um dos amigos da mãe dela. Eu não gostei disso, ainda mais sabendo que ambos estão almoçando sozinhos. Quero saber quem é o cara e também saber se está de olho no que não é dele. Sawyer me passou o nome do restaurante e eu fui. No restaurante, cheguei e fui adentrando. Uma host venho me questiona se eu tinha alguma reserva, e eu disse que minha esposa já estava me esperando. Adentrei mais o lugar e à vi toda sorriso para o homem que estava com ela. Ela sabe que eu não admito isso. Os sorrisos dela são meus, tem que ser dedicados à mim e não à outro babaca. Droga. Vou me aproximando mais da mesa e vejo ele também sorri para ela. À vontade que eu tenho é de fazê-lo engolir esse sorriso, mas neste momento à minha prioridade é trazê-la de volta para mim. Mas vamos acabar com os sorrisos aqui. - Estou interrompendo? Pedi olhando para o cara que me olha em desafio. Coitado. -O que você faz aqui? Minha esposa pede procurando alguém do meu lado. - Soube que você estava almoçando aqui e vim para à gente conversar. Falo já me sentando do lado dela. - Não temos nada para conversar. Ela fala e eu olho para o cara à nossa frente. - Eu não vou conversar com você na frente de estranhos. Digo ainda olhando para o homem na minha frente que está olhando para minha esposa. - Não precisa sair Phillip, eu já tenho que voltar para o escritório. Obrigada pelo convite. Ela fala se levantando e eu acompanho. Saímos e eu agarrei seu braço. -Me solta Christian. Ela pede tentando se soltar. - Não. Vamos para seu escritório conversar. Falo levando ela para meu carro. Sawyer nos viu e eu acenei para ele. Entrei no meu carro e olhei para ele. Quem é ele? Pedi com raiva. Ela me dar um sorrisinho. - Você realmente acha que tem direito de cobrar alguma coisa de mim? Acha mesmo que tem direito de algo em relação à mim? - Haya, não me deixe com raiva, porque eu já te disse que se souber que você está de gracinhas com outro homem, pode dar adeus à sua vida aqui, porque eu vou te levar embora para meu país e de lá você não sai. Ela não diz nada. Me responda quem é ele? - Um amigo. - Amigo seu? Sim.Ela responde olhando para à janela. - Eu não quero saber disso. Ela não diz nada e eu chego na empresa dela. Ela sai sem me deixar abrir sua porta e eu sigo à mesma. Subimos para sua sala. Assim que chegamos sua assistente já olhou para ela, mas não disse nada. Entramos na sua sala e eu fechei à porta. - Pronto Grey, me fale o motivo de você vir impor sua presença. Suspiro me sentando. - Quero saber se você já se organizou para tirar nossas férias. Ela começa à gargalhar, e eu não entendo porque. Quer me falar o motivo da graça Anastásia? Pedi me levantando. - Você é o motivo da graça. Você é o motivo da piada. Eu não consigo acreditar que você achou mesmo que eu iria tirar férias para ir para Marrocos. - Foi o nosso combinado. Digo firme. - Não. Foi o seu combinado com seus pais. Eu não vou à lugar nenhum. Não quero saber de nada de vocês. Tudo que quero é à minha vida de volta. - Você não pode fazer isso. Eles acreditaram que nós iríamos. - O problema é seu e não meu. Você disse que iríamos para livrar à sua barra com eles, então se virar, porque eu não vou tirar férias para nada. Eu tenho uma vida, tenho um trabalho e não farei suas vontades e dos seus pais para nada. Fecho meus olhos, tentando pensar em uma solução para isso. Meus pais é capaz de voltar e fazer da minha vida um inferno e também acabar maltratando Ana sem ela ter culpa de nada. - Você precisa participar da minha família. - Não, eu não preciso e nem quero. Chegou à hora de você apresentar sua amante à sua família. Ela sim precisa participar e conhecer todo seu mundo. Ela sim deve ser cobrada como sua esposa, como mãe de futuros filhos seus, então me deixe em paz. - Meus pais não vão nos deixar em paz se não ver à gente lá. - Eles não vão deixar você em paz, porque se vierem falar comigo dessa vez eu não vou livrar à sua pele, portanto resolva isso você. Assim como peço para você ficar bem distante de mim, mantenha seus pais também, para seu bem. Ela se levanta e vai até à porta. Acabamos por aqui. - Oi Ana, desculpe já iria bater. Um homem aparece. - Pode entrar Mark. Temos muito trabalho. Ela diz indo para à sua cadeira. - Com licença. O homem fala entrando e me olhando. Boa tarde! Ele me cumprimenta se sentando. - Terminamos essa conversa em casa. Digo saindo frustrado. Eu não tenho meios para obrigá-la ir. Mas em contrapartida, meus pais podem ser implacáveis com ela. Achando que à mesma não quer conviver com eles. Bufo. É um problema atrás do outro. Vou em um dos meus restaurantes para verificar como está. Eu tinha que esquecer um pouco essa merda que me meti. Eu não sabia como sair disso. Na verdade sabia. Sabia que Elliot tinha que acabar com essa sua vida libertina logo, porque se Ana não aguenta mais, eu menos ainda. Não suporta mais o como ela me trata. Não suporto mais viver brigando com ela. Já tinha duas horas que estava trancado no meu escritório. Eu não conseguia pensar em como fazer Ana mudar de ideia sobre nossa viagem. Eu queria evitar que ela falasse algo para meus pais, porque eu sabia que Elliot estaria na merda, porque eu não teria mais como assumir um erro que não é meu. À verdade viria à tona, e eu não queria isso, mas se não tiver saída, eu não vou esconder nada mais. Meu celular toca e vejo que se trata de Elliot. Bufo. Eu estava evitando falar com ele. Nossos pais foram embora e eu não liguei para o mesmo. Atendo à contra gosto. - O que foi Elliot? Indaguei desanimado. - Estava esperando você me ligar e nada. Esqueceu do que eu te pedir? Bufo. - Queria esquecer que eu entrei nessa merda por sua causa. Queria esquecer que cada dia eu perco a pessoa que amo, por sua causa. Digo cansado disso tudo. - Calma. Eu vou resolver tudo e vou te tirar dessa.- - É mesmo? Quando? Porque você me disse isso à meses atrás e já vai fazer um ano que estou envolvido nisso. E você não entende que não dar mais Elliot. Nossos pais estão contra ela. Nossos pais acham que ela que não quer fazer parte da nossa família, sendo que na verdade com essa p***a toda que você arrumou, ela não quer participar mais da minha vida. Elliot eu estou vendo ela pegar as coisas dela de novo da nossa casa e ir embora para sempre. Eu não terei como evitar. - Já disse que antes disso acontecer eu vou consertar essa situação, mas antes eu preciso de você. Marquei com Kate na Inglaterra. Vamos nos encontrar dessa vez no meu apto lá. Eu vou ir antes e espero você lá com ela. Suspiro pesado. Te vejo na semana que vem. - Última vez. Não te apoio mais nisso. Se vira dá próxima. Falo desligando. Eu estava esgotado com tudo isso. Estava no meu limite. Não estava aguentando mais ser um ninguém na vida da minha esposa. Eu era o mundo dela, e hoje virei um nada. Fecho meus olhos lembrando o quanto ela estava sorrindo para aquele cara no restaurante. Aquilo era meu. Seu sorriso, seus pensamentos eram todos meus, porém eu à perdi. Por nada. Porque à vida do meu irmão não é minha. Mas eu me envolvi sem saber que eu perderia quem eu mais amei na vida. Às vezes eu queria acabar de vez com tudo isso. Mandar às minhas tradições à merda e focar somente na minha vida com Ana. Eu queria poder não pensar na minha família, porque minha família é Ana. E mais uma vez eu me vi escolhendo minha família e deixando Ana de lado. Mas eu juro. Essa será à última vez que vou ajudar Elliot. Quero minha mulher de volta e nada mais vai me importar. Em casa chego e ela já havia chegado cedo, pela primeira vez depois que brigamos. Gail está fazendo o jantar e eu resolvo subir para tomar um banho. Seria pedir demais que ela jantasse comigo? Bufo, porque sei que ela não vai descer. À solidão me atinge à cada dia. Espero mesmo que Elliot resolva tudo.
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