Cléo narrando
Rayssa: - Cléo, o tal Osíris insisti em falar com você. - eu reviro os olhos assim que ela fala o nome dele
Cara pegajoso e olha que nunca nem cheguei perto dele, insistente pra c a r a l h o, fica pedindo uns trabalhos aleatórios, mas eu só aceitei um uma vez e depois nunca mais. E mesmo assim não cheguei a aparecer para ele, executei sem precisar aparecer.
Porém como eu sou profissional, vamos lá né.
Cléo: - Fala que eu ligo daqui a pouco. - ela assente e digita no celular da cleopatra
Só que ele me dá apenas poucos minutos e liga ele mesmo, bufo, reviro os olhos, respiro fundo e atendo.
* ligação on *
Cléo: - Alô! - atendo séria
Osíris: - Grande Cleopatra! - diz todo sorridente, dá pra notar pelo seu tom de voz - Mulher dificil de conseguir contato, um rosto então, nem se fala. - fala com gracinha
Cléo: - É a alma do meu negócio. - respondo atraente, não posso evitar, fui treinada pra ser naturalmente atraente e convidativa
Osíris: - Você tem uma voz linda, instigante, daria tudo pra te conhecer pessoalmente. - o desejo na sua voz é evidente, e como eu disse, tudo em mim foi ensinado e treinado, exaustivamente, para atrair
Cléo: - Esse trabalho não é comigo, Osíris. Se você não conhecer nenhuma casa das primas, eu te indico uma.
Osíris: - Poxa Cléo.. posso te chamar de Cléo?
Cléo: - Não!
Osíris: - Eu jamais te confundiria com uma p u t a, embora eu sinta que você não é nenhuma santa na cama. - dou risada
Cléo: - Você gostaria que eu fosse? - falo sedutora, impossivel não flertar as vezes
Osíris: - Nem pensar meu amor. - reviro os olhos - Vem conhecer meu baile, vem ouvir a minha proposta.
Cléo: - Tô com a agenda cheia. Quem sabe um dia, qualquer coisa eu te dou um toque.
Osíris: - Vou esperar, e se demorar eu vou te procurar. - ele fala sério, a ameaça velada, só pode estar chapado - Te ligando novamente, é claro. - fala num tom mais ameno, gosta de brincar com a sorte - Até gata.
Cléo: - Bye bye! - desligo a chamada bufando
* ligação off *
Rayssa: - O homem tá marcando em cima.
Cléo: - Um s e m noção! Nunca me viu, de onde tirou que eu sou bonita?
Rayssa: - Cléo, tu já ouviu a tua voz? Ele tem razão, você é sexy nos mínimos detalhes. - reviro os olhos e já revirei tantas vezes hoje que é capaz dos meus olhos rolarem pra fora das órbitas na próxima vez
Cléo: - Bom, nossa organização na Rússia amaria saber que eles fizeram um excelente trabalho comigo, será que devo mandar um cartão postal? - ela fecha a cara me olhando feio
Rayssa: - Vai brincando, b e s t a. - dou risada da cara dela - Você sabe que mais dia, menos dia, vai ter que aparecer lá né? - suspiro
Cléo: - Eu sei. Esse trabalho vai me matar antes que eu fique milionária, isso não é justo.
Rayssa: - Não invente de morrer que eu te mato. - fala indignada e caímos na gargalhada - Vamos se arrumar vai, já está ficando tarde e eu quero aproveitar bem.
Cléo: - Amanhã não me inventa nada viu Rayssa, nada de praia, eu só saio desse apartamento pra fazer um lanche e olhe lá.
Ela sorri sinica e eu aperto os meus olhos para ela, ela que não invente não, quero passar o dia na cama descansando, pois quando saimos a noite só voltamos de manhã, com o sol nascendo mesmo. E a bonita, se deixar, quer morar na praia.
Escolhendo a roupa, me animei e coloquei uma roupa babadeira. Um vestido preto curto com transparência na saia e na maga que é um ombro só, a parte do p e i t o e da barriga são abertos num detalhe de recorte e a b u n d a só não fica de fora porque ele tem uma hot pant bem comportada, mas ele fica um escandalo. Completo o look com uma bota de veludo que vai até a metade das coxas, de salto alto.
Como não saio desarmada nunca eu peguei a minha bolsa da prada toda em pedraria prateada. Mandei fazer um tecido imitando o fundo e assim consigo esconder a arma, a minha pistola glock baby, ela é pequena, ideal pra levar nessa bolsa com esse esquema, passo com ela numa bolsa na revista. Até porque os seguranças, tanto homens quanto mulheres, ficam desconfortáveis na minha presença, então nem enrolam muito kkkkk. Olha, observando, o cara, ou a mulher, tem que ser extremamente seguro de si para chegar em mim, porque no mesmo tanto que eu atraio eu retraio também.
Saio na sala encontrando a Rayssa já pronta com um short jeans e cinto preto, um cropped over de manga cumprida branco e coturno de cano baixo e salto tratorado.
Rayssa: - Vai à trabalho gata? Isso não é do guarda roupa da Cleópatra? - dou risada, eu tenho as roupas que eu gosto de usar para 'trabalhar', mas eu falo que eu não sei onde começa a Cléo e onde termina a Cleópatra
Cléo: - Deu vontade! - falo dando de ombros - Vamos embora!
Rayssa: - Partiu!
Pego a chave do carro, ela fecha o apê e descemos para a garagem.
Rapidinho chegamos no lugar, já está cheio, aqui bomba. É inevitável os olhares não se prenderem em nós. Dona Rayssa fala de mim, mas ela é linda, toda delicada e sensual, eu não sei ser delicada como ela, para mim ela faz mais sucesso com os homens do que eu porque ela tem essa aura meio anjo, meio demônio, já eu sou totalmente demonio. E sabe? Prefiro assim!
Hoje é pra curtir, mas não consigo evitar passar o olhar no lugar, nunca se sabe né, vamos até o bar pra pegar um drink e decidimos hoje ficar no gim, assim pegamos um combo já, escolhemos o combo de melancia que vem uma garrafa de gin rosa, gelo de coco de melancia, um kitzinho de especiarias e energético de melancia da red bull. E sim, Rayssa e eu matamos uma garrafa de qualquer coisa fácil, somente as duas. Opala que chama né? É sobre.
Eles montam uma mesa mistro pra gente poder colocar o balde e apoiar os copos, e tudo no meio do espaço mesmo, mas tem uma quantidade limitada de mesas, então ali mesmo no aglomerando de gente e em frente a nossa mesa a gente dança de se acabar o suor escorrer no corpo. O gin na cabeça já está como? Ainda bem que somos resistentes, porque nunca posso ficar de um jeito que eu perca a consciência das coisas, minha vida não permite, não na rua.
Rayssa: - Tá fraco de gatinho. - ela diz depois de já ter olhado o lugar quinhentas vezes, alguns já fizeram sinal para nós, mas dispensamos, eu tô suave e nada interessou ela - Amiga vou ao banheiro, já volto. - ela diz algum tempo depois e eu assinto, pois só nos duas com balde não temos como ir as duas juntas
De repente sinto uma mão nas minhas costas e dou só uma olhada de lado, vendo um bonitinho, olho cor de mel, cabeça quase raspada, sorriso bem bonito, brinco em um orelha, alto, camisa polo da lacoste e agarradinha nos braços, tatuagens, olhos de cima a baixo mesmo, não é bem o meu número não, mas é o da Ray.
Xx: - Oi gata! Sozinha? - ele fala no pé do meu ouvido
Cléo: - Não. - ele murcha e eu sorrio - Com uma amiga. -
Xx: - Rola a gente desenrolar? - ele não desiste - Prazer.. - ele parece pensar um pouco antes de me dar um nome - Guilherme! - ele estende a mão e eu cumprimento franzindo o cenho
Cléo: - Prazer. - estendo a minha mão, ele segura e me dá um beijo no rosto, muito perto da boca - Mas não vai rolar não.
Acho estranho a sua hesitação, ele até disfarça bem, mas eu sou observadora. Vejo a Rayssa vindo com a sobrancelha erguida e deixo isso pra lá.
Rayssa: - Não posso te deixar sozinha né. - ela aparece antes que ele reaja a minha negativa
Cléo: - Ray, esse é o Guilherme.. - apresento os dois - E Guilherme, essa é a Rayssa. - os olhos da Rayssa brilham olhando ele de cima a baixo, nem disfarça, ele também sorri sacana cumprimentando ela do mesmo jeito que fez comigo. Rum, esse veio a caça. Finalizo o meu copo num gole só e abasteço enchendo até quase transbordar, tenho que bebericar pra poder tirar da mesa - Gente, vou dar uma circulada, aproveitem aí. - minha amiga sorri entendendo - Celular ligado e qualquer coisa me liga. - falo no ouvido dela e me retiro pra outro canto
Hoje eu tô de boa, deixa ela se divertir.