Foice narrando
Baile de playboy e eu vou com tudo. Por que não?
Amo o baile do meu morrão, mas diversificar nas novinhas também é show e eu me amarro. Claro, não é sempre que eu desço pra pista, minha ficha ainda tá limpa, conhecem o meu vulgo, mas não o meu nome ou a minha cara, mas nem por isso eu fico dando sopa.
Até porque vira e mexe eu tô com d r o g a e tô sempre com a quadrada, então não posso dar o mole de ser parado por aí.
Depois de organizar algumas coisas para o baile e conferir uma carga com o Set, é vida de sub não é fácil, eu vou em casa com o Lula, pra bater um almoço da minha mãe, dona Angela.
Faço tudo por ela. Era só ela e a minha tia, que era irmã dela, e eu e o Lula, minha tia morreu, a gente era crianças, minha mãe bateu no p e i t o e assumiu criar meu primo também e hoje eu tenho ele como meu irmão. Ela chama nós dois de filho, e ele chama ela de mãe e eu sou de boa com isso, não sinto ciúmes, nem nada.
Pessoal até pensa que a gente é irmão mesmo e gêmeo, porque de fato somos bem parecidos, mas eu sou um ano mais novo que ele.
Mas de aparência até que parecemos mesmo. Eu sou um pouco mais alto que ele, tenho 1 metro e e 80 de altura, sou branco, mas dourado de sol, uso o cabelo quase raspado, tenho bigode e barba meio ralos, lábios grossos, sou malhado, mas nada exagerado, um braço todos tatuado e mais algumas tatuagens pelo corpo, brinco em um orelha apenas.
Eu, Lula e Set crescemos praticamente juntos aqui no morro, temos alguma diferença de idade, mas estamos nessa vida todos desde cedo. Era o que a coroa queria, ainda mais para os dois filhos? Claro que não, muitas vezes ela disse se sentir falha e culpada, principalmente com a irmã, pois no leito de morte da minha tia, ela garantiu que iria cuidar muio bem do filho dela e por muito tempo ela sentiu que não fez isso. Só que ela fez sim, ela cuidou, cuida até hoje, mesmo nós dois sendo já marmanjos e o Lula já sendo até casado com aquela mina estranha dele, só que a gente escolheu o nosso caminho, mesmo com a preocupação dela, nós escolhemos isso.
Eu, Set e Lula somos bem diferentes, talvez que por isso a nossa amizade funciona, Set é bem reservado, sério, muita disposição e pouco assunto, p u t ã o, igual eu, mas eu sou o engraçado dos três, o extrovertido. O Lula já é mais doido, casou do nada, mas isso só ele pode explicar direito, acho que ele é o mais coração de nós três, também é o mais organizado, por isso é o gerente. Conforme o Set foi assumindo, aos poucos ele foi mudando tudo na gestão ao gosto dele, o Branco, padrasto dele, deu o aval e ele pode fazer as coisas do jeito dele. Coroa é dá hora, mas tá malzão, isso e outras coisas mais, tem perturbado a mente, já caótica, do meu parceiro.
Foice: - Aí, não quer encostar comigo lá na pista? - pergunto pro Lula assim que terminamos de almoçar - Leva a doida. - zoo ele que me olha de cara feia
Lula: - Vou nada, muito menos com a Larissa. - ergo uma sobrancelha
Foice: - Oxi, tá bem não vocês? - ando notando eles estranhos, mas nem me meto, nesse lance de relacionamento o Lula é reservado, nunca foi p u t ã o como eu e o Set
Lula: - Ah sei lá cara. Bagulho tá estranhão, tá ligado?
Foice: - Ligado eu até tô, mas nem me meto. - ele não diz mais nada, só fica olhando pro prato vazio, remexendo os talheres, eu nem falo mais nada, o dia que ele quiser se abrir, eu tô aqui - Aí, vou pagar um descanso, já falei com o Set, tô com a tarde livre da boca. - ele apenas assente - Pô, tu sabe que eu to aqui se tu precisar de mim, né? Conversar e pá.. Não vou ficar pensando na tua pra tu falar, quando tu quiser é só me acionar.
Lula: - Valeu irmão. Vou puxar pra boca, alguém tem que trabalhar né. - fala me zoando
Foice: - Eu vou trabalhar também, meu querido.
Lula: - Sei.
Foice: - Eu vou entregar o bagulho lá na pista, ninguém quis ir se arriscar, eu vou lá fazer o trampo e depois de missão cumprida é só sucessada. - faço passinho de funk fazendo ele rir
A gente faz o toque e ele sai fora. Pô não gosto de ver o meu mano triste, mas eu não gosto de me meter, só se for realmente nescessário. Prefiro dar espaço e deixo a porta aberta, precisando eles me procuram. É assim com ele, com o p u t o do Set também e até com a Kayná, ela é irmã mais nova do Set, mas é como se fosse nossa irmãzinha também.
Dormi e acordei que parece que eu nem descansei, credo. Paguei aquela ducha e me vesti no pique playboy mesmo kkkk. Bermuda de brim bege, camisa lacoste preta, cordãozinho de ouro, tênis da nike, relógio, todo perfumado. Peguei meu carro legal, que uso pra descer pra pista, fiz minha oração, saí de casa e fui na boca pegar o bagulho que tenho que levar.
Parei na porta de trás da casa noturna e acionei o cara pelo celular, ele veio retirou o bagulho comigo e fez o pix na minha frente, Set mandou mensagem confirmando e boa, ali mesmo pela porta de trás ele já me deu acesso ao vitrini, nem passei pela frente, pelos seguranças nem nada. Bom que a quadrada passa despercebida.
Casa lotada, bombando, baladinha de playboy mas a música é de baile funk, bando de burgueses hipócritas. Circulei um pouco, peguei uma bebida no bar e fui procurando a mina perfeita pra eu chegar.
Acho que não tenho um padrão, gosto de mulher e gosto de diversificar. A luz passa por um cabelo vermelho que brilha e chama a minha atenção. Circulo procurando um ângulo que eu a veja melhor e de frente e quando consigo, que visão do paraíso, que mulherão. Cara de marrenta, branquinha, as unhas vermelhas, segurando um copão de bebida, dançando, um braço todo tatuado, uma roupa provocante pra c a r a l h o.
Fui me aproximando aos poucos, cheguei pelo lado dela, hoje aqui tá bem cheio. A gata não tá sozinha, mas pra mim isso não é problema algum kkkk. Ela logo já me deu o papo, pior que essa marra dela me lembra alguém kkk.
A bonequinha que está com ela é linda demais, olhos castanhos meio acinzentados, diferente, a boca carnuda então, nem se fala, cabelão meio ondulado, sorriso lindo, também gostei e muito. A ruiva vaza e fica só eu e a Rayssa.
Foice: - Parece que que ficou só nós. Ela fica de boa com isso? - pergunto em relação a amiga dela
Rayssa: - Fica sim. - ela reabastece o copo dela e percebo que a garrafa já está bem abaixo da metade
Foice: - Demorou. Carai isso tudo foram vocês duas que beberam sozinhas, já? - ela assenti rindo e eu olho pra ela admirado, tem resistência pra álcool, ainda mais gim que eu particularmente acho um bagulho do capeta, porque tu bebe e bebe e não sente nada, fica cinco minutos sem beber e o mundo acaba, no outro dia parece que tu morreu e ressuscitou três dias depois, sério, não confio - Bora dançar então gatinha.
Ela rebola ao som do funk toda solta roçando em mim. Peguei mais algumas bebidas e passamos um tempo assim, até eu não aguentar mais quando ela faz quadradinho contra o meu m e m b r o comigo apertando a sua cintura. Eu enfio a mão por dentro do cabelo dela e puxo ela pra mim beijando a sua boca.