Natali Amaral
-- oi bonequinha!-- fala Adam se sentando do meu lado.
-- já falei pra você que eu não sou uma boneca!-- falo.
-- amanhã é seu grande Dia!-- fala ele.
Claro, amanhã eu iria completar meus dezenove anos. Solto um suspiro, me deito no chão e coloco a cabeça no colo de adam.
-- sabe o que tava lembrando?-- pergunto.
-- sou todo ouvidos, minha linda!-- fala ele dando carinho em meus cabelos.
-- quando tínhamos doze anos e fizemos um casamento de brincadeira!-- falo rindo.
Ele solta um sorriso e olha pra mim.
-- pena que Henrique não quis participa!-- fala ele.
-- falando Henrique! -- me senti normalmente para poder olha-lo melhor -- ontem ele me viu na lanchonete, nos conversamos pela primeira vez!-- falo animada.
-- ele foi gentil?-- perguntou ele.
-- ele foi super gentil comigo, me senti especial!-- falo.
-- Mais você é especial!-- fala ele tocando na minha mão.
Dou um sorriso.
-- você é um ótimo amigo Adam, meu melhor amigo!-- falo.
-- é, sou um amigão!-- fala e da um sorriso disfarçado.
Me levanto e vou na direção da casa, logo Adam se junta a mim.
-- o bolo está pronto, chegaram na hora!-- fala minha tia de consideração, mãe de adam.
-- chocolate, como sabemos que vocês gostam!-- fala minha mãe sorrindo.
A amizade dessas suas era grande, ia ser um sonho ter uma amizade tão grande assim.
Vi Henrique descendo as escadas, dou um aceno pra ele, o mesmo sorri pra mim.
-- tá linda!-- fala baixinho quando passa por mim.
Não posso deixar de solta uma risada baixo, olho para Adam que estava sério me olhando.
A tarde foi passando, estava arrumando minhas coisas para ir embora.
-- toc toc!-- escuto.
Me viro e vejo Henrique entrando no quarto de hóspedes, onde eu estava dormindo.
-- obrigada pelo elogio!-- falo enquanto ainda arrumava minhas coisas.
-- tem que ir mesmo?-- perguntou ele se sentando na cama, na minha frente.
-- passo metade do verão aqui e metade em casa!-- explico.
-- e só nos falamos no seu penúltimo dia!-- fala ele.
-- não foi por falta de te chama!-- falo sorrindo.
Ele se joga, deitando de barriga pra cima na minha cama.
-- O que eu faço pra te convencer?-- perguntou ele.
-- nada!-- falo fechando minha bolsa.
Me viro mais sinto ele puxar meu braço, ia fala para ele solta mas sou interrompida por um beijo. Sou tomada pela surpresa, fico sem reação.
Ele se afasta e me olha.
-- desculpa!-- fala ele.
Me aproximo e o beijo novamente, ele passa um braço pela minha cintura e com a outra mão segura minhas costas, minhas mãos descansam no seu pescoço.
Seu beijo era calmo, suave, carregava muitas emoções . Medo, dúvida, desejo, paixão, confusão, intensidade, não sabia como Henrique era profundo.
Paramos nossos beijos, solto um suspiro e meus lábios se esticam em um sorriso.
-- fica?-- perguntou ele.
-- não!-- retruco.
-- então eu não fiz o serviço direito!-- fala.
Ele me beija novamente. Nunca imaginei que eu estaria assim com o irmão do meu melhor amigo.
-- fica!-- pede novamente.
Depois disso ele nem precisava pedi, quero aprender sobre esse homem, quero conhecer suas manias, ele desencadeou uma curiosidade em mim em apenas um beijo.
-- fico!-- falo sorrindo.
-- meu irmão de teve pela metade do verão, essa outra metade você é toda minha!-- fala ele.
-- não sou de ninguém!-- falo rindo.
-- no final do verão, você me fala isso!-- fala e volta a me beija.
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Escuto o som de aparelhos, meu coração estava acelerado, como se eu tivesse acabado de acordar de um pesadelo.
Sinto alguém se mover do meu lado.
Abro meus olhos levemente, olho em volta, só avia paredes brancas. Olho para o lado e vejo Henrique de cabeça baixa, com suas mãos no cabelo.
-- eu lembrei de mais coisa!-- falo.
Ele olha pra cima, se levanta rapidamente e vem até mim, segura minha mão.
-- depois. Você está aqui deis de ontem!-- fala ele.
-- na metade do verão, nosso primeiro beijo!-- insisto.
-- depois podemos falar sobre isso!-- fala ele.
-- mais eu quero saber!-- falo.
-- e você irá!-- fala ele.
Decido insistir mais depois, me conformo com o que eu já sei, pelo menos por enquanto.
-- como está minha paciente mais linda desse hospital?-- escuto o médico falar.
Henrique o segura pelo colarim, fazendo ele encostar na parede.
-- exijo respeito quando fala da minha mulher!-- fala henrique.
-- não sabia que ela era sua esposa senhor!-- fala o médico.
-- agora sabe e é melhor fica pianinho perto dela, ou eu vou fazer uma bela melodia da sua morte!-- fala ele.
Solta o médico e fica olhando pra ele com um olhar mortal.
Meu tal marido é um completo de um possessivo, que sorte a minha.