capítulo 5

1027 Palavras
Natali Amaral Passo pela rua do Sul, paro em frente uma casa. -- trinta e cinco!-- falo para mim mesma. Saio do carro, vou até a porta. Abro e entro. Era uma casa, vamos dizer que era um luxo aconchegante, não tão exagerada, nem tão simples. Ando pela casa, claramente era uma casa de um casal recém casados. Abro uma porta e vejo um quarto de bebê, um quarto de uma menininha. Entro no quarto, para olha-lo melhor. O quarto era feito no mínimo detalhe. As paredes eram rosa claro, mais a parede do berço tinha um painel de parede lindo, cheio de ursinho. Perto do berço tinha um guarda roupa branco. Abro o guarda roupa, avia várias roupinhas, parece que nunca usadas, pois um cheirinho de roupa nova subiu quando abri. -- era pra ela se chamar Luara!-- escuto. Me viro e vejo Henrique tocando em um ursinho rosa. -- o que nos eramos? Por que eu não consigo lembrar? O que aconteceu?-- pergunto olhando seus olhos . -- você perdeu a memória, no dia do nosso casamento!-- fala ele. -- como assim? Não entendo!-- falo passando a mão na nuca. -- não posso te falar tudo de uma vez, pode afetar seu cérebro!-- fala ele. -- eu quero respostas!-- falo. Ele se aproxima de mim, toca em meus ombros. -- e você as terá, mais com calma!-- fala ele. -- quero lembrar!-- falo. Ele pega minha mão, me coloca no banco do passageiro no meu carro, se senta no piloto, liga o carro e da partida. -- pra onde está me levanto?-- pergunto. -- para onde nos vimos pela primeira vez!-- fala ele. Fico olhando as ruas indo embora, ele para perto de uma lanchonete. Sai do carro, abre a porta pra mim. -- vem!-- fala segurando meu braço. Entramos na lanchonete. -- senta aqui!-- fala ele me colocando na cadeira. Henrique corre para fora da lanchonete, para do outro lado da rua. Enrugo a testa, o que ele está fazendo? Ele coloca suas mãos no bolso, olha para o seu com uma cara de paisagem. Solto uma risada. Ele olha pra mim e dá um sorriso. Entro na brincadeira, me ajeito, sentando elegantemente. Dou um aceno pra ele. Henrique olha para o lado e para o outro, aponta para seu próprio peito, como se falasse: é comigo? Aceno pra ele vir até mim. Ele vem andando até mim, olhando pra mim misteriosamente. Entrou na lanchonete, veio até mim e apoiou sua mão na mesa. -- tem alguém sentado aqui?-- perguntou ele. -- não. Pode se sentar!-- falo rindo. Uma garçonete vem até nós, pegá um bloco de notas e nos dá um sorriso generoso. Pedimos um café triplo e misto quente. -- foi aqui que nos vimos pela primeira vez?-- pergunto. -- foi nosso primeiro contato de verdade. Nossos pais eram amigos, você e meu irmão eram proximos, eu não falava muito, aconteceram muitas coisas!-- explica. -- tenho umas perguntas!-- falo. -- e eu irei respostas com total sinceridade. Vamos com calma, se descobrir muita coisa em um dia só, pode fazer m*l a você. Perda de memória é algo sério!-- fala ele tocando de leve na minha mão. Dou um suspiro, tentando organizar meus pensamentos. Foram coisas demais, perda de memória, eu era noiva de um criminoso, alguém queria mata-lo. -- eu lembro vagamente de eu correndo, um homem gritando, falando umas coisas e alguém me segurando em um penhasco!-- falo. -- ok. Para você entender tudo, temos que começa deis do início, onde tudo começou! -- ele fala. A garçonete volta com nossos pedidos e sai. -- bom, você e meu irmão eram melhores amigos, tinham uns doze anos, eu tinha quatorze. Vocês viviam grudados um no outro, sempre me chamavam pra fazer as coisas, mais estava ocupado preso no meu medo!-- fala ele e toma um gole do café. -- qual era seu medo?-- pergunto. -- bom. O pai do meu irmão, na verdade, era meu padrasto. Meu pai cortou o pulso na minha frente, quando eu tinha sete anos. Fiquei assustado, era sangue pra todo lado, ele falava que eu fiz aquilo com ele!-- fala ele. -- por que você?-- pergunto assustada. -- ele queria uma filha mulher, mas minha mãe não podia ter mais filhos, deve uma hemorragia muito grande no meu parto!-- fala ele. -- então seu irmão é do seu padrasto!-- afirmo. -- nos tínhamos uma relação linda, considerados irmãos quase perfeitos, sem brigas e muita união!-- fala ele passando a mão nos cabelos. -- então você só não tinha contato comigo?-- pergunto. Ele passa rapidamente sua língua pelos seus lábios, umidecendo eles. -- eu tava analisando!-- fala ele. -- analisando o que ?-- pergunto. Ele toma mais um gole do café, da um suspiro e me olha. -- você era a garota mais linda que eu já vi na minha vida. Seus cabelos eram grandes, as ondas dele eram semelhantes às ondas do mar, seu sorriso brilhava mais que o sol em seu dia mais quente, seu olhar era seu talento, encantava todos com apenas um olhar... sua pele tão macia que parecia seda e seus labios, vermelhos como o morango e doce como o mel. Quando você falava, parecia o canto de uma sereia, de tão belo que era e com toda certeza ainda é. Eu me apaixonei perdidamente por você, deis do momento em que bati meus olhos em você, meu coração acelerou de um jeito... o problema meu irmão!-- fala ele. O jeito que ele me descreveu, meu coração estava acelerado, não só pelo jeito que ele me descreveu, mas com o tom suave e apaixonado que sua voz emitia. -- ele tinha ciúmes de você?-- pergunto. -- ele amava você, mais que uma amiga!-- fala ele. Dois irmãos me amavam? Como eu era antes? -- como era o nome do seu irmão?-- pergunto com um certo medo da resposta. Ele olha profundamente nos meus olhos. -- Adam. O Adam é meu irmão, o criminoso que você está perseguido!-- fala ele. Pisco meus olhos e me caio dentro de uma lembrança. Olho do meu lado, Adam estava lá. -- oi bonequinha!-- fala ele.
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