Natali Amaral
Passo a mão nos cabelos pela terceira vez, estava estressada, como se não tivesse dormido direito.
-- a fera acordou no pé esquerdo!-- escuto Felipe.
-- parece que eu não preguei meus olhos a noite toda!-- falo coçando o olho.
Felipe se senta na beira da minha mesa, ele ia se aproxima para falar algo mas Henrique aparece e tromba nele, o fazendo se levantar da minha mesa.
-- opa, foi m*l cara!-- fala Henrique erguendo as mãos pra cima.
-- olha por onde anda, canalha!-- fala empurrando Henrique.
Me levanto e fico no meio dos dois.
-- Felipe calma, ele só trombou em você, foi sem quere!-- falo.
Felipe olha para Henrique com fogo nos olhos, se olhar matasse, Henrique já estava cheio de balas no chão.
-- sei teu jogo e te falo algo, dessa vez, eu vou ganhar!-- fala Felipe e sai da delegacia.
Me viro para Henrique. Ele estava com um sorriso divertido no rosto, como se gostasse da reação de felipe.
-- o que foi isso?-- pergunto.
-- um homem cheio de raiva de outro homem!-- fala ele.
-- tanto faz. Temos trabalho a fazer!-- falo.
Pego minha bolsa, fomos para meu carro. Henrique se senta no banco do passageiro e eu arrumo o lugar de piloto.
-- bom, me fale de Adam!-- peço.
-- para chamar a atenção dele, precisamos destruir primeiro, os pontos da máfia. São separadas por trás setores: tráfico de armas, t***************s e tráfico de mulheres. Depois deles temos a máfia principal, onde ele fica!-- fala Henrique.
-- acha melhor começarmos por qual?-- pergunto.
-- tráfico de mulheres, isso vai tocar diretamente nele. Melhor chamar reforços!-- fala ele.
Dou partida no carro, seguimos para onde ficava o setor mulheres. Fico duas ruas longe do quarteirão.
Vejo os carros desfarçados da polícia passando pelo meu, outros dando a volta para pagarem por trás.
-- o que se lembra de seus país?-- perguntou Henrique.
Olho pra ele, mordo levemente meus lábios.
-- eu cresci em um orfanato, meus pais me deixaram na porta dele. Segui minha vida como se nada tivesse acontecido mas, eu ainda tenho a esperança de encontra-los!-- falo olhando para o volante.
Sinto Henrique pegar uma mecha do meu cabelo e colocar atrás da minha orelha, olho para ele.
-- por que você parece tão familiar?-- pergunto.
-- talvez eu seja!-- fala ele.
-- de onde eu te conheço?-- pergunto.
Ele olha no fundo os meus olhos. O contato visual corta quando vejo um dos caras da máfia saindo do galpão.
Henrique pegá uma arma, eu pego a minha e saímos do carro.
-- você, parado ai!-- falo.
O homem olha para mim, segura um pacote nas mãos e corre na direção oposta. Escuto um disparo, que me faz levar um susto.
.
.
.
Escuto um disparo, solto um grito alto.
-- tá com medo? Vou te dar mais uma chance, eu ou ele?-- perguntou de novo.
Olho para o amor da minha vida, desmaiado no chão.
-- não importa o que você faça, pode me tortura, me machuca o quanto quiser. Pode me fazer essa pergunta um milhão de vezes, porquê vai ser ele, sempre vai ser ele.
Sempre que me pergunta, posso estar no meu último suspiro de vida, vai ser ele!-- falo.
-- natali. Natali!-- ele fico me chamando repetidas vezes.
.
.
.
-- Natali, ei!-- escuto.
Pisco várias vezes, voltando a realidade. Olho para Henrique, ele me olhava preocupado.
-- você está bem?-- perguntou ele tocando nos meus cabelos.
-- solta ela. Natali, o que houve?-- escuto a voz de Felipe.
-- até quando vai fica desse jeito? Uma vez não foi suficiente?-- fala Henrique.
Felipe se vira na direção dele e da um soco na cara de Henrique.
-- Felipe, tá doido?-- pergunto assustada.
Ele fica em cima de Henrique, começa a socar seu rosto. Henrique vira e assume o posto, começa a revidar os murros que levou de Felipe.
Os outros policiais chegaram e tiraram ele de cima de Felipe.
Vejo um pegar a arma de choque, no impulso pulo na frente de Henrique e acabo levando o choque por ele. Fico tonta, deitada no chão.
-- o que foi fez?-- escuto.
-- ela se jogou!-- fala o outro.
-- saiam de perto dela!-- escuto felipe.
-- não. Você pode fica bem ai, já causou problemas demais!-- escuto Henrique.
Sinto alguém me pegar no colo, encosto minha cabeça no ombro da pessoa. Abro um pouco meus olhos vejo olhos azuis escuros, profundos, intensos.
Fecho meus olhos de novo, de alguma forma, me sinto segura em seus braços.
.
.
.
Sinto meu cérebro volta a funciona, meus olhos se abrem automaticamente. Olho em volta, estou em casa.
Me sento na cama, passo a mão nos meus cabelos curtos.
-- você está bem?-- escuto.
Me viro e vejo Henrique encostado na parede, olhando para mim. Ele usava um capuz, o traje do sombra que usava em seus roubos.
-- estou ótima!-- falo pegando um copo de água que estava ali na cômoda da cama.
Ele acena com a cabeça, desencosta da parede e vai na direção da porta.
-- onde você vai?-- pergunto.
-- preciso me afasta de você!-- fala ele.
Me levanto da cama, vou até ele. Henrique não faz menção de se virar para me olhar.
-- o que? Por que? Temos uma missão juntos!-- falo.
Não sei por que, mais a ideia de ele se afastar de mim, faz meu coração apertar.
-- se eu fica perto de você, vão te fazer m*l. Prefiro ficar longe e te ver bem!-- fala ele.
Ele ia sair, mas Seguro forte seu braço.
-- Henrique!-- chamo.
O mesmo se vira, fazendo eu olhar pra cima, para ver seus olhos.
-- eu só queria volta no tempo, ser feliz de novo!-- fala ele.
-- tô que você está falando?-- pergunto.
Ele segura meu rosto com as duas mãos.
-- rua do Sul, número trinta e cinco. Se quiser responstas, mais eu não posso mais fica aqui!-- fala ele.
Ele se aproxima de mim, beija o canto dos meus lábios.
-- até algum dia, minha flor!-- fala ele.
Minha flor.
...
-- quer ir a praia?-- escuto a voz dele.
Me viro e vejo que era Henrique, com seu sorriso radiante.
-- o que meu noivo desejar!-- falo sorrindo.
Ele se senta do meu lado, beija minha testa.
-- desejo que viva do meu lado!-- fala ele.