capítulo 2

978 Palavras
Natali amaral¥ Fico olhando para o nada pensando. Será que é consciência mesmo, felipe ter me chamando de flor? Eu como policial, nunca acreditei muito em consciências. -- o que tanto pensa? Ô b****a está pronto para ser interrogado!-- fala felipe tocando no meu ombro. -- eu interrogo ele, enquanto você vai lá na lanchonete e compra pra mim, cebola frita, doce de morango com chocolate e um chocolate quente!-- falo me levantando. -- acho melhor não fica sozinha com ele!-- fala Felipe. -- calma, ele vai estar preso. E não é como se eu fosse descobrir a coisa que vai mudar todo o sentido da minha vida!-- falo sorrindo. Felipe fez uma cara que não concordava, mas não falou nada, apenas saiu da delegacia. Pego a ficha dele e vou para a sala de interrogatório. Ele estava preso por uma camisa de força, de cabeça baixa. -- senhor Teodoro!-- falo me sentando. Ele ergue um pouco o rosto, o suficiente para conseguir olhar seus olhos. Ele me olhava como se eu fosse sua presa. Me olhava tão internamente. Olho no fundo dos seus olhos, algo me parecia tão familiar nele. -- precisa responder umas perguntas e temos uma proposta para você!-- falo colocando a ficha dele e outros documentos na mesa. -- não vou fala nada, enquanto seus superiores estiverem olhando pela câmera e escutando!-- fala ele. -- é necessário!-- falo olhando rapidamente para a câmera que estava em cima de nós. -- então nada feito. Apodreço na cadeia!-- fala ele. Dou um suspiro. Olho para a câmera e dou um aceno, logo a luz que indicava que estava ligada, se apaga. -- pronto!-- falo. Ele ergue totalmente seu rosto. -- feliz de ter conseguido me capturar?-- perguntou ele sorrindo. -- fico intrigada por não ter tentando fugir!-- retruco. -- e fica longe desse rostinho de tirar o fôlego, estou bem aqui!-- fala com um sorriso de lado. -- sem elogios!-- falo abrindo os documentos. -- sua versão seria é h******l!-- fala ele. -- não tenho versões!-- falo sem olha-lo. -- todos temos versões, e eu sei que você tem uma versão mais... animada!-- fala ele. -- sem brincadeiras, Teodoro!-- falo. -- eu não brinco em serviço!-- fala ele. Levo um susto ao percebe que ele soltou a camisa de força, se levantou da cadeira e se sentou em cima da mesa. -- como você?-- pergunto sem entender. -- eu sou a sombra. Acha que eu não vou conseguir escapa de uma coisa tão simples?-- perguntou ele. -- quer ouvir o acordo?-- pergunto. -- sou todo ouvidos!-- fala sorrindo. -- nos ajude a pega Adam, em troca, reduzimos sua pena e sua ficha será apagada!-- falo. Ele me olha, morde a ponta dos seus lábios. Meus olhos se prendem em seus lábios, como se... eu já tivesse sentido eles. -- sempre que falam em pena reduzida, são de dois ou três anos!-- fala ele. Passo a mão nos cabelos. -- acha que vai fica preso por quanto tempo?-- pergunto me encostando na cadeira. -- vejamos senhorita Natali. Tráfico de armas, Uma pena por ai de no máximo, quinze anos de prisão. Produtos falsificados ilegais, cinco anos. Roubos em grande escalão, dez anos, sem contar com as pessoas que saíram machucadas, policiais mortos e sequestros, coloca ai maia vinde anos de cadeia. Eu tenho vinde e dois anos, vamos fazer as contas? Vinde e dois mais quinze, trinta e sete. Trinta e sete mais cinco, quarenta e dois. Quarenta e dois mais mais dez, cinquenta e dois. Cinquenta e dois mais vinde, setenta e dois. Eu não vou sair da cadeia com setenta e dois anos, Eu tenho alguém pra proteger aqui fora!-- fala ele rapidamente. Ele é mais esperto do que pensei, não é atoa que o chamam de a sombra. -- o que quer?-- pergunto. -- quero minha ficha limpa. Para o que eu quero viver, preciso não ter ficha criminal!-- fala ele. Mordo meus lábios. -- em breve eles viram aqui para você assinar o contrato e usará um bracelete com rastreador!-- falo me levantando da cadeira. Ando até a porta. -- Natali!-- ele me chama. Me viro e olho pra ele. Ele me olhava com tanta tristeza, parecia carregar uma dor quase indecifrável. -- você tá linda!-- fala ele. Seu elogio fez meu coração tremer. Não entendo meu corpo ter reações a ele, um criminoso. Aceno com a cabeça, agradecendo e saio da sala. Me sento na minha mesa. Olho a ficha dele. -- Henrique Teodoro!-- falo como se quisesse experimenta como seu nome soava em minha voz. -- como foi com ele?-- escuto a voz de Felipe. Pego todos documentos dele, coloco na minha bolsa, me levanto. -- ele vai nos ajuda. Obrigada por ter comprado, de devo uma!-- falo pegando o que eu pedi da mão dele. -- sabe que eu não ligo de fazer coisas por você!-- fala ele. Abro um sorriso. Beijo sua bochecha. -- até amanhã!-- falo sorrindo. Saio dali sem deixar ele responder. Entro no meu carro, jogo minha bolsa no bando de trás sem olhar. -- mais dois centímetros e você iria me acerta!-- escuto. Levo um susto, olho o retrovisor e vejo que era adam. Tento abrir a porta do carro, mas ele vem até mim e fecha, pego minha arma e aponto para ele. -- sinto um certo deja vu!-- fala ele sorrindo. -- o que você está fazendo aqui?-- pergunto ignorando sua gracinha. -- precisava te ver de perto. Está linda, minha flor!-- fala ele sorrindo. -- por que me chama de minha flor?-- pergunto. Ele abre a porta do carro, sai, olha para dentro apoiando na porta. -- lembrança de uma pessoa!-- e assim fecha a porta sumindo. Largo minha arma. Passo a mão pelo meu r**o de cavalo, dou partida no carro e vou para casa. Foi um dia cheio, preciso descansar.
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