Anne Narrando Abro os olhos lentamente, piscando algumas vezes, devido à luz forte da lâmpada. Aperto os olhos novamente e finalmente, consigo abri-los, porém, não consigo saber onde estou. Olho em volta, e tudo que vejo são paredes brancas, uma pequena janela ao lado, uma tela de computador, onde é possível ver os batimentos cardíacos e por fim, um acesso em minha veia, ligado ao soro, só então me dou conta de que estou no hospital. Vejo também o Dominick sentado na poltrona ao lado da cama, dormindo todo torto, certamente vai ter torcicolo depois. Não se preocupa, Anne. Ele merece, já que não vale o pão que come. Lembranças do ocorrido passam como flashes em minha memória, tento me mover, mas meu corpo todo dói, parece que um caminhão passou por cima de mim, e pensando bem, foi quase

