Dominick Narrando É impossível descrever com palavras tudo que sinto, vendo minha mulher inconsciente nessa maca, imóvel, as lágrimas não param de rolar um segundo sequer. — Ela vai ficar bem? — questiono ao paramédico, aflito. Ainda na ambulância a caminho do hospital. — Calma, senhor. Estamos fazendo o possível. — Eu só quero saber se ela vai sobreviver, me diz, por favor... Acredito que ele percebeu minha aflição. — Por enquanto, ainda não podemos garantir nada, mas a boa notícia é que ela está respirando. Solto a respiração, que nem eu mesmo notei estar prendendo. — Obrigado. Finalmente, chegamos a unidade hospitalar, sou o primeiro a sair da van. Seguidamente, alguns enfermeiros vêm para ajudar o paramédico a retirar a maca e levá-la hospital adentro. Entro agitado, ins

