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855 Palavras

Sentei na frente do Digão, na sala da casa dele, o clima tenso pra c*****o. A cena do flagra da noite anterior ainda pairava no ar, mas agora a conversa era séria. Muito mais séria que briga de marido e mulher. — Eu quero sair, chefe. — falei firme, olhando dentro dos olhos dele. — Quero sair dessa vida. Digão arqueou a sobrancelha, cruzou os braços, parecendo não acreditar no que ouvia. — Como é que é? Tá maluco, moleque? Aqui é a tua família, é o teu lugar! — gritou, mas não com raiva, e sim com surpresa. — Não é mais, Digão. — respirei fundo, colocando tudo pra fora. — Eu não quero mais o crime. Não quero mais correr risco de morrer todo dia, ou de levar cadeia. Principalmente agora... — Agora por causa de quê? Por causa da minha filha? — perguntou, a voz ficando grossa de novo.

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