O cinema foi tudo de bom. Escolhemos um filme leve, de comédia, e eu não lembro metade da história porque metade do tempo eu tava só sentindo o calor do corpo dele do lado, o ombro dele encostando no meu de vez em quando, e aquele cheiro bom de perfume que só deixava meu coração batendo mais rápido. Ele não forçou nada. Só ficou ali, presente. De vez em quando me olhava de lado e sorria, e eu sentia o mundo lá fora desaparecendo. Era bom. Muito bom. Depois que saímos, a fome bateu e fomos direto pro restaurante japonês que ele tinha falado. Lugar gostoso, iluminação baixa, clima perfeito. Sentei na mesa, olhei pro hashi na minha mão e pensei: “agora eu sou uma mulher moderna, vou conseguir”. Que nada. Eu tentava, me concentrava, mas os pauzinhos pareciam ter vida própria. Eu ag

