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898 Palavras

Helena Entrei no fim de tarde, exausta, ajeitando a bolsa no ombro. O céu ardia em laranja e roxo sobre o Vidigal, e eu suspirei, olhando pra cima: > — Até que não foi tão ruim... Caminhei devagar, deslizando os dedos pela tela do celular, quando a voz dele cortou o silêncio: — Ô mina... nem espera o fã número um? Virei o rosto e o encontrei encostado num poste, braços cruzados, sorriso safado. — Você de novo? Sério? — brinquei, revirando os olhos, mas sentindo um sorriso nascer. Ele deu de ombros e andou na minha direção: — Tava passando... aí lembrei que cê sai a essa hora. Coincidência, né? Caí na risada: — Coincidência é você aparecer em todo lugar que eu tô, isso sim! Ele fingiu estar ofendido: — Quer que eu suma? Posso ir, se quiser... Cruzei os braços, fingindo pensa

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