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763 Palavras

Velhos fantasmas usam perfume barato. Helena Eu tava organizando as araras da nova coleção, tentando manter o foco no trabalho enquanto o rádio da loja tocava um pagode baixinho. Ajeitei uma blusa listrada no cabide, dei dois passos pra trás e respirei fundo. A campainha da porta tilintou. Levantei os olhos por reflexo — e congelei. Ali, parado na entrada da loja, de óculos escuros, jaqueta preta e aquele sorriso cínico que eu reconheceria até de costas, estava Lucas. O garoto que, um dia, fez meu coração acelerar no pátio da escola… e depois esmagou ele com uma frase só. Meu estômago virou. O braço gelou. E o tempo pareceu recuar uns bons dez anos. — Lucas? — minha voz saiu mais firme do que eu me sentia. — Que diabos você tá fazendo aqui? Ele tirou os óculos, devagar, revelando

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