A pergunta me desequilibrou completamente. Meu preço — ele queria saber meu preço. Ele pretendia PAGAR pelo meu silêncio. Bem. Ele realmente devia ser um homem muito rico, porque se a primeira coisa que disse foi “diga um número”, então ele não se importava com dinheiro nenhum. Esse era o tipo de coisa que só acontecia num filme. Quem, neste mundo, consegue pedir algo assim sem se preocupar nem um pouco com qual vai ser a resposta? Aparentemente, esse “Alexander Baryshnikov”. — Não podemos fazer isso depois? O bebê está com fome. — Não. Primeiro as coisas importantes. Preciso saber agora — Respondeu ele, e o tom me soou ofendido. Os olhos ferozes dele estavam em mim novamente, numa postura ameaçadora. A menininha se contorcia nos braços dele, e Andre gemia mais alto — Só diga um número

