CAPÍTULO 88 YASMIN NARRANDO: Entrar na casa dele foi como abrir uma ferida que eu ainda nem tinha tido tempo de entender. O Gringo parou o carro na frente, desligou o motor e virou pra mim com aquele olhar duro dele, mas que no fundo carregava preocupação. — Qualquer coisa, me liga. Qualquer coisa mesmo, ouviu? — ele disse. Eu só assenti, porque minha garganta estava fechada demais pra responder. Rafaella tocou meu braço antes de eu descer. — Vai descansar, amiga… — ela pediu, a voz mansa. — Se cuida, por favor. Eu tentei sorrir, mas acho que só mexi a boca. Abri a porta do carro. O vento gelado bateu no meu rosto e eu senti falta dele de imediato. Aquele vento não era o mesmo que batia quando eu vim aqui e ele me puxou pra dentro da casa com aquele sorriso torto, meio debochado

