84-YAS-2

719 Palavras

O tempo ali dentro não passava. Ou talvez passasse rápido demais — eu já nem sabia. As cadeiras duras do hospital, o chão frio, o cheiro forte de desinfetante… tudo parecia um pesadelo que eu não conseguia acordar. A cada minuto que virava, meu peito doía mais. Minhas mãos tremiam sem parar. Rafa ficava apertando meus dedos entre os dela, tentando me manter inteira, mas eu tava longe… muito longe. Gringo andava de um lado pro outro, inquieto, as mãos fechando e abrindo como se ele tivesse brigando com o próprio corpo pra não explodir ali dentro. Toda vez que a porta do corredor tremia, ele virava rápido, cheio de esperança — e nada. A madrugada ia chegando sem dó. O relógio na parede parecia zombar da gente. E eu… eu só chorava. Chorava tanto que meu rosto ardia, meus olhos queimava

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