CAPÍTULO 103 YASMIN NARRANDO: Um mês. Trinta dias inteiros. 720 horas em que eu respirei, sobrevivi, caminhei… mas não vivi. Desde a última vez em que entrei naquele quarto de hospital e ouvi da boca do Magrão, ou do homem que sobrou dele, que ele não me queria mais por perto, algo dentro de mim simplesmente desabou. E depois… aquela voz fria, aquele olhar que parecia feito de gelo: — Não quero você perto de mim. Foram palavras que queimaram mais do que todas as agressões que sofri antes na vida. Eu não voltei. Não consegui. E, principalmente, não fui bem-vinda. Nos primeiros dias após aquela conversa, eu ainda acordava durante a madrugada achando que tinha ouvido a porta do hospital se abrir, esperando ver ele lá, o verdadeiro ele, entrando esbaforido, irritado, dizendo que t

