CAPÍTULO 94 YASMIN NARRANDO: — Doutor! — Minha voz saiu falhada. — Ele tá… ele tá mexendo! Por um segundo, achei que fosse só coisa da minha cabeça, um reflexo involuntário, alguma esperança inventada pelo meu desespero. Mas não. A mão dele realmente se mexeu. Os dedos. A respiração. Tudo. O alvoroço foi imediato. A porta se abriu com força, e os médicos entraram apressados, quase correndo, junto com duas enfermeiras. — Vamos, preparem tudo — disse um deles, aproximando-se da cama. — Pupilas reagindo… boa resposta neurológica… Outro começou a ajustar a máquina de ventilação. Uma enfermeira passou o oxímetro para o dedo dele. Um terceiro médico ergueu minhas mãos com cuidado. — Senhora, dê um espacinho… Eu dei dois passos para trás, mas fiquei ali, colada ao lado deles, sem desviar

