- Parece que acordamos famintas hoje, não, meu anjo?
Sentando-se sobre as coxas dele, completamente nua, Minty sorriu travessamente para o jovem homem estendido em sua cama, antes de agarrar seu m****o enorme entre as mãos e abaixar a cabeça para poder lamber a cabeça grossa, que já começava a deixa escorrer algumas gotas de desejo.
- Não me lembro de tê-lo ouvido reclamar em todas as centenas de vezes em que o acordei assim, meu caro Duque. – ela o provocou, atrevida, antes de levar seu pênis mais fundo em sua garganta. Minty tinha que admitir que, às vezes, até ela mesma se surpreendia com o quão boa era nisso e como o ato de tê-lo, amplo e salgado contra sua língua, a excitava além das palavras.
- Longe de mim reclamar. – Gareth soltou um de seus gemidos profundos, que sempre faziam as entranhas dela se apertarem, doloridas para terem dentro de si – Afinal, faminta, é um dos seus estados de espírito que eu mais gosto, logo depois de atrevida e dominadora. Oh, e quando me implora para fazer o que eu quiser com você, também, claro... – ele foi forçado a parar de falar, quando ela começou a lamber e chupar suas bolas, fazendo-o arfar.
- Parece que você também acordou com um dos meus estados de espirito favoritos hoje... – ela ronronou, elogiando-o, enquanto montava seu m****o, deixando que toda a sua extensão deslizasse aos poucos para dentro dela, preenchendo-a prazerosamente até o limite – Pronto para me ter. – ela completou seu pensamento, em meio ao seu próprio arfar de prazer.
- Eu não chamaria isso de estado de espírito. – Gareth discordou entre dentes, agarrando seus quadris com força, para poder afundar-se dela com ainda mais afinco – É apenas algo inevitável. Quando estou perto de você, estou sempre pronto para fazê-la minha.
- Eu sei. – ela sorriu alegremente – É por isso que gosto tanto. – dito isso, ela abriu ainda mais as pernas e inclinou-se para trás, dando a ele uma visão privilegiada de como seu m****o estava invadindo impiedosamente sua entrada encharcada, enquanto ela se concentrava em descer em subir sobre ele com cada vez mais afinco.
Com os olhos ferozes grudados no local onde seus corpos estavam unidos, Gareth pareceu começar uma competição com ela em relação a quem realizava os movimentos mais intensos e apaixonados, movendo seu m****o dentro dela com tanta destreza que, ao finalmente atingir o prazer, Minty o fez com tanta intensidade que chegou a seu perguntar seu um dia ele não a mataria de tanto prazer.
- Satisfeita, meu anjo? – ele perguntou, ofegante, quando ela se deixou cair sobre o peito dele e seus braços fortes a envolveram imediatamente.
- Por enquanto sim. – Minty brincou, satisfeita – Vou dar a você algumas horas para se recuperar, antes de começar novamente.
- Que gentil da sua parte. – Gareth gargalhou, antes que seu semblante se tornasse levemente cauteloso, o que a deixou curiosa – E... Você sabe o que tornaria nossos momentos ainda melhores?
- Acho que não consigo imaginar nada melhor do que o que já fazemos. – ela sorriu, tímida, mas a curiosidade não lhe impediu de perguntar, em seguida – Mas, o que seria?
- Se concordasse em se tornar minha esposa. – ele revelou, fazendo-a engasgar, amaldiçoando-se por não ter visto aquilo chegando.
É claro que ele a pediria em casamento. Afinal, não era a primeira vez. Mais de um mês havia se passado desde que ela se entregara a ele pela primeira vez no escritório e, desde então, não havia um só dia em que ambos não se perdessem nos braços um do outro... Ou que Gareth não a havia pedido em casamento da maneira mais doce possível. E, como se aquilo por si só não fosse um problema grande o suficiente, a cada nova vezo coração dela se derretia com mais intensidade, tentando-a a dizer e aceitar passar o resto de sua vida ao lado de seu querido, gentil, carinhoso, admirável, viril e amoroso Gareth...
E ali estava seu maior problema: aquela vozinha maldita em sua cabeça que, em algum momento, sem que ela percebesse, passou-se a se referir a Gareth como dela. Como seu Duque e seu homem. Aquele sentimento de carinho e envolvendo com relação a ele, como se eles pertencessem um ao outro, às vezes era tão forte que ela muitas vezes se pegava agindo como se eles fossem casados, especialmente quando eles estavam dando aula às crianças, ou decidindo algo sobre o futuro da propriedade, ou rindo juntos, ou contando histórias, ou se amando nos mais diversos lugares...
- Oh, Gareth... – ela lamentou, tendo que conter as lágrimas que faziam seus olhos arderem, ao ver o semblante dele se entristecer – Você sabe que não posso... – por mais que ela secretamente quisesse... Por mais que, na verdade, ela quisesse tornar-se a esposa dele mais do que tudo, Minty sabia que a realidade viria para esmaga-los mais cedo ou mais tarde. Tudo parecia perfeito enquanto eles eram um segredo, longe do escrutínio e do julgamento da sociedade. Mas, uma vez que eles estivessem sob as atenções de todos... Minty sabia que aquele belo sentimento que havia entre eles poderia se transformar em algo desastroso.
E ela preferia tê-lo escondido sob seus lençóis, do que perde-lo ao tentar ser dele por completo.
- Quantas vezes tenho que lhe dizer que o que vão falar de nós não importa, anjo? – ele tomou seu rosto carinhosamente entre as mãos, com a voz em um tom de clamor – Eles já comentam de qualquer maneira sobre como sou um bastardo e como você se importa demais com as crianças... O que há de m*l em dar algo a mais para que falem?
- Você sabe vai acontecer muito mais do que apenas fofocas, Gareth. – Minty fungou – Os outros nobres vão se afastar, perderemos contatos, o nome Duncan perderá prestígio e até mesmo o seu negócio de comércio marítimo poderá perder sócios e patrocínios...
- Para o inferno com isso! – Gareth rosnou, não para ela, mas sim para aquelas situações hipotéticas.
- Seremos marcados por isso para sempre. – Minty continuou, ansiosa por abrir os olhos dele – As pessoas começaram a fofocar todo o tipo de absurdo, desde se você já era meu amante desde antes de voltar ou até mesmo se nós tramamos a morte de James para podermos ficar juntos. Eu serei taxada como uma prostituta que se entregou para o filho do marido, anos mais jovem que ela, e você será o descarado que maculou a memória de seu próprio pai ao tomar a esposa dele como esposa. E eu sei que James não merece qualquer consideração... – ela o interrompeu, antes que Gareth pudesse argumentar – Mas admita, Gareth, todos vão falar isso e até pior. Além do mais... – agora com os olhos mais marejados do que nunca, ela acrescentou, com voz embargada – Whiteshire precisa de herdeiros. E eu já não tenho mais idade para dá-los a você. Nosso casamento seria a reúna da casa Duncan, dessa propriedade e das pessoas que moram nela.
- Pare de falar assim. – ele lhe pediu, atormentado – Nosso casamento não seria uma maldição, Minty. Muito pelo contrário, ele apenas nos traria alegria. Para nós e para aqueles que nos amam. E quem certamente não nos abandonariam, quando percebessem o quanto nos amamos.
- Oh, céus... – Minty choramingou horrorizada – O que sua Penelope diria se ela soubesse que eu seduzi o filho dela...?
- Acho que ceder aos meus avanços claramente carnais não configura exatamente uma sedução, meu anjo. – ele brincou, acariciando gentilmente suas costas – E, quanto a parte dos herdeiros, acho que está errada. Já vi amigas da minha mãe conceberem e darem à luz filhos saudáveis após os 40 anos. Você tem 36. Tenho certeza de que, se nos esforçamos o suficiente, faremos de você uma mãe em pouco tempo. – ele tentou animá-la e, mais uma vez, o coração de Minty se derreteu com aquele sentimento intenso, que tomava conta de todo o seu ser.
E, Deus, ela queria muito acreditar em suas palavras. Acreditar que eles poderiam se casar, ter filhos e formar a família que ela sempre sonhou, apesar dos comentários e fofocas que viriam. Mas, infelizmente, ela precisava manter seus pés no chão. Mesmo que fizesse isso pelos dois.
- Eu sinto muito, Gareth... – com um suspiro desolado, ela começou a se afastar dele – Mas não podemos...
- É claro que podemos... – ele segurou-a pelos ombros, com os olhos azuis ansiosos – Podemos enfrentar qualquer coisa, desde que fiquemos juntos... – de repente, uma ideia pareceu passar pela mente dele, tornando seu semblante lívido – Diga-me, Minty... Não quer se casar comigo apenas por conta do medo do que a sociedade vai pensar de nós... Ou porque não sente nada por mim?
- Oh, Gareth... É claro que eu... – ela congelou de repente, interrompendo o que estava prestes a dizer. Não era justo com Gareth revelar aquele sentimento sem nome que tinha por ele: não apenas nem mesmo ela tivera coragem de nomeá-lo ainda, mas também saber que ela também o queria como marido apenas o faria sofrer mais, quando o casamento nunca acontecesse.
- Diga que você me ama... – ele implorou, claramente esperançoso - Diga-me... E eu serei capaz de lutar até mesmo contra a rainha para tê-la como minha esposa.
- Oh, Gareth... – hipnotizada por seu olhar apaixonado, Minty de repente sentiu todos os seus argumentos evaporarem de sua mente, deixando-a completamente desarmada - Eu...
- Minty? Você já está acordada? – a voz de Mirian, vinda do outro lado da porta, os separou imediatamente, fazendo o desespero tomar conta de Minty – Dormiu demais hoje... Novamente?
- Oh... S-sim, Mirian... – Minty engoliu em seco, nervosa – Sinto muito. Tive uma dor de cabeça noite passada e acabei dormindo demais, mas estou melhor agora. Não se preocupe comigo, vou estar de pé em breve.
- Você tem tido muitas dores de cabeça ultimamente, não...? – Mirian lhe perguntou, com voz desconfiada, porém logo suspirou, claramente dando-se por vencida – Pois bem, eu vou indo. Avise se precisar de alguma coisa sim?
Assim que Mirian se foi, Minty foi finalmente capaz de soltar a respiração que estivera congelada em sua garganta. No último mês, em que se tornara íntima de Gareth e precisara manter isso em segredo, ela chegara a se perguntar algumas vezes se não seria melhor contar sobre eles para Mirian, já que não havia dúvidas de que ela seria totalmente discreta e manteria seu segredo. Todavia, Minty sempre acabava mudando de ideia na última hora. Aquela situação era muito complicada e, certamente, quanto menos pessoas soubessem, melhor seria.
- Minty... – ela havia acabado de suspirar e retirar as pernas de debaixo das cobertas, quando Gareth segurou-lhe o ombro, com o olhar triste, mas também determinado – Não vá. Precisamos conversar.
- Eu... Eu não acho que isso seja uma boa ideia, Gareth... – inquieta, Minty rapidamente pulou para fora da cama, tentando correr até seu armário, mesmo sabendo que ele viria atrás dela.
- Por favor, anjo... – Gareth implorou, ainda deitado na cama, com aqueles olhos azuis brilhantes que sempre a fazia se derreter por dentro – Não faça isso... Não fuja de mim...
- E-eu não estou fugindo... – ela mentiu miseravelmente, enquanto lutava para colocar, com as mãos trêmulas, seu traje mais simples de se vestir – Eu apenas acho que temos muita coisa para fazer hoje, com as obras do orfanato a todo vapor. A-acho melhor nos apressarmos. Podemos resolver qualquer outra coisa depois...
- Resolver como? – o Duque lamentou, sentando-se na cama para olhá-la, frustrado – Como se você está sempre se esquivando, Minty? Se esquivando de mim e até dos seus próprios sentimentos...
- Bom, acho que isso está bom para o dia. – quase explodindo de ansiedade para sair dali, Minty observou rapidamente seu vestido amarrotado em um dos espelhos, antes de disparar até a porta – Vou deixar a porta aberta. Por favor, lembrem-se de verificar se nenhum criado está vindo antes de sair, sim?
Ignorando por completo as tentativas de Gareth de chama-la, Minty correu dali, sabendo que teria algum tempo de vantagem, antes que ele pudesse se vestir e segui-la. Querendo nada mais do que privacidade naquele momento, Minty evitou os corredores mais movimentados e fugiu da vista dos empregados que estavam passando despreocupadamente por ali, até chegar à parte mais discreta de seu jardim, longe da entrada principal da casa, das obras do orfanato, e, principalmente, das perguntas incisivas de Gareth.
Perguntas que a estavam fazendo pensar e fantasiar sobre coisas que ela não deveria.
Fazendo-a querer coisas que ela não deveria querer.
Afinal, eles jamais poderiam ficar juntos. Era a dura e triste realidade, mas ela sempre soubera disso. Desde o primeiro momento em que descobrira quem ele era, até quando tomara a decisão de entregar-se ao desejo e ter um caso com o Duque, Minty tinha consciência de que nada daquilo poderia evoluir. Eles seriam sempre apenas aquilo: um segredo. Mesmo depois que Gareth se cansasse de suas negativas e encontrasse uma esposa, mesmo as lembranças do que acontecera entre eles seriam segredos sujos, muito bem escondidos nas sombras.
Pensar nele encontrando um esposa – uma mocinha jovem, adequada e que passaria o resto da vida com ele, ali bem diante dos olhos dela – fez um desconforto repentino surgir em seu estômago, forçando-a a recortar-se em uma árvore para tentar se recuperar.
Céus, no que ela havia se metido? Quando um caso secreto se transformara em uma fonte de tanto sofrimento?
E ela sabia muito bem qual a resposta para aquela pergunta: quando ela se apaixonara por ele.
- Eu sabia que você estaria aqui. – a voz grave de Gareth a fez estremecer, forçando-a a virar-se para vê-lo se aproximar dela sorrateiramente, quase como se estivesse com medo de que, de alguma maneira, ele tivesse ouvido seu último pensamento – Não é educado deixar seu homem sozinho na cama daquela maneira, sabia, minha Duquesa?
- E-eu... Eu acho que eu deveria entrar... O café da manhã vai atrasar demais se eu não pedir às cozinheiras que o preparem logo... – ela estava pronta para escapar novamente, quando ele envolveu um braço ao redor da cintura dela, habilmente pressionando-a com o próprio corpo, fazendo-a arfar.
- Chega de fugir, Minty. – sua voz era uma mistura de pedido e exigência, o que apenas serviu para deixar Minty mais agitada.
- V-você não devia estar fazendo isso... – ela avisou, olhando ao redor nervosamente – Alguém poderia nos ver e...
- Que vejam. – ele rosnou – Talvez assim você se dê conta de que escândalos não são o fim do mundo. Droga, Minty! Achei que, quando finalmente percebesse que posso satisfazê-la no quarto, se daria conta de que também posso fazê-la muito feliz, como marido. Mas, aparentemente, tudo se tornou muito pior. Agora você não apenas não quer se casar comigo, mas também tem medo de que as pessoas até mesmo nos vejam a 100 metros um do outro.
- Eu já expliquei a você quais os meus medos. – Minty relembrou-o, ofegante – Por que você não consegue entender que eu estou apenas querendo proteger todos nós?
- Nos proteger...? – Gareth questionou-a lentamente, parecendo temeroso sobre o que estava prestes a vir – Ou você simplesmente acha que estar ao meu lado não compensaria os problemas que nosso casamento traria?
- Como pode pensar isso? – antes de poder se impedir, ela sentiu suas lágrimas começarem a escorrer por suas bochechas – Como pode pensar que eu acredito que estar ao lado de um homem admirável como você não valeria a pena? Você não vê, Gareth? Estou negando algo que poderia ser um sonho porque considero você demais para arriscar que acabe ficando triste, depois de descobrir com o que terá que lidar... Eu... – ela fungou, com a voz quase completamente embargada – Eu apenas não quero você se arrependa depois.
- Eu jamais me arrependeria de amar você, Araminta! – ele segurou seu rosto, úmido de lágrimas, firmemente entre as mãos, fazendo-a encara-lo no fundo daqueles olhos azuis, cheios de emoção – Sabe porque eu a chamo de “meu anjo”? Porque você me salvou. Me salvou de uma infância terrível, de pais cruéis, da fome, do frio e da pobreza... E, desde o primeiro momento em que nos encontramos, eu soube que jamais poderia tirá-la do meu coração. Mas não me dei conta do que isso realmente significava até que me tornasse um homem. Por isso, entenda de uma vez, Minty: eu amo você! – ele recostou a testa gentilmente na dela, enquanto Araminta não era mais capaz de fazer nada além de soluçar – Eu a amo dentro daquele quarto e quero amá-la também fora dele, onde todos possam nos ver e descobrir a profundidade do que sinto por você. Quero que eles vejam meu anel no seu dedo, meus filhos nos seus braços e saibam que sou o motivo por trás dos sorrisos no seu rosto. E, se o preço que tenho que pagar para isso for que algumas pessoas com as quais nem sequer me importo se afastassem, então que seja! Porque eu amo você, Araminta!
Com aquela última frase ainda pairando no ar entre os dois, ele esmagou os lábios nos dela, em um beijo tão doce e ao mesmo tempo desesperado, que Minty pôde senti-lo não apenas em sua pele, mas também em cada parte de sua alma. Era um pedido. Um pedido para que ela o aceitasse. Para que sua próxima palavra, assim que seus lábios se separassem, não fosse um “não”.
E, Deus, como sempre acontecia quando ela estava nos braços dele e parecia haver apenas os dois no mundo, ela havia se esquecido do porque não deveria dizer-lhe “sim” naquele exato momento.
- Eu sempre soube que você era uma vagabunda, mas nunca imaginei que dormisse até mesmo com o filho do seu marido.
A voz, vinda de muito perto, os fez se separar imediatamente e, ao virar-se para o lado, com os olhos incrédulos e horrorizados, Minty avistou alguém que esperava nunca mais ter que ver em toda a sua vida.
Elisabeth.
- O que você está fazendo aqui? – Gareth foi o primeiro a responder, escondendo-a atrás de si como se a estivesse protegendo de uma cobra; o que, de muitas maneiras, aquela mulher hedionda realmente era – Como conseguiu entrar?
- Eu tenho meus métodos. – Elisabeth abriu um meio sorriso m*****o, alinhando seu decote sem qualquer pudor, deixando claro quais eram seus métodos – E você não ouse falar dessa maneira comigo, Gareth! – ela ergueu um dos dedos semi-esqueléticos; na verdade, sua aparência pálida e magra como um todo, somada às olheiras profundas sob os olhos azuis e às marcas que o tempo havia deixado em sua pele, deixava claro que os últimos 14 anos não haviam sido gentis com ela – Pode ter tido a ousadia de passar mais de uma década fingindo o contrário, mas, você querendo ou não, seu fedelho ingrato, ainda sou sua mãe e você deve sua vida à mim!
- Mãe?! – Gareth rugiu, possesso, avançando na direção da mulher, até que os dois estivessem se encarando – Você ainda tem coragem de usar essa palavra para se referir a si mesma? Depois de anos de surras, de fome e de xingamentos... Depois de passar os primeiros 12 anos da minha vida me dizendo o quanto eu era imprestável e nem sequer havia conseguido dar uma vida a você como Duquesa... Realmente acredita que eu devo alguma coisa a você?
- E por acaso eu não cuidei de você? – Elisabeth retrucou e Minty sentiu sua própria raiva ao perceber que a mulher realmente parecia acreditar em suas próprias palavras – Não lhe dei um teto e comida, mesmo com você sempre tentando fugir de casa, como o filho e******o que era?
- Não ouse falar assim com ele! – Minty se intrometeu entre os dois, com a vista tingida de vermelho diante daquela mulher – Você não tem o direito de estar aqui e muito menos de chama-lo de filho! Você não passa de uma maldita ardilosa, que criou teve a coragem de maltratar o próprio filho! – dessa vez, foi a Duquesa quem colocou o dedo em riste – E sabe muito bem que a única razão de tê-lo mantido com você, apesar da maneira como o tratava, foi o fato de que esperava conseguir algo de James, em algum momento.
- E você cale a boca, sua vagabunda suja. – Elisabeth nem sequer vacilou, permanecendo altiva como se fosse a própria rainha da Inglaterra e encarando Minty como se ela fosse um verme – Acha mesmo que ainda pode continuar agindo como se fosse superior a mim, agora que sei que tem dormido com o homem que deveria considerar um filho? James deve estar se revirando no túmulo de saber que preferiu uma meretriz suja, que se deita até mesmo com o filho do marido, ao invés de mim.
- Agora chega! – parecendo mais enraivecido do que nunca, Gareth avançou, colocando-se entre as duas e agarrando o pulso de Elisabeth em um aperto firme – É melhor você sair daqui agora mesmo ou eu juro que vai pagar caro por ter ousado falar com ela dessa maneira!
- Oh, sim, é claro. Me coloque para fora. – Elisabeth abriu um sorriso m*****o que fez o sangue de Minty gelar – Assim eu poderei sair correndo e contar a cada morador de Londres o caso da doce e pura Duquesa de Whiteshire com seu jovem enteado.
- Boa sorte para fazer alguém acreditar em você. – Gareth grunhiu, soltando o braço da mulher com rispidez, mas Minty pode ouvir o leve vacilo em seu tom.
- Ora, eles não precisam acreditar em mim. Apenas nos boatos. – sorrindo com pura satisfação, Elisabeth voltou-se para Minty – Imagine, daqui alguns dias, já haverá pessoas na rua comentando sobre a Duquesa participar de orgias com homens muito mais jovens.
- Cale a droga da boca! – Gareth silvou, irado, mas Elisabeth não se deixou intimidar.
- Claro, eu ficaria muito feliz em fazer isso. Por 1000 libras e hospedagem imediata na melhor pousada de Londres... Para começar. – a mulher abriu um sorriso de víbora – A não ser que você queira que todos passem a comentar sobre sua querida Duquesa o tem deixado entrar sob suas saias...
- Acha que pode nos chantagear? – Gareth rosnou, enquanto Minty permanecia congelada onde estava, horrorizada.
- Eu não acho meu filho querido. – Elisabeth deu de ombros, despreocupada – Eu estou apenas lhe dando duas opções simples: ter seu pequeno segredinho sujo revelado para toda a sociedade londrina ou me dar o que sempre foi de direito, como mãe do novo Duque. Então, o que me diz, Araminta? – ela se virou novamente para Minty – O que vale mais? Alguns pouco centavos ou a sua reputação imaculada?