- Seu banho está pronto, minha senhora.
Com um suspiro cansado, Minty ergueu a cabeça apenas o suficiente para dar um pequeno sorriso agradecido para a camareira que lhe dera aquele aviso, antes que a jovem fosse embora. Talvez estivesse mesmo na hora de ela dar uma pausa. Estava trancada em seu escritório há horas e mesmo assim o amontoado de papéis diante de si não começara a parecer interessante.
Ora, a quem ela estava tentando enganar? Nem mesmo os escritos mais interessantes do mundo seriam capazes de distrair sua mente da razão pela qual vinha se trancando naquele escritório pelos últimos dois dias. Pegar aqueles papéis e estudar a possibilidade de construir um orfanato na propriedade – um antigo sonho que ela possuía desde que se tornara Duquesa – fora sua última tentativa desesperada de focar-se em outra coisa que não fossem as palavras que Gareth lhe dissera na noite do baile. Ou nos beijos que lhe dera... Ou na maneira como a tocara.
Exasperada, Minty se levantou de sua mesa repentinamente, determinada a utilizar aquele banho para limpar também aqueles pensamentos proibidos de sua mente – mesmo que soubesse que provavelmente não seria bem sucedida. Pé ante pé, ela abriu a porta do escritório discretamente, esquadriando os arredores milhões de vezes e tendo certeza de que não conseguia escutar ninguém se aproximando, antes de sair em disparada para seu quarto, onde a tina para seu banho a aguardava. Felizmente, após anos insistindo que queria continuar a tradição que começara quando criança e se banhar sozinha com suas próprias mãos, Minty havia conseguido que suas empregadas a deixassem em paz durante seu momento de asseio. O que era muito bom, porque ela definitivamente precisava ficar sozinha naquele momento.
Assim que se troncou em seu quarto, Minty suspirou de puro alívio, encostando a testa na porta por um momento. Com sorte Penelope ou Louis tivessem finalmente convencido o Duque a sair um pouco da propriedade e ela pudesse passar mais um dia à salvo da presença desconcertante dele...
- Olá, meu anjo. Que bom que chegou. O banho está ótimo.
Por um momento, Minty apenas congelou, convencida de que estava apenas imaginando coisas. Porém, conforme conseguiu reunir forças para se virar lentamente e encarar o canto mais afastado do quarto, onde a tina cheia de água estava, ela se deu conta de que não: de fato, a presença do Duque, mergulhado no que deveria seu banho, com o peito musculoso à mostra e os cabelos molhados, era bastante real.
- Não vai entrar? – ele a convidou, com um sorriso sacana nos lábios.
- O quê... – Minty sufocou, perguntando-se se poderia morrer de tanto corar, ao observar o abdômen nu e molhado dele, muito nítido a seus olhos, mesmo àquela distância – O que você está fazendo aqui?
- Bem, você esteve me evitando durante esses últimos dois dias, então achei que era hora que de tomar uma atitude mais... Consistente. Além disso, sua camareira aceitou o valor ínfimo de apenas cinco libras para me deixar entrar antes de você e ainda manter a boca fechada, por isso, foi bastante fácil. – ele deu de ombros, despreocupado – E, para deixar tudo ainda melhor, eu me deparei com um entretenimento muito interessante, enquanto esperava por você... – ainda com aquele sorriso desavergonhado, ele puxou algo que estava escondido atrás da tina e o ergueu para que ela pudesse ver, fazendo o sangue de Minty congelar imediatamente.
- Onde você achou esse livros?! – ela arfou, horrorizada, praticamente voando até onde ele estava, para arrancar aquele exemplar, seu favorito entre todos, de suas mãos.
- Você o escondeu entre os colchões, mas eu me deitei na sua cama para poder sentir seu cheiro enquanto esperava e notei que havia algo estranho dentro da espuma. – ele a percorreu lentamente com os olhos, fazendo-a sentir-se nua – Então, quer dizer que meu doce anjo gosta de ler pornografia? Parece que sou ainda mais sortudo do que eu imaginava...
- Eu... Eu... – Minty tentou encontrar as palavras que lhe permitiram se defender, mas não conseguiu.
- Não se preocupe, meu anjo. Eu amo que você tenha um lado devasso, assim como amo seu lado tímido e seu lado teimoso... Assim como amo tudo em você. – ele sorriu de uma maneira que, por encabulada que ela estivesse em admitir, não poderia ser descrita como outra coisa além de apaixonada – E estou ansioso para encenarmos cada uma dessas ceninhas sujas que você parece gostar tanto.
Ela tinha aberto a boca, pronta para retrucar, quando ele de repente levantou-se da tina, permitindo que ela observasse cada centímetro de seu corpo gloriosamente nu. Com a respiração travada em sua garganta, Minty procurou forças dentro de si para virar-se de costas e desviar o olhar daquele corpo másculo, como uma senhora respeitável deveria fazer, mas não conseguiu. Petrificada no lugar, ela não pôde fazer nada além de esquadrinha-lo aos poucos, sentindo seu rosto corar ao ponto de arder, conforme admirava os ombros largos, o peito largo e bem definido, coberto de gotas de água que agora escorriam em direção aos pelos escuros no ventre, às pernas longas e tonificadas e ao grosso e comprido...
- Oh, Ceús... – ela choramingou, sentindo a umidade revestir sua i********e ao vê-lo alcançar seu m****o com uma das mãos, acariciando-o veementemente, parecendo satisfeito por seu olhar estar sobre ele.
- Gosta do que vê, minha Duquesa? – ele a provocou, enquanto ela institivamente lambia os lábios ao observar um filete de prazer escorrer pela cabeça inchada de seu pênis – Gostaria de tocar...? Ou de provar?
Com um gritinho estrangulado, Minty finalmente chegou ao seu limite de vergonha, dando as costas para ele e cobrindo os olhos com as mãos antes mesmo que soubesse o que estava fazendo.
- Não precisa ficar tímida, anjo. – Gareth lhe pediu, com a voz doce como mel, e Minty arquejou ao ouvir o som úmido de seus passos sobre o carpete, denunciando que ele havia saído da tina – Estamos sozinhos aqui. Eu garanti também isso, naquelas cinco libras. Por isso... – ela soltou mais um gritinho surpreso ao senti-lo abraça-la por trás, pressionando aquele m****o rígido contra suas nádegas – Porque você não relaxa um pouco e me deixa provar a você como somos perfeitos um para o outro... Especialmente dentro do quarto?
- Isso... Isso é errado... – ela choramingou de prazer, sentindo sua mente inquieta perder a batalha contra seu corpo e******o, enquanto seus quadris começavam a rebolar inconscientemente contra sua masculinidade.
- Não, não é... – ele meio sussurrou e meio gemeu contra seu ouvido, envolvendo uma mão em torno de sua garganta, enquanto a outra apertava seu quadril por cima do vestido – Apenas tente parar de pensar no que os outros vão pensar e apenas... Sinta.
Dito isso, para sua mais completa surpresa, ele começou a erguer lentamente suas saias, fazendo-a sentir o ar frio contra suas pernas, conforme a antecipação do que ele faria a seguir se construía em seu ventre. Ela deveria fazer o que toda a senhora de respeito faria e empurrá-lo para longe, colocando um fim naquela depravação. Há apenas algumas semanas, seria certamente o que ela faria. Porém, agora, sentindo as mãos daquele homem acariciando seu corpo e a respiração pesada dele em seu pescoço, tudo o que ela conseguiu fazer foi gemer de puro contentamento e ceder ao desejo de envolver sua mão ao redor daquele m****o grosso e pulsante, não conseguindo pensar em qualquer argumento forte o suficiente para impedi-la de continuar a sentir aquela sensação espetacular.
- Diabos... – Gareth amaldiçoou, com aquela voz profunda que apenas serviu para tornar sua mente ainda mais incoerente e seu corpo ainda mais flamejante – Seu toque é ainda melhor do que qualquer fantasia que eu poderia ter tido... – ele rosnou, finalmente erguendo suas saias o suficiente para poder alcançar sua i********e – Mas eu tenho certeza de que isso vai ser ainda melhor.
No momento em que seus longos dedos mergulharam em sua a******a, acariciando suas paredes úmidas por dentro, Minty se entregou por completo, rendendo-se por completo a todas as sensações que o Duque estava lhe proporcionando. Deixando que um gemido necessitado escapasse de entre seus lábios, ela se permitiu apenas fechar seus olhos e mover seus quadris em direção à mão dele, afundando-se ainda mais contra seus dedos, até sua umidade havia revestido até a altura do pulso dele. Gemendo cada vez mais profundamente, Gareth desceu a mão de sua garganta até seus s***s, infiltrando os dedos dentro de seu decote até mesmo com certa selvageria, até conseguir acariciar sua pele e seus m*****s sensíveis.
Completamente fora de si e entregue apenas ao momento, Minty se viu intensificando suas carícias em seu m****o, movendo sua mão firmemente para cima e para baixo naquele grosso pedaço de carne pulsante, desfrutando internamente da sensação de cada veia contra seus dedos, adorando finalmente saber como era ser alvo das paixões selvagens de um homem disposto e atencioso, muito diferente do comportamento bruto e desajeitado de seu falecido marido, nos poucos momentos em que eles haviam sido capazes de ter i********e no princípio do matrimônio. Foi quando ela se deu conta de que ler sobre o tema, por mais excitante e curioso que fosse, não era nada em comparação com o ato físico. Com a sensação inebriante dos toques, com a emoção ímpar de saber que ela também o excitava, com aquele fogo indescritível ardendo em seu ventre e incendiando todo o seu corpo...
Foi quando ela se deu conta, alarmada, de que algo estava acontecendo. Uma dor crua, diferente, cuja definição parecia dividida entre o incômodo e o prazer, travou seus músculos e fez sua i********e pulsar, fazendo-a ficar paralisada pela surpresa – e também um pouco de medo, se ela fosse sincera consigo mesma.
- Está tudo bem, meu anjo. – Gareth a surpreendeu com aquele consolo, sussurrando amorosamente contra seu ouvido, parecendo tão tomado pela antecipação do momento quanto ela – Você está à beira do prazer. Vai ficar tudo bem e você vai adorar a sensação, eu prometo. Por favor, deixe acontecer. – ele praticamente implorou, com um gemido estrangulado, beijando e lambendo seu pescoço – Eu estou quase chegando lá também e tenho certeza de que assistir você gozar vai me dar mais prazer do que já tive em toda a minha vida.
Com um arfar emocionado, Minty desviou o olhar para o pênis inchado em sua mão, sentindo aquele fogo descontrolado, impossivelmente, ganhar ainda mais potência ao imaginar como seria assisti-lo chegar ao ápice, derramando sua semente por sua mão... E foi em meio ao desejo agudo de poder assistir àquela cena que algo dentro de Minty se despedaçou, como se uma represa tivesse estourado dentro dela, libertando uma sensação aguda e incapacitante de prazer por todo o seu corpo, até que suas próprias pernas não fossem mais capazes de sustenta-la. Com uma mistura de gritos e gemidos escapando de sua garganta, ela certamente teria passado o resto daquele momento sublime de puro prazer no chão, se Gareth não a tivesse alcançado com um dos braços, ainda com a outra mão enterrada em seu sexo pulsante e apertado, colando suas costas em seu peito e aninhando seu m****o contra as formas de seu traseiro, coberto pelo vestido.
- Inferno... – o Duque amaldiçoou veementemente, entredentes – Tão perfeita... – com aquele último elogio, que pareceu ter sido empurrado para fora de uma garganta fechada, ela o sentiu chegar ao seu auge cravado na carne de seu traseiro, derramando seu prazer no tecido rendando de suas saias, permitindo que ela sentisse somente o calor dos jatos grossos que pareciam não acabar nunca.
Surpresa, Minty se pegou irritada com aqueles tecidos estúpidos que os separavam, impedindo que ela pudesse sentir a textura e a umidade do prazer de Gareth em suas coxas. Se ela estivesse tão nua quanto ele naquele momento, sua semente não teria sido desperdiçada. Ela poderia espalhá-la em sua pele e prova-la em sua língua... Ela poderia estar sentindo mais do que seus dedos preenchendo sua i********e úmida, naquele momento.
- Isso... – Gareth arfou, soando desnorteado, quando finalmente as últimas gotas de seu prazer escaparam – Isso foi melhor do que eu poderia ter sonhado.
- Eu... Eu não sabia que poderia ser assim. – ela admitiu, com a voz encantada.
- E pode ser ainda melhor... – ele usou a mão que a estava mantendo firme para segurar seu queixo e fazê-la olhá-lo, observando-o atentamente enquanto ele deslizava os dedos para longe de seu sexo, fazendo-o soltar um gemidinho desapontado no processo, e leva-los até a boca, saboreando seu creme – Droga, o paraíso deve ter esse sabor... Você vai me permitir provar direto da fonte, meu anjo? – ele perguntou, fazendo-a apertar as coxas juntas, em pura antecipação – Vai em deixar deitá-la na cama, separar essas coxas macias e provar o quão ainda mais doce deve ser esse pequeno e apertado pedaço de céu?
- Gareth... – Minty choramingou desejosa e, em uma atitude que surpreendeu até a si mesma, virou-se e enlaçou o pescoço dele com os braços, puxando-o para um beijo sôfrego e intenso, que acendeu novamente aquela chama dentro dela. E, ao sentir a carne endurecida dele começar a erguer-se novamente, ela soube que agora certamente permitiria que ele a levasse até a cama do quarto e fizesse todas as coisas que havia dito... E ela se certificaria que ele fizesse, inclusive, coisas que nem sequer havia dito.
- Minty? – uma voz feminina soou do outro lado da porta, de repente – Você já terminou seu banho?
- Mirian? – ela engasgou, separando os lábios dos de Gareth imediatamente, em pânico.
- Você já está vestida? – a mulher lhe perguntou – Será que eu poderia entrar? Há algo que eu gostaria de lhe contar.
- Oh, hã... S-só um momento! – Minty arfou, arregalando os olhos na direção de Gareth, que também parecia preocupado, embora consideravelmente menos que ela – Você precisa se esconder! – ela sussurrou ansiosamente para ele, olhando ao redor em busca de um lugar onde aquele homem enorme poderia passar despercebido, antes que eles protagonizassem o maior escândalo da história de Londres.
- Seu armário tem espaço o suficiente? – ele perguntou duvidosamente, em uma voz ainda mais baixa do que a dela, parecendo cabisbaixo por eles terem sido forçados a interromper o que estavam prestes a fazer.
- Não. E mesmo que eu retire algumas coisas de dentro, ela vai notar! – Minty lamentou, cada vez mais desesperada, até que uma ideia cintilou em sua mente – Para debaixo da cama! Lá tem espaço o suficiente e a colcha vai cobri-lo!
- Mas eu estou nu. – ele teve a audácia de rir, levemente incrédulo.
- Não se importou com isso antes de subornar minha camareira e tirar suas roupas no meu quarto, não é? – Minty rosnou – Aliás, onde elas estão?! Leve-as com você, depressa! Oh, Deus! Meu vestido! – ela choramingou, ao dar-se conta de que Mirian, observadora como era, certamente notaria – Preciso tirá-lo... O que está fazendo parado, aí? Vamos, ande! – ela ralhou, ao perceber que ele estava parado, olhando-a começar a despir o vestido.
Após um suspiro, Gareth felizmente foi bastante ágil em pegar as roupas atrás da tina e entrar na parte de baixo da cama, ficando despercebido aos olhos incautos. Agora trajando apenas suas roupas de baixo, Minty tropeçou rapidamente até seu armário, jogando seu vestido sujo lá dentro, antes de aproximar-se da tina, enquanto falava em voz alta, tentando disfarçar o arfar causado pela correria.
- Pode entrar, Mirian. – Minty esforçou para abrir o sorriso mais natural que conseguiu assim que a porta se abriu e Mirian entrou, vestindo um conjunto de roupas de frio, revelando que, muito provavelmente, ela havia acabado de retornar da cidade.
- Oh, você ainda não começou seu banho? – Mirian estranhou, observando seus trajes – Perdão...
- Não se preocupe. – Minty sorriu ainda mais, ansiosa por distrai-la daquele assunto – O que você queria me dizer? Parecia importante.
- Oh, sobre isso... – Mirian massageou a parte de trás do pescoço, desconcertada – Bem, George, o jardineiro, havia comentado por alto, no dia seguinte ao baile, que havia uma mulher tentando forçar sua entrada na festa. Mas você sabe como podem ser algumas pessoas dos arredores, sempre tentando contar alguma lorota que possam lhe trazer alguma vantagem. Por isso, nem eu, nem qualquer outro dos empregados deu atenção, mas... Hoje, quando eu estava no mercado, essa mulher louca me segurou pelo braço e não parecia bêbada quando me disse que... Eu deveria leva-la imediatamente para Whiteshire, pois isso tudo também pertencia a ela... – Mirian engoliu em seco, antes de continuar – Porque ela é a mãe do Duque.
- Elizabeth? – Minty engasgou, em choque, e, por um segundo, quase cedeu ao instinto de olhar na direção de onde Gareth estava, mas felizmente conseguiu se conter – Oh, Deus, o que essa mulher que agora, depois de quase 15 anos? – ela suspirou, sentindo uma dor de cabeça iminente começar a se formar – Escute, Mirian, por enquanto, vamos manter essa mulher longe de Whiteshire... Até que o próprio Duque decida o que fazer sobre isso.
- E você acha que ele vai querê-la por perto? – Mirian questionou, preocupada – Porque, com toda a sinceridade, Minty, eu estive apenas alguns minutos na presença dela e já foi o suficiente para saber que ela não é tipo de pessoa que queremos por perto.
- Eu sei. Eu a vi literalmente apenas uma vez na vida e senti a mesma coisa. – a Duquesa lamentou – Mas, queiramos nós ou não, essa é uma questão particular do Duque e cabe a ele decidir o que fazer. Mas, não se preocupe. – ela consolou a mulher – Ele é um homem justo e sensato e tenho certeza de que ele tomará a melhor decisão para todos nós. – Minty acenou, fazendo Mirian sorrir.
- Pois muito bem. Vou deixa-la tomar seu banho em paz agora. – Mirian sorriu, embora ainda parecesse um pouco preocupada quando se retirou, deixando Minty com um turbilhão de pensamentos na mente.
- Gareth? – ela murmurou, antes de vê-lo sair de debaixo da cama, ainda completamente nu, mas parecendo consternado – Você ouviu isso?
- Sim, infelizmente sim. – ele resmungou, soando irritado, enquanto recolocava suas calças, o que fez Minty sentir-se internamente desapontada – Mas não se preocupe com isso, Minty. Eu vou ter certeza de que essa mulher não volte a incomodar os empregados e muito menos você. Ela nunca foi minha mãe e nem nunca será. E está na hora de ela entender qual seu lugar. – agora vestido da cintura para baixo, ele se aproximou dela e deu-lhe um beijo carinhoso na testa que, mesmo não devendo, aqueceu seu coração – Eu não vou permitir que ela faça nada para prejudicar você.
- Eu cuidei dessa propriedade sozinha por 18 anos, Gareth. – ela o relembrou, ainda que gentilmente – Por isso, não é comigo que eu estou preocupada... – Minty o olhou sugestivamente, colocando uma das mãos em sua bochecha – Afinal, por mais que eu considere aquela mulher um monstro... Eu vou respeitar qualquer decisão que você tome sobre ela. – ela se forçou a dizer, ainda que seu estômago estivesse embrulhado apenas com a simples ideia de ver Gareth se reaproximando daquela mulher terrível.
- Eu sei que você vai respeitar, meu anjo, mesmo que essa decisão não a agrade tanto. Essa é uma das razões de eu amar você. – Gareth sorriu docemente, fazendo-a corar ferozmente – Mas, acredite, anjo, eu não quero ter nada a ver com aquele demônio. Eu passei os últimos anos da minha vida em um lar cheio de amor e alegria e, infelizmente, isso apenas me fez compreender com ainda mais profundidade o quanto ela era uma mãe terrível, além de absolutamente c***l e gananciosa. A única razão de eu existir é porque ela queria conseguir algo do Duque e, agora que eu me tornei o Duque, ela voltou a sonhar com isso. Mas ela está prestes a descobrir que está muito enganada. – quando ela lhe sorriu, aliviada, o rosto de Gareth de repente se tornou malicioso e suas mãos envolveram sua cintura – Bem, agora que aparentemente não seremos interrompidos novamente... O que acha de continuarmos de onde paramos?
- Hã... Eu... Eu não sei se eu... – Minty gaguejou, repentinamente dando-se conta da dimensão de tudo o que eles tinham feito naquele dia e o que aquilo dizia sobre ela e as convicções que, até então, achava que tinha – Aconteceu tanta hoje e eu m*l me reconheci com a maneira como reagi e eu... Eu...
- Está tudo bem, anjo. – ele suspirou, com um sorriso gentil, ainda que parecendo um pouco triste – Não é como se eu achasse que você fosse se convencer com apenas uma tarde. Vou deixar você em paz por hoje. – quando ele começou a aproximar seu rosto do dela, o coração de Minty acelerou com a expectativa de que seus lábios fossem encontrar os dela, mas, ao invés disso, ele lhe deu um beijo casto e carinhoso na testa – Mas não pense que desisti, está bem? Estamos apenas começando. – após uma piscadela que a fez corar até a raiz dos cabelos, Gareth virou-se para buscar e vestir o resto de suas roupas, antes de dirigir-se até a porta, virando-se para ela uma última vez para dizer – Nos vemos mais tarde. Amo você, meu anjo.
E, assim, como se aquela frase não fosse nada, ele abriu lentamente a porta de seu quarto, observando atentamente seus arredores antes de sair, deixando-a para trás com o rosto corado, o coração acelerado... E as coxas úmidas.