POV – LORENZO ROSSI
O evento de negócios na cobertura em Manhattan deveria ter sido apenas mais uma formalidade estratégica, mas transformou-se no palco da minha perda de controle absoluta. Vittoria estava deslumbrante em um vestido de cetim esmeralda que abraçava cada curva de seu corpo, atraindo olhares como se fosse o único ponto de luz em uma sala escura.
Eu tentei manter a compostura, mas quando um herdeiro imobiliário t**o ousou colocar a mão na cintura dela e sussurrar algo em seu ouvido, algo em mim quebrou. A "Máquina" falhou. O ciúme, visceral e primitivo, tomou conta. Antes que ela pudesse sequer processar a investida do homem, eu atravessei o salão. Não houve palavras. Eu apenas a envolvi com um braço firme e a levantei do chão, carregando-a no colo sob os olhares chocados da elite nova-iorquina.
— Lorenzo! O que você está fazendo? — ela exclamou, mas eu não respondi. Meus olhos estavam focados na saída.
O trajeto até a nossa suíte presidencial foi um borrão de fúria e desejo. Assim que a porta se fechou atrás de nós, o silêncio foi substituído pelo som da minha respiração pesada. Eu a coloquei no chão, mas não a soltei. Pelo contrário, eu a prensei contra a porta de madeira maciça, minhas mãos segurando seus pulsos acima da cabeça dela.
— Você é minha, Vittoria — rosnei, meu rosto a milímetros do dela. O cheiro de seu perfume me embriagava, misturando-se à adrenalina. — Eu assumi você para o mundo, e não vou permitir que nenhum outro homem respire o mesmo ar que você, muito menos que a toque.
— Lorenzo... você está com ciúmes — ela sussurrou, mas não havia medo em sua voz, apenas um desafio ardente. Seus olhos brilhavam com a antecipação que vínhamos guardando há meses.
— Eu estou louco por você — confessei, minha voz rouca. — E hoje, eu vou provar que nenhum outro homem jamais chegará perto do que eu vou fazer com você.
POV – VITTORIA ORTEGA VITALE
Eu nunca vi Lorenzo assim. O homem metódico e frio tinha sido substituído por um predador possessivo. O calor que emanava de seu corpo contra o meu era como um incêndio. Quando ele soltou meus pulsos, suas mãos desceram para a f***a do meu vestido, subindo pela minha coxa com uma urgência que me fez soltar um gemido baixo.
— Hoje você é apenas minha — ele murmurou, antes de atacar meus lábios.
O beijo não foi gentil. Foi uma colisão de línguas e dentes, uma luta por domínio que eu estava mais do que pronta para perder. Suas mãos habilidosas encontraram o zíper do meu vestido, e o tecido esmeralda deslizou pelo meu corpo, caindo em um amontoado aos nossos pés. Eu estava apenas de lingerie de renda n***a, exposta ao seu olhar faminto.
Lorenzo me pegou novamente, mas desta vez me levou até a cama king-size. Ele me deitou suavemente, mas seus movimentos seguintes foram carregados de uma intensidade avassaladora.
POV – LORENZO ROSSI
Eu queria cada centímetro dela. Queria mapear seu corpo como se fosse o projeto mais importante da minha vida. Comecei pelo seu pescoço, deixando marcas que provariam a todos quem ela pertencia. Minha língua traçou o caminho até seus s***s, onde eu me demorei, chupando a pele macia com uma vontade que a fazia arquear as costas e enterrar as mãos no meu cabelo.
— Lorenzo... por favor... — ela implorava, mas eu estava apenas começando.
Desci meus beijos pelo seu abdômen, saboreando a textura de sua pele. Eu estava faminto por ela. Quando cheguei à sua i********e, eu não hesitei. Afastei a renda delicada e me deparei com a sua feminilidade, já úmida e pronta para mim.
Eu a explorei com a língua, mergulhando no seu mel, deliciando-me com o sabor único de Vittoria. Ouvi o som de sua respiração acelerar, seus dedos apertando o lençol enquanto eu a chupava com intensidade, focado em dar a ela o prazer mais profundo que ela já sentiu. Eu provei cada gota, me deliciando com o modo como ela tremia sob o meu toque e o som dos seus espasmos de prazer. Ela estava tão molhada, tão entregue, que eu senti que poderia morrer ali mesmo, consumido por ela.
POV – VITTORIA ORTEGA VITALE
Eu estava flutuando. O prazer que Lorenzo me proporcionava era quase doloroso de tão intenso. Quando ele se levantou, tirando suas roupas com uma agilidade que revelava sua própria urgência, eu vi o homem em sua glória total. Ele era puro músculo e poder.
Ele se posicionou entre minhas pernas, seus olhos fixos nos meus. Havia uma solenidade naquele momento.
— É a sua primeira vez, Vittoria. Eu quero que seja perfeito. Eu quero ser o único que você lembrará.
— Eu nunca quis mais ninguém, Lorenzo — respondi, puxando-o para mim.
Quando ele entrou, senti um leve desconforto, a prova da minha virgindade sendo reivindicada por ele, mas isso foi rapidamente substituído por uma sensação de preenchimento absoluto. Ele parou por um segundo, dando-me tempo para me acostumar, beijando minha testa com uma ternura que contrastava com sua possessividade anterior.
— Diga meu nome — ele sussurrou.
— Lorenzo... — minha voz saiu como um suspiro de alma.
Então, ele começou a se mover. Cada estocada era profunda, rítmica, como se ele estivesse selando um pacto de sangue dentro de mim. O prazer começou a subir novamente, uma onda avassaladora que me fazia chamar o nome dele a cada movimento, uma oração de desejo e entrega.
POV – LORENZO ROSSI
Sentir Vittoria apertando-se ao redor de mim, ouvindo-a gemer meu nome com aquela voz carregada de paixão, foi a minha ruína e a minha salvação. Eu mudei nossa posição, puxando-a para cima de mim, permitindo que ela assumisse o controle por um momento.
Ela se sentou sobre mim, seus cabelos negros caindo sobre os ombros, e começou a se mover. A visão dela, no comando, com os olhos fechados em êxtase, era a coisa mais linda que eu já tinha visto. Ela era a Rainha do meu Conselho e a dona do meu corpo.
Mas a necessidade de dominá-la voltou a arder em mim. Segurei sua cintura e a inverti novamente, prensando-a contra o colchão, aumentando o ritmo. Nossos corpos estavam suados, colados, movendo-se em uma sintonia perfeita. Eu a possuía de todas as formas possíveis, garantindo que aquela noite inteira fosse um tributo ao que sentíamos.
POV – VITTORIA ORTEGA VITALE (Madrugada)
A suíte estava mergulhada em uma penumbra suave, iluminada apenas pelas luzes de Nova York que filtravam pelas cortinas entreabertas. Lorenzo estava deitado ao meu lado, um braço sob minha cabeça, o outro abraçando minha cintura como se tivesse medo de que eu desaparecesse.
A noite tinha sido uma sucessão de descobertas e prazer intenso. Ele tinha sido feroz, possessivo, mas também infinitamente cuidadoso após o momento inicial. Eu me sentia completa, marcada por ele de uma forma que nenhum contrato ou lei poderia igualar.
— Você está bem? — ele perguntou, sua voz ainda grave pelo sono.
— Eu sou sua, Lorenzo. Agora e para sempre — respondi, aninhando-me em seu peito, ouvindo a batida forte e constante do seu coração.
— Sim, você é — ele disse, beijando o topo da minha cabeça. — E que o mundo saiba: o Arquiteto encontrou sua fundação. E ela é você.
Enquanto o sono nos envolvia, eu sabia que a guerra contra o Velho do Rio continuaria, mas agora, nada poderia nos abalar. O Conselho de 20 tinha sua Rainha coroada não em um trono de ouro, mas no calor de uma noite que mudou nossas vidas para sempre