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Amor de Almas

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Sinopse

Lorena era uma menina sonhadora, que ia contra as màs condições de vida, sempre tentando buscar o melhor para ela e seu irmão.

Abandonada pela mãe, sem conhecer o pai, vive apenas com seu avô e o irmão mais novo. Mas tudo muda quando o destino os separ,  e Lorena se vê perdida em seus sentimentos.

Em um misto de emoções, Amor de Almas trás para vocês um drama familiar, a luta contra o vício, e uma conexão sobrenatural que liga Lorena a Luccas em um dos momentos mais difíceis de sua vida.

Abordando uma profunda reflexão sobre vícios e relacionamentos abusivos e a importância de não acreditar no "eu posso parar quando eu quiser"

Qual a possibilidade de uma menina envolvida com drogas e em um relacionamento tóxico se dar bem na vida?

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Episódio 1. Conheçam Lorena.
Você acredita em amor à primeira vista? Em destino, coisas místicas e inexplicáveis? Bom, vou contar a vocês um pouco sobre como tudo isso começou... Era uma noite de inverno, típica do Sul, com fortes rajadas de vento, e um frio de cortar a pele. As margens de um rio, no meio de um matagal, uma drogada dava a luz a sua segunda filha. Era alucinante a sensação. Dor, medo, raiva, álcool e várias drogas correndo pelo corpo. A criança nasce, outros alucinados ajudam no parto, largam a criança como se fosse a cria de um animal qualquer. A mãe não aguenta dar mais que dois passos e cai no chão. O resto dos "amigos" a deixam para trás e seguem viagem. São andarilhos, bêbados e drogados, sem rumo e sem se importar com mais nada. Algum tempo depois, um senhor adentra a mata, avista sua filha caída no chão, e um bebê que mais parece um pequeno cadáver. O desespero toma conta. A polícia e ambulância chegam. Como por um milagre, o bebê ainda tem vida. Os dois são levados ao hospital. O avô leva a criança para casa, a mãe volta para rua depois de alguns dias de resguardo no aconchego da casa de seu pai. O outro menino, primeiro filho dela, ela deu a estranhos na rua em um dia de surto, e nunca mais ninguém teve notícias, agora ele deve estar com 3 aninhos. Sua mãe faleceu de câncer a alguns anos atrás, ela que já era viciada, se deixou afundar ainda mais depois da perda. Seu pai, um senhor forte, vem lutando sozinho pela filha, porém sem sucesso. Agora só lhe resta cuidar da netinha, e não permitir que ela tenha o mesmo fim do irmão. O tempo passa, e entre dias sóbria e recaídas, a mãe da menina convive muito pouco com ela. Já com seus 10 anos, a menina mora com o avô, e mais um irmãzinho de 7 anos, que também foi abandonado ali pela mãe. Lorena é uma menina linda, olhos radiantes e cabelos de fogo. Cuida do irmão e do avô que já é muito idoso e doente. Com seus 10 anos assumiu toda responsabilidade de casa, faz comida, tudo que uma dona de casa deveria fazer, com seu avô muito doente em uma cama, ela e o irmão vão as ruas pedir esmola, fazer pequenos trabalhos para ganhar algumas moedas. No fim do dia, da para comprar alguns pães, e chá. Nem sempre conseguem comprar uma mortadela pra acompanhar. Mas Lorena é uma garota esforçada, ela acredita em um futuro melhor, nunca parou de ir a escola, e lá, sempre pede o que sobra de comida para levar ao seu avô e irmão. Bom, Lorena sou eu, e um dia, estava indo na sala da diretora levar alguns papéis que me foram pedidos, quando cheguei, vi que ela estava ao telefone, então resolvi esperar e não bater para não atrapalhar a conversa, quando de repente escuto a frase: " Sim, Lorena e o irmão precisam urgente ir para o orfanato. " Aquilo tirou meus pés do chão, esperei ela terminar e entrei, cabeça baixa, olhar vago, ela percebeu que eu ouvi, então disse: - Escute Lorena, você sabe que eu gosto muito de você né? Eu só balancei a cabeça que sim, ela prosseguiu... - Seu avô está muito doente, sua mãe nunca mais deu notícias, se algo acontecer ao seu avô, não quero que você e seu irmão fiquem desamparados. Eu sei que vocês passam muitas dificuldades, o Conselho já está atras por causa do seu irmão não vir mais a escola, e ha muitas denúncias sobre vocês estarem pelas ruas pedindo esmolas, vocês são crianças, é muita responsabilidade sobre os seus ombros, o orfanato, uma nova família vai proporcionar a vocês uma vida melhor. - Eu não quero ficar longe do meu irmão e nem abandonar meu avô. Antes de me mandar para um orfanato eu fujo pra bem longe! Disse isso e sai correndo. Cheguei em casa e tinham algumas pessoas na frente, meu irmão chorando muito no colo de uma das vizinhas que sempre nos dava comida. Entrei e o pior estava por vir. Meu avô estava morrendo, e ali, bem na minha frente, ele deu seu último suspiro. Sem pensar em mais nada, corri e peguei algumas peças de roupa, minhas e do meu irmão, coloquei na mochila junto com alguns livros e o que coube de material escolar, me despedi do corpo já sem vida do meu avô, peguei meu irmão e corremos o mais depressa possível. Sem rumo e sem nenhuma esperança. Fugir foi a única alternativa para que não nos separassem. Já nas ruas, achamos um lugar onde passar a noite. Eu não podia voltar para a escola, não tinha ideia do que fazer apartir dali. Alguns dias se passaram, a fome estava nos matando. Reviravamos o lixo das casas e lojas em busca de algo para acalmar o buraco que havia em nosso estômago. Estava com medo de sair pedir nos semáforos como sempre, pois temia ser pegos pelo Conselho e separados. Já a 10 dias sem banho, sem comida de verdade, só comendo restos de lixo, não suportei mais ver meu irmão chorando de fome e se coçando em meio a sujeira. Fui até a escola onde estudava e pedi ajuda a diretora, com o coração em pedaços, com a angústia entalada na garganta. Deixei ele no portão e entrei sozinha. A diretora me abraçou, me disse para trazer ele para dentro, nos deu comida, e em seguida nos levou para sua casa, tomamos banho e quando saímos ela havia providenciado uniformes limpos para que não precisássemos vestir nossas roupas imundas novamente. Nos deu muitas coisas gostosas para comer. Sua casa era linda, limpa e cheirosa, como eu nunca antes havia visto. Sempre cuidei da casinha velha do meu avô, do jeito que dava, do jeito que as condições permitiam. Não sou porca, mas nunca conheci algo tão limpo como a casa da diretora. Era gostoso estar ali, era bom vestir roupas limpas, com cheiro de limpeza. A sensação de estar limpa, de estar em um lugar limpo era tão aconchegante. Fiquei por alguns minutos observando tudo, sentindo o cheiro de limpeza.... até que meus devaneios são interrompidos pela voz da diretora: - Quero conversar com vocês. Estou disposta a adotar os dois, não quero separá-los, quero os dois morando aqui comigo, indo a escola. Vocês topam? Olhei para o meu irmão e ele só disse: - Escola não. Nós rimos, e eu concordei balançando a cabeça, dizendo a dona Cecília que eu cuidaria dele e o convenceria a voltar a escola. Ela sorriu em aprovação e continuou: - Como eu não sou sua parente, existe todo um processo para adoção, e vou precisar levar vocês ao juizado de menores, para que assim, sejam feitos todos os trâmites legais para que eu possa cuidar de vocês, como se fossem meus filhos. - Não precisa cuidar da gente como seus filhos tia Ciça. Eu trabalho para a senhora, limpo sua casa (apesar de não saber se um dia aquela casa ficaria suja) eu cuido do Matheus, faço ele ir para a escola e se comportar, a senhora só tem que nos deixar tomar um banho de vez enquando e nos dar oque sobrar da sua comida, não precisa chamar o Conselho. - Escute meu anjo. Os conselheiros não vão te fazer nenhum m*l. Pelo contrário, lá vocês serão cuidados, vão ter banho, cama quentinha, roupas limpas e comida, até que eu ganhe a guarda de vocês dois e os traga para morar comigo, não como empregados, mas sim como filhos, que eu vou cuidar e amar, só preciso que você me ajude, que colabore. Não quero que vocês sejam levados a força, quero que você aceite as condições, eu prometo que tiro vocês de lá bem rápido e que ninguém vai separar vocês. Com lágrimas nos olhos, eu entendi que as ruas não eram um bom lugar para duas crianças, não queria mais ver meu irmão dormir chorando de fome e frio. Eu aceitei ir, mas algo dentro de mim me dizia que meu irmão seria tirado de mim.

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