capítulo dezoito

2088 Palavras
1 de junho de 1996 Respirei fundo e olhei para o céu escuro da noite, eu mais uma vez girei o vira-tempo demais e agora eu estava quase cinco anos atrasada. Tom já deve ter se casado com outra ou a guerra já aconteceu antes do tempo, eu... Deslizo pela parede do beco em que estava e chorei. Era muita coisa para a minha cabeça, a minha loucura já começou a gritar na minha cabeça me deixando com dor. Estava com fome e eu queria um banho e chocolate quente. Eu só queria a minha cama e chorar pela vida que eu não pedi. Eu não queria fazer a merda dessa missão, não queria ver os meus pais morrerem na minha frente, não queria que aquele homem fosse o meu pai. Não queria... Tanta coisa. Mas eles nunca vieram até mim, para me perguntar o que eu quero, é sempre: Leesa faça isso e... Estou cansada, estou exausta. Só quero chorar. Eu só preciso de um tempo sozinha com os meus pensamentos conturbados, eu só preciso de um tempo. Começo a cantar uma cantiga antiga e lágrimas rolavam pelo rosto, o manchei com rastros de lagrimas. Meus soluços me deixavam inquieta e aquilo acabava comigo. _ Você consegue, aguentava mais um pouco e tudo vai se resolver. - Digo para mim. _ Tem certeza? - Uma senhora que estava fumando na varanda de sua casa perguntou. _ A vida não é tão simples quanto ela parece, venha, meu bem, acho que você merece uma xícara de chá. - Me levanto do chão e pego a minha mochila que estava no chão. Vou até à porta dos fundos e vejo que a senhora de cabelos grisalhos e corpo mediano estava me esperando. _ Pensei que não fosse vir. - Deu passagem para que eu entrasse. _ Qual é o seu nome? _ Leesa e a senhora? Como se chama? - Trazia o chá em uma bandeja e me olhou me dizendo para se sentar na mesa da cozinha. _ Me chamo Lahane, nome estranho, eu sei. - Disse saboreando o chá e eu a imito, estava gostoso. _ Por que chorava? _ Meus pais morreram na minha frente. - Digo deixando mais uma vez as lágrimas saírem dos meus olhos. _ Eu viajei por muito tempo e eu não sei se meu esposo já se casou com outra, não sei se a maldita guerra acabou ou ainda continua um caos, eu... Eu estou cansada de fazer tudo. - Sinto ela bater devagar no meu ombro e sorriu. _ Eu acho que todos dependem de você, mas eles se esqueceram que você é humana e tem sentimentos. - Ela tinha um sorriso doce nos lábios e aquilo me fazia chorar ainda mais. _ Chorar não é vergonhoso, chorar faz que todas as coisas que sentimentos dentro de nós se esvazie para novos sentimentos. _ Dói. - Digo bebendo mais chá. _ Dói não saber de nada. _ E está tudo bem, você vai aprender com o tempo, ele pode ser o nosso maior aliado de vez em quando. _ E se meu esposo... - Ela me calou. _ Se ele te trocou por outra, ele que está perdendo a mulher maravilhosa que você é, querida, você é linda e tem um sentimento puro dentro de você.- Acariciou meu rosto. _ Tome seu chá e tudo que você está pensando vai se resolver. _ Obrigada. - Ela apenas continuou bebendo o seu chá. Ela tinha razão, eu não poderia supor de coisas que eu não sei. Vou terminar de beber esse chá e ir atrás do Tom, talvez ele ainda me ame ou pelo menos seja um bom amigo nesse tempo tão complicado da minha vida. Terminei de beber o chá e eu me despeço da senhora, ela era muito simpática e me lembrava da Lisandra. Falando nela, ela deve ter morrido, queria visitá-la, mas eu não sabia onde ela foi enterrada. Continuo andando pela rua e alguns carros passavam me dizendo que o meu tempo mais uma vez mudou, sou uma viajante do tempo, mas sem tempo de ficar em algum fixo. Aparato daquele lugar e me vejo de frente do portão da mansão Malfoy, eu nunca fui naquele lugar, mas eu logicamente sabia da localização. Abro o portão e vou em direção da porta, faço um feitiço para que minha assinatura mágica não seja detectada pelos bruxos que estariam nessa mansão. Abro a porta da frente e vejo que ninguém estava no hall de entrada. Passo pelo hall e começo a identificar as assinaturas mágicas e a do Tom estava em uma sala de reuniões e ele estava nervoso. Vou pé por pé até a sala de reuniões e abro vendo quem estava ali. _ Dumbledore tem que ser morto na guerra, se eu o matar de uma vez, a população vai perder a credibilidade em mim. - Gritou nervoso. _ Mas ele que está fazendo todo esse caos acontecer. - Lucius falou tentando acalmar o seu Lorde. _ Eu sei de todos os planos daquelas pessoas da luz, tudo que eu preciso é seguir passo a passo das observações da minha esposa. - Será que era eu? Estava empolgada. _ Uma esposa que está 53 anos sem aparecer! - Gritou Bellatrix. _ Eu já fiz tanta coisa, por que não me coloca em seu lugar? - Depois não quer perder a língua. _ Cale a boca! - Apontou a varinha para ela e ela tremeu. _ Se eu ouvir você falar da minha esposa novamente, eu cortarei a outra mão. _ Me perdoe, milorde. - Disse abaixando a cabeça. _ Já temos tudo pronto para a guerra, só precisamos de ter um mapa de Hogwarts. Já tem muito tempo que eu não vou lá e seus filhos não saberão onde fica cada passagem secreta. - Mas eu sabia. _ E a varinhas das varinhas? - Perguntou Severus. _ Eu não preciso dela, para que eu iria precisar de uma varinha? _ Achei que o senhor fosse querer uma varinha mais forte para combater Potter e Dumbledore. - Então os pais de Harry estavam mortos, isso é bom. Saio dali e vou para a escadaria principal, estava cansada, não queria causar confusão. Tento achar o quarto do Tom e não foi muito difícil. Uma porta de carvalho e um pouco da magia do homem estava na entrada. Confundo a magia do homem e entro no quarto totalmente n***o e cinza. Algumas coisas eram verdes, muito Sonserino. Mas era seu título, Lorde Slytherin. Fecho a porta e vejo que tinha duas portas, uma delas seria o banheiro e a outra o closet. Tiro a minha mochila das costas e a coloco encostada na parede e vou até o closet do homem. Só vestes escuras e eu só precisava de uma camisa. Peguei um moletom preto, uma toalha e saio do closet. Vou até a minha mochila e retiro uma calcinha de renda. Como eu sabia que Tom iria demorar, eu iria tomar banho de banheira, claro, se tivesse. Abro a porta do banheiro e ele era cinza com branco. Fechei a porta e vou até à banheira a ligando. A corrente de água caia na banheira e eu começava a retirar minhas roupas. Retiro o meu sutiã e os meus s***s médios respiraram pela enfim liberdade, minha calcinha se perdeu em algum lugar daquele banheiro e eu entrei na água. A água estava quente e estava maravilhosa, sentia cada músculo se deliciar com a temperatura. Não demorou muito para que a banheira se enchesse e quando isso aconteceu, eu desliguei a torneira e comecei a tomar banho, passava sabonete, shampoo e coisas essenciais para o banho. Enquanto Leesa tomava banho, Tom planejava seus passos e tentava tirar os seus pensamentos na mulher que lhe assombrou por 53 anos. Leesa falou que iria voltar, mas até agora ele só perdia cada vez a esperança de se reencontrarem. Ele a odiava, depois passou a admirá-la, com o passar dos meses o sentimento paixão nasceu em seu coração e depois de quase um mês antes dela ir embora, ele acabou descobrindo que a amava. Leesa acabou sendo tudo que ela queria ser na vida de alguém. Ela era a única coisa em sua vida. Enquanto eles se planejavam, Leesa já vestia o moletom e penteava os seus cabelos. Seus olhos passeavam por todo o quanto e pensava em coisas pecaminosas. Ela colocou a toalha no banheiro, a estendendo em algum lugar e voltou para o quarto, se deitando na cama. _ Será que ele vai demorar? - Me perguntei ansiosa. Levantei-me da cama e vou até a mochila, retirando as três varinhas que eu tinha, a minha feita por Salazar, a varinha das varinhas que foi entregue a mamãe e ela colocou dentro da minha mochila e a terceira era do auror. Olho para o meu dedo e vejo o anel de noivado e a Horcrux de Tom, elas eram a coisa mais preciosa da minha vida. Peguei as minhas varinhas e as coloquei na mesa de cabeceira. Deitei-me novamente e me cobri me sentindo quentinha nos cobertores fofos de Tom, tinha o cheiro dele. E pelo conforto eu acabo dormindo. Tom que encerrava a reunião estava exausto e ele só queria tomar um banho e descansar. Ele se levantou da cadeira e foi até a porta de saída, dando de cara com a Bellatrix. _ O que você quer, Bella? _ O senhor. - Ele revirou os olhos e se foi. _ Eu posso lhe dar prazer, meu senhor... - Ele a enforcou e disse entredentes. _ Nunca, de forma alguma, tente dizer isso novamente, se a minha esposa estivesse aqui, ela já teria te matando. - Largou o pescoço da mulher e subiu a escadaria principal indo até à porta do seu quarto. Ele parou e viu que sua magia comia algo e o cheiro era familiar, seu coração bateu rapidamente em sua caixa torácica e ele abriu a porta dando de cara com uma mochila que ele conhecia muito bem. Tom fechou a porta e a trancou, foi com passos lentos até a cama e a viu. Sua pequena estava ali, dormindo na sua cama, ele não poderia acreditar que ela estava ali. Tom até mesmo pensou que estava sendo induzido a imaginar Leesa e quando fez de tudo para sair da suposta miragem, ele se ajoelhou e começou alisar o rosto leitoso de sua mulher. _ Leesa. - Sussurrou e o hálito quente beijou o rosto da Leesa, ela abriu os olhos e viu o seu marido a olhando. _ Seus olhos mudaram. - Disse sonolenta, os olhos do homem estavam vermelhos por causa da magia proibida que ele mexia. _ Mas eles continuam perfeitos, senti saudades. - Alisou o rosto do homem e ele beijou os seus dedos. _ Acabou de chegar? - Ela balançou a cabeça e ele franziu a testa. _ Quanto tempo me esperou? _ Acho que duas a três horas. - Ela chegou para o lado para que Tom se deitasse com ela. _ Eu vou tomar um banho e já volto. - Beijou a testa da menina e tentou se levantar. _ Não quero que você vá. - Disse chorosa. _ Não quero me sentir sozinha de novo. - Ele nunca tinha visto Leesa naquele estado. Ele retirou os sapatos e a camisa social e se deitou com a sua garota. Ele acariciou o seu rosto e sentiu algo molhado em seus dedos, ela estava chorando. _ O que aconteceu? - Ela o abraçou de uma forma quase esmagadora e disse: _ Eu me sinto cansada de tudo, me sinto sobrecarregada com essa missão e outras coisas. Eu só queria que tudo acabasse. - Tom beijou sua testa e a abraçou. _ Falta pouco para acabar e quando acabar faremos nosso casamento onde você quiser. Eu não gosto de ver você assim. _ Vai passar, mas agora apenas me abrace, me abrace tão forte que me faça esquecer dos meus problemas. - Ela chorava e Tom tentava acalmá-la. _ Eu vou estar aqui para o que der e vier. - Fez cafuné em seus cabelos. _ Como a mamãe morreu? _ Ela morreu depois de dois anos. Leesa chorou e chorou. Mas aquela noite foi amorosa, Leesa precisava de carinho e precisava saber que ela não estava sozinha. Tom e Leesa carregavam um fardo, mas eram os dois e não um. Tom fazia a guerra e Leesa o ajudava no que era possível.
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