2 de junho de 1996:
Fui acordada sendo acariciada por dedos quentes que me davam boas sensações. Abri um olho e vejo Tom sem camisa, apenas me alisando onde não tinha o moletom.
_ Senti saudades de fazer isso em você. - Disse me olhando. _ Senti saudades de olhar para você, senti saudades de você. - Veio até mim e me beijou, seus lábios continuavam os mesmos. Quentes e macios
_ Eu não posso lhe falar que eu senti saudades, para mim eu te vi ontem. - Me sentei na cama e vou até ele, me sentado no seu colo. _ Mas eu posso lhe dizer que eu te amo. - Dou um selinho nos seus lábios e ele sorriu para mim.
Antes que ele falasse alguma coisa, uma pessoa bateu na porta e eu apenas fiquei mordendo o seu pescoço, degustando a superfície macia e quente. Ele não mudou, apenas ficou mais bonito.
_ Sim? - Perguntou Tom.
_ O café está servido, mestre. - Disse alguém do lado de fora.
_ Obrigado. - E escutamos a pessoa sair da porta. _ Era o filho do Abraxas, Lucius Malfoy.
_ Meu tio e irmão da minha mãe. - Ele concordou. _ Fez o que te pedi?
_ Matar você? Sim, eu fiz, foi bem complicado te matar, mas eu consegui.
_ Como Byella ficou? - Pergunto o olhando.
_ Arrasada, mas Gellert cuidou bem dela.
_ Pensei que ele estivesse na prisão. - Algumas coisas mudaram.
_ Por causa do seu diário ele conseguiu escapar há tempo e eu consegui fazer algumas coisas a mais. Matei os pais de Harry e consegui fazer uma Horcrux falsa dentro dele.
_ Entendo, Dumbledore deve falar de suas Horcrux quando ele estiver morrendo com a maldição de seu anel falso. - Concordou.
Eu coloquei a minha cabeça na volta do seu pescoço e fiquei sentindo suas mãos por debaixo do moletom, ele me alisava tão gentilmente que eu acabei dormindo serenamente.
Tom percebeu que sua pequena tinha dormido e ele riu beijando as bochechas dela. Ele se levantou com a Leesa no seu colo e a deitou gentilmente na cama, ele pediria que o café de Leesa fosse servido no quarto. Já que ela estava dormindo e estava com roupas impróprias para descer na sala de jantar.
Ele a cobriu e foi atrás de tomar seu banho. Pegou uma toalha dentro no seu closet, entrou no banheiro, retirou sua calça e cueca. O homem foi até o chuveiro e o ligou.
Ele estava feliz, sua garota tinha chegado e nada e nem ninguém poderia acabar com a sua felicidade.
Ela já tinha feito uma Horcrux e ela estava muito bem escondida.
Enquanto a água caia no corpo dele, o molhando com a água quente, os Comensais novos e antigos estavam na sala de jantar esperando que o Lorde chegasse para tomarem café.
Sem ele, ninguém poderia comer.
_ Ele está demorando, será que aconteceu alguma coisa? - Abraxas perguntou e todos o olharam. _ Eu estou com fome, vou até lá...
_ Papai, não faça gracinhas, espere um pouco mais, o Lorde já vai aparecer.
_ Já que você insiste, ficarei calado por um tempo. - Abraxas fechou a boca e alguns riram.
_ Bom dia a todos. - Tom entrou na sala de jantar e se sentou no topo da mesa.
_ Bom dia. - Disseram os seus Comensais respeitosamente.
_ Dobby? - O elfo que estava com terninho fofo fez uma mesura para o grande mestre.
_ Sim, grande mestre?
_ Leve um café da manhã para o meu quarto, se ela estiver dormindo ainda... - Alguns pararam de comer e olharam para ele. _ Coloque um feitiço para que o café da manhã continue quente.
_ Sim, grande mestre. - Desapareceu para cumprir sua ordem.
_ A Leesa chegou? - Abraxas perguntou comendo uma torrada e a Bellatrix olhou feio para ele.
_ Ela chegou ontem, enquanto eu estava na reunião. - Disse bebendo um pouco de café. _ Ela está muito cansada pela viagem e por isso que ela não vai descer hoje para o café.
_ Então a noite foi quente. - Abraxas continuou falando e Avery teve que rir.
_ Não, Leesa não é apenas uma pessoa para os meus desejos sexuais, Leesa é a minha esposa e ela merece todo o respeito, Abraxas. - O homem engoliu em seco e abaixou a cabeça.
_ Mas ela está bem? - Avery perguntou.
_ Ela chegou um pouco debilitada da viagem, mas eu acalmei e ela está bem. - Todos balançaram a cabeça, mas eles estavam ansiosos para conhecer sua Lady, menos Bellatrix.
_ Mas ela vai estar na reunião de hoje? - Avery perguntou e alguns quase o beijaram pela pergunta que eles tinham medo de fazer.
_ Se ela estiver confortável, ela estará sentada ao meu lado. - Sorriu pensando na cena, Leesa se sentaria ao seu lado, como uma igual.
Quando eles iriam fazer mais perguntas, uma garota chegou na sala de jantar enquanto coçava os olhos. Ela estava com os cabelos desarrumados e vestia um moletom com um short.
_ Onde eu vou me sentar? - Ela perguntou o olhando. _ Terei que me sentar no seu colo? - Tom riu e ele apenas concordou. _ Já que é assim. - Foi até o colo do seu marido e se sentou. _ Abraxas e Avery, pensei que estivessem mortos.
_ Você continua com a mesma língua afiada, professora.
_ Já tem bastante tempo que não me chamam assim. - Disse sorrindo e comendo um cacho de uva.
_ Quer que eu te chame de rainha de gelo?
_ Por que rainha de gelo? - Alguém com muita coragem perguntou.
_ Ah, deixa-me contar. - Avery sorriu. _ Nossa Lady tinha esse apelido por causa que era muito fria com as pessoas, até mesmo era frio com o Lorde. Demorou alguns meses para que o nosso Lorde conseguisse descongelar o seu coração.
_ Eu não era fria, eu era apenas prevenida, Tom tinha milhares aos seus pés e eu não queria ser mais uma.
_ Mas você não se tornou mais uma, você se tornou a única. - Tom beijou seu pescoço.
_ Que bom, imagina eu tendo que dividir você com as outras. Eu as mataria.
Alguns seguraram o riso, eles pesavam que aquela garota não estava à altura do seu Lorde, diferente da Bellatrix que era tão louca quanto o seu Lorde. Eles estavam se sentindo enojados pela forma de carinho que seu Lorde demonstrava aquela menina.
Eles pensaram que a Lady era alguém forte e louca, mas perceberam que era apenas sua imaginação. Eles imaginaram demais e acabaram decepcionados.
_ Acho que alguns não gostaram da minha presença. - Falou olhando para todos. _ Que pena que eu não me importo com isso. - Sorriu comendo o seu café da manhã.
Depois de algumas conversas com os antigos Comensais, Leesa se levantou e foi até onde a assinatura daquele homem se encontrava.
_ Você se chama Severus Snape? - Perguntou entrando em uma sala cheia de poções.
_ Sim. - Falou monótono. _ O que deseja|?
_ Me chamo Leesa Riddle, sou esposa do Lorde e eu queria conversar com o senhor. - Snape parou de fazer sua poção e se ajoelhou no chão. _ Por que se abaixou se, na verdade, você está com Dumbledore? - Ele a olhou e seus olhos estavam em alerta. _ Se levante e me conte sobre o senhor.
_ Você vai contar para o Lorde?
_ Você deveria estar na escola. - Disse mudando de assunto. _ Por que está aqui?
_ Estava fazendo poções para o Lorde. - Disse se levantando do chão, ela se sentou no banco de frente para ele.
_ Eu era professora, era amiga de todos e todos me adoravam e por conta disso, eu fiz que o Lorde ganhasse vários seguidores.
_ Então você é o pé de coelho dele? - Severus sorriu.
_ Sou, eu sou do futuro e é por isso que sei de tanta coisa, por isso que eu sei que você não está do nosso lado, mas eu também sei que um dia você esteve no nosso lado.
_ O que você quer?
_ Quero lhe contar a verdade.
_ Que seria?
_ Dumbledore foi quem fez a sua Lily Potter morrer, se não acredita em mim vá até à casa dos Potter e você terá a sua resposta. - Ele a olhou e mordeu os lábios em sincronia dos seus pensamentos conturbados.
Ele não terminou de fazer sua poção e saiu da sala indo para fora da mansão. Ele queria realmente descobrir se era verdade que a menina do futuro lhe contou.
Leesa viu aquela ação e riu, ela tinha feito memórias falsas antes de ir embora e pediu para que Tom que as deixasse na casa Potter antes de sair e ele o fez, assim ela esperava.
Algumas horas se passaram e ela não saiu daquela sala e quando viu Severus pálido e sombrio, ela percebeu que seu querido marido fez o que ela pediu.
_ Conte-me, Severus, o que você viu? - Perguntou sorrindo.
_ Vi Dumbledore entregando Lily para a morte, Dumbledore que pediu Peter para cuidar deles, mas Peter os traiu por ordem do. - Perdeu sua voz, mas retomou a falar com muito esforço: _ Dele.
_ E o que você acha desse ato? Irá perdoá-lo ou será c***l comigo e com os seus sentimentos?
_ Você não entende, eu confiei a minha vida aquele velho e ele entregou o amor da minha vida para a morte, eu sou e******o. - Riu sem emoção.
_ Harry Potter matou os meus pais. - Falou sem se importar, mas por dentro ela sentia repulsa e raiva.
Ele a olhou assustado e ele queira perguntar como isso aconteceu, mas ele não perguntou. Leesa sorriu e disse:
_ Está curioso, não é? - Perguntou sem se importar com os seus sentimentos. _ Ele matou os meus pais bem na minha frente, por causa dos meus pecados e os pecados dos meus pais. Então eu voltei no tempo, mas de vez de cair no ano que eu queria, eu me tornei uma fundadora e o resto acho que aquele velho já te contou.
_ Você quer vingança de um garoto? - Perguntou conturbado.
_ Quero mais do que vingança, Snape, quero a vida que me foi roubada e destruída, quero reconstruir e punir a pessoa que destruiu ela, mas não estou aqui para contar de mim. - Acabou com o assunto.
_ Eu ainda tenho minha lealdade ao Lorde e serei um espião...
_ Não quero isso, Snape, quero sua felicidade e recomendo que você comece com isso imediatamente. Tire um mês de férias e aproveite a vida. - Disse calma. _ Se ainda quiser ser tudo isso que me disse, não poderei negar, mas não gosto de pessoas com sentimentos confusos a respeito do lado da guerra que escolheu.
_ Não posso fazer isso, eu ainda sou professor.
_ Você não sentirá falta de lecionar na escola que tanto te fez sofrer.
_ Mas e a escola?
_ Tenho uma pessoa em mente para ficar no seu lugar, agora vá.
O homem se levantou da cadeira e a Leesa ficou olhando para a porta que ele saiu, a mulher se levantou sorrindo e foi até o escritório que ela sentia a presença do seu marido. Falando dele, Leesa não tinha contado para ele que Severus era um agente duplo, ela também não ligava muito para aquela informação.
Ela entrou no escritório e se sentou na frente do seu marido, sorrindo como uma boba apaixonada.
_ Severus vai tirar férias. - Disse sorrindo.
_ Por quê? - Perguntou escrevendo uma tática de guerra.
_ Ele descobriu algo e não está com cabeça para raciocinar direito. - Ele balançou a cabeça. _ Escutei que você precisa do mapa de Hogwarts, eu o tenho. - Ele me olhou surpreso e sorriu.
_ Então venha me ajudar aqui, senhora Riddle. - Ela se sentou no seu colo e começou a ajudá-lo.
Eles passaram a tarde toda fazendo táticas de guerra.