20 de dezembro de 1943:
Era mais um dia de aula e eu já pedia a Merlim para que chegasse o dia 23 rapidamente. Eu já tinha me levantado e me arrumado, agora eu me olhava no espelho. Eu vestia um vestido de frio de botão, ele era da cor verde-escuro.
Meus cabelos estavam amarrados em um r**o de burro e eu estava perfeita. Peguei a minha varinha em cima da cama e saio do meu quarto, indo em direção da escada lateral.
Passo pelo meu salão e saio dele, entrando no banheiro, saio do banheiro e ando calmamente para o Grande Salão.
O tempo estava frio e feio, parecia que iria nevar a qualquer momento, e eu torcia para que não. Eu tinha que comprar um presente de Natal, já tinha comprado de Lisandra e de minha irmã, agora só faltava do Tom e esse estava me dando mais trabalho.
Eu não poderia chegar nele e perguntar o que ele queria ganhar de presente. E eu tinha que comprar dois presentes, seu aniversário estava chegando.
Entrei no Grande Salão e alguns alunos me cumprimentaram, me sentei no meu lugar e começo a comer.
_ Está belíssima, senhorita Leesa. - Dumbledore disse me olhando.
Se ele não fosse gay, eu pensaria que ele gostava de mim. Mas como ele é, eu devo estar imaginando coisas.
_ Obrigada pelo elogio. - Digo bebendo um pouco de chocolate quente.
_ Dippet me disse que a senhorita iria sair, aconteceu alguma coisa. - Dippet era um amor, mas sua língua grande era insuportável.
_ Eu tenho que comprar presentes de Natal, eu deixei para última hora. - Como um pedaço de bolo.
_ Ah, entendo, então você vai dar aula de manhã e depois vai ir em Hogsmeade? - Para que ele queria saber disso? Ele iria me seguir por acaso?
_ Vou à Londres trouxa. - Ele concordou comendo.
_ Também comprará presente de aniversário, eu presumo. - Slughorn entrou na conversa.
Dumbledore me olhou de esguelha e eu fiquei envergonhada.
_ Vou, o aniversário dele está chegando e ele merece. - Digo limpando a minha boca. _ Não concordam?
_ Claro, senhor Riddle é muito educado e respeitoso, eu só espero que vocês me convidem para o casamento. - Disse olhando para minha aliança de noivado.
_ Quando ele sair da escola e tiver um emprego decente, eu marcarei a data e lhe entregarei pessoalmente.
_ Assim eu fico feliz, adoro casamentos que eu sei que dará certo. - Sorriu abobado e continuou comendo.
_ Eu terei que terminar a nossa conversa por aqui, vejo vocês mais tarde. - Eles concordaram com a cabeça.
Levante-me da mesa e saio pela porta lateral. Andei até a minha sala, mas sou parada por braços em minha cintura e beijos no meu pescoço. Eu sabia quem era, mas eu queria brincar um pouco.
_ Por gentileza poderia me deixar? Eu sou noiva de homem muito teimoso e malévolo. - Digo retirando seus braços de minha cintura e me virei para olhá-lo.
_ Eu não sou malévolo ou teimoso. - Disse beijando a minha bochecha.
_ Tom! - Digo em uma falsa surpresa. _ Eu pensei que eu estava sendo assediada por um desconhecido.
_ Pensou que fosse Canélio? - Eu nem mesmo lembrava desse aluno encrenqueiro, ele tinha se mudado de escola.
_ Como poderia ser ele, se ele não estuda mais aqui? Às vezes o senhor é nada inteligente. - Começo a andar novamente e ele andava ao meu lado.
_ Eu tinha me esquecido, me perdoe. - Sorriu de lado.
_ Só lhe perdoo se o senhor puder comparecer na ceia de Natal. - Digo entrando na sala de aula e ele se sentou na mesma primeira carteira.
_ Então a senhorita já pode me perdoar, será um prazer ir à ceia de Natal de sua família. - Vou até ele o beijei. _ Apenas um beijo?
_ Sim. - Saio de perto dele e vou até a minha mesa. _ Hoje será aula de bicho-papão. - Digo o vendo me olhar. _ O que foi?
_ Tem que ser essa aula mesmo? - Disse aflito.
_ Tom, eu estarei aqui se der qualquer coisa errada, confie em mim. - Digo sorrindo para ele.
_ Eu confio, mas eu não confio em mim. Principalmente no meu pior medo e ainda mais sendo visto por todos.
_ Todos tem medo, até mesmo eu. - Me sentei na mesa.
_ Qual é o seu medo? - Me perguntou.
_ Meu avô. - Digo sem hesitar. _ Por causa dele, eu fiquei daquele jeito no hospital.
_ Ele te fez tanta coisa e você não vai se vingar? - Eu queria rir dessa fala, eu queria gargalhar e gritar para ele que eu já estou me vingando. Me vingando do mundo.
_ Eu não gosto de vingança, acho que é algo que me impediria de viver. - Sorri vendo os alunos chegando.
_ Professora e Tom, aposto que estavam namorando. - Berlinda riu e eu revirei os olhos.
_ Eles estão numa distância que não dá para enfiar a língua na boca um do outro. - Disse um Sonserino.
_ Verdade, o que iremos aprender hoje? - Um Corvino perguntou se sentando em seu lugar.
_ Hoje vocês irão ver o seu pior medo. - Olho para uma caixa e a levito, a colocando na minha frente. _ Alguém poderia me dizer o que é.
_ Bicho-papão. - Disseram todos.
_ Correto, agora alguém poderia me dizer o que ele é?
_ Um bicho-papão pode se transformar no seu maior medo, ninguém sabe o que eles se transformam quando estão sozinhos, eles podem ser encontrados em lugares sombrios, como sótão ou baú. - Disse Tom.
_ Ótimo, alguém poderia me dizer o contrafeitiço?
_Ridikkulus. - Disseram todos.
_ Parece que todos estão estudando ultimamente, parabéns 10 pontos para Sonserina e Corvinal. - Eu não era uma pessoa que dava muitos pontos, mesmo assim, Sonserina ganhava. _ Se levantem e façam uma fila.
Eles se levantaram e fizeram a fila como eu pedi. A primeira pessoa da fila era uma menina da Corvinal, eu abro a caixa com um feitiço e o bicho-papão saiu e se transformou em um palhaço, logo em seguida a menina falou o contrafeitiço e o bicho-papão virou o diretor Dippet.
Tranco o bicho-papão na caixa novamente e vejo que todos estavam rindo, o segundo da fila era Tom e meu coração batia sem parar pela ansiedade. Eu queria saber qual era o seu medo e se eu poderia ajudá-lo.
Abro a caixa e o bicho-papão saiu novamente, e ele virou duas pessoas.
O seu medo era a minha morte e a sua, não mudou muita coisa se for levar em consideração que o seu medo era a morte.
Ele falou o contrafeitiço e ele virou um balão que estourou fazendo todos rirem.
Eles continuaram fazendo os seus medos aparecerem e depois fazendo eles desaparecerem. Alguns eu ri, outros eu pensei que a pessoa não conseguiria falar o contrafeitiço. Foi uma aula interessante.
_ Parabéns pela coragem em mostrar os seus medos. - Bati palmas para eles. _ Eu adorei essa aula.
_ A senhorita é sádica. - Disse Malfoy.
_ Talvez. - Sorrio para eles. _ Eu vou terminar a aula agora, tenho que sair mais cedo hoje. - Digo saindo da mesa e levitando o baú para atrás de uma cortina. _ Podem sair. - Digo vendo-os se levantarem.
O único que ficou foi Tom e eu fui até ele, me sentando no colo e alisando o seu cabelo. Beijei a sua bochecha e o abracei.
_ Eu não vou morrer, eu viverei com você para todo o sempre. - Beijei os seus lábios. _ Confia em mim?
_ Se eu não confiasse, eu não teria te pedido em casamento. - Sorriu me beijando.
_ Teremos que nos casar no papel, depois podemos fazer uma festa. - Ele concordou. _ Tenho que ir, fique bem.
_ Ficarei. - Mordeu o meu pescoço me fazendo tremer.
Levantei-me de seu colo e saio da sala de aula indo até o gabinete do diretor.
O encontrei subindo os degraus e eu corri para alcançá-lo.
_ Oh, senhorita Granger, por favor venha. - Subo os degraus e me vejo no gabinete. _ Você usará a lareira, não é?
_ Sim. - Concordei enquanto falava oi para os quadros.
_ Bom, eu não vou falar muito, pode usar a lareira. Te vejo mais tarde. - Disse se sentado no seu lugar.
Vou até o potinho que continha pó de flu e peguei um punhado. Entrei na lareira e digo o meu destino, que era Gringotts.
A última coisa que eu vi foi a face impressionada de Dippet.
Saio da lareira e cumprimento alguns duendes que sorriam pela minha visita passageira. Saio do banco e vejo a rua principal do Beco Diagonal cheia.
_ Sabia que lhe encontraria aqui. - Vejo Callysa e a mamãe. _ Não merecemos nenhum abraço? - Vou até elas com os olhos marejados.
_ Senti tanta falta de vocês. - Abraço mamãe e depois Callysa. _ Obrigada por virem.
_ Também sentimos a sua falta, querida. - Sorriu mamãe. _ Sua irmã não irá comparecer na nossa ceia.
_ Eu convidei o meu noivo, tem algum problema? - Elas me olharam descendo a escadaria de Gringotts.
_ Noivo? - Disseram as duas olhando para a minha mão. _ Que lindo. - Falaram vendo o anel.
_ O senhor Riddle tem um bom gosto. - Mamãe opinou.
_ Espera, é ele? - Callysa perguntou sorrindo e eu concordei com a cabeça. _ Eu disse que ele gostava de você, eu deveria jogar na loteria, vai que eu fico rica.
_ Só você mesmo. - Sorrio para elas. _ Eu quero comprar algo para ele, mas eu não sei o que comprar.
_ E também é aniversário dele no final do mês. - Concordo com Callysa. _ Será difícil.
_ Não acho. - Mamãe falou segurando o meu braço. _ Ele é um homem educado e de boa índole, então um relógio ou uma roupa possa servir de sirva presente de Natal, mas para aniversário eu não tenho a mínima ideia.
_ Para aniversário eu tenho uma ideia, não se preocupem. - E era verdade.
_ Se é assim, vamos apenas comprar o presente de Natal e depois vamos para casa, para que você possa nos contar como ele te pediu em casamento. - Deu batidinhas na minha mão.
_ Deve ter sido pelo menos romântico, não é? - Callysa perguntou olhando as vitrines.
_ Eu acho que se eu contar como ele me pediu em casamento, mamãe terá um treco. - As duas me olharam e minhas bochechas coraram.
_ Já está esperando um filho dele?
_ Mamãe! Que horror, não sou assim. - Ela deu de ombros. _ Não fomos tão longe.
_ Se não foi tão longe, como aconteceu o pedido de casamento? - Saímos do Beco Diagonal e entramos no bar.
_ Não irei falar isso no meio da rua, tenho um pouco de decência ainda. - Elas me olharam e reviraram os olhos. _ Não revirem os olhos. - Nós saímos do bar e andamos um pouco até achar uma joalheria.
Entramos no estabelecimento e uma senhora simpática nós atendeu. Ela estava com uma roupa casual e nenhum fio de cabelo estava solto na sua presilha de rubis. A loja tinha três balcões, sendo que eles tinham relógios, brincos e anéis. As prateleiras que estavam atrás da senhora tinham mais coisa.
_ O que eu posso lhes ajudar? - Sorriu a mulher.
_ Gostaria de uma sugestão. - Digo sorrindo. _ Meu noivo tem tudo que a senhora pode imaginar. - Ou terá um dia. _ Eu queria dar algo que o faça se lembrar do dia e do momento.
_ Hm. - Colocou a mão no queixo e olhou para os lados tentando ver o que poderia nos mostrar.
_ Irei lhe mostrar anéis, relógios e abotoadura. - Concordo com ela. _ Seu noivo é uma pessoa difícil, mas tem uma noiva muito educada e bonita.
_ Obrigada pelo elogio.
_ Qual cor o seu marido mais usa? - Disse dedilhando os dedos nos relógios.
_ Ele usa mais preto, ele é um fanático por essa cor.
_ E a senhorita gosta de verde.
_ Acho que a senhora me pegou. - Sorri sentindo as minhas bochechas quentes.
_ Como o seu noivo gosta de preto, eu tenho esses modelos. São coleção de luxo. - Sorriu abrindo algumas caixinhas.
O primeiro relógio era totalmente preto. A pulseira do relógio era de pano preto, os ponteiros eram da mesma tonalidade e até mesmo os números em romano eram da mesma cor.
O outro relógio, a pulseira era de couro preto e seus ponteiros eram em dourados com alguns detalhes em branco, seus números eram em romano e a cor era dourado.
E o último relógio, era com uma pulseira preta de pano macio, os ponteiros eram de azul-claro com preto e não tinham números, apenas linhas em azul para representá-los.
_ Qual a senhorita gostou? - Olho para a mamãe e ela disse:
_ Gostei do primeiro. - Apontou.
_ E eu já gostei do último. - Callysa opinou.
_ Comprarei os dois. - Elas estavam com os esbugalhados.
Elas pegaram as etiquetas e quase desmaiaram. Elas começaram a fazer mímica, mas eu nem me importei.
_ Desculpe a minha ousadia, mas a senhorita irá se casar com um homem rabugento? - Sorrio concordando.
_ Ranzinza, mimado e teimoso, mas eu o amo.
_ Vejo isso nos seus olhos, esse casamento irá durar anos.
_ Espero que sim.
_ Vamos para os anéis. - Vejo ela pegar uma caixinha que tinha vários anéis. _ Esse é feito de prata esterlina 925, uma prata valiosa. A pedra é Ônix e é uma natural. - Uma joia sem valor em outras palavras. _ O anel tem alguns desenhos. - Pegou os óculos para nos mostrar.
_ Eu vejo. - Ela o colocou de lado e me mostrou outro e esse era mais a cara do futuro Lorde.
_ Esse e do mesmo material do outro, prata esterlina 925, só que a pedra desse é esmeralda legítima. - Disse me mostrando. _ E em vez de desenhos, é uma cobra.
_ Esse é tudo a ver com o meu noivo, coloque esse anel ao lado dos relógios. - E a senhora fez com maior prazer.
_ Então o último será a abotoadura. - Retirou os anéis da nossa vista e me trouxe várias abotoaduras.
_ Meu noivo gosta de coisas estranhas e não convencionais, então...- Toco as abotoaduras e uma me chamou a atenção.
Eram de dois crânios desgastados e parecia ser de resina e pintados à mão.
_ Seu noivo tem o gosto do tempo vitoriano, os homens daquela época gostavam de usar acessórios macabros para afastar a morte. - Sorriu me explicando, era tudo a ver com Tom.
_ Eu acho que ficarei com os relógios, o anel e a abotoaduras.
_ Oh! - Seus olhos brilharam de felicidade. _ Excelente escolha, minha querida. - Pegou uma calculadora e somou. _ Deu 1.967 libras. - Até que não foi tão caro.
Peguei as notas no bolsinho do meu vestido e as entreguei. Mamãe e Callysa me olhavam abismadas.
_ Eu espero que o seu noivo compre para você a mesma coisa. - Mamãe falou baixinho.
_ Se ele não me der, eu não vou cancelar o casamento. - Digo vendo a senhora embrulhar os presentes. _ Eu estou dando os presentes porque eu quero.
_ Eu sei, apenas não quero que você fique triste. - Por que eu ficaria? Se ele me der um bolinho, eu vou ficar feliz.
_ Vocês esqueceram que ele ainda está na escola, não tem como ele ter muito dinheiro. - Um dia ele teria, mas eu não estou me casando com sua herança.
_ Aqui está. - A senhora me entregou as sacolas e eu a agradeço.
Saio da loja e olho as duas mulheres que apontavam para um café que ficava na esquina da rua.
Nós entramos na cafeteria e fizemos os nossos pedidos.
_ Agora nos conte. - Suspiro fundo e olho para as pessoas da cafeteria.
_ Ele me pediu em casamento no dia que eu saí do hospital, ele me pediu no meu quarto, enquanto estávamos num momento íntimo. - Elas sorriam como duas mentes pecaminosas.
_ Não fui muito longe. - Callysa me imitou. _ Imagina se fosse, já teríamos pequenas Leesas e pequenos Tons correndo pela casa de sua mãe.
_ Eu quero pelo menos três netinhos. - Ela riu.
_ Vocês duas, só me fazem passar vergonha. - Elas gargalharam.
O dia foi assim, com risos e piadas de m*l gosto. Mas eu adorei passar o tempo com elas, já que meu tempo estava se esgotando.