Capítulo cinco

2597 Palavras
14 de junho de 1943: Estava cansada, mas eu tinha que colocar alguma coisa na barriga ou eu morreria de fome. Saio do salão carregando o meu manuscrito nos braços e vou em direção do Grande Salão para almoçar. _ Senhorita Granger. - Olho para trás e vejo um corvino, deveria ser do quinto ano. _ Sim? _ M-minha monitora disse que você dá aula de reforço para os alunos que estão precisando. - Balanço a cabeça concordando. _ A senhorita tem uma vaga sobrando? - Sorri para ele e andei até ele. _ Qualquer aluno que estiver precisando de aula de reforço eu ajudarei com o maior prazer, até que eu saia da escola. - Ele sorriu para mim. _ Obrigado, senhorita Granger, que horas eu... _ Eu envio uma carta avisando quando o senhor poderá nos agraciar com sua presença. Até lá, estude um pouco sozinho, eu tenho que ir. - Ele mais uma vez agradeceu e eu me esbarro em Tom. _ Me perdoe, eu não o vi. _ Aula de reforço? - Olho para ele e seus olhos eram muito bonitos, eram de um castanho quase verde. _ Eu dou aula desde 1940 e isso é seu. - Entrego os três pergaminhos. _ Eu li tudo e escrevi um resumo, se o senhor tiver alguma dúvida apenas me fale. - Sorri para ele e ele olhou para os meus lábios e eu os mordi. _ Não morda os lábios, isso poderá machucá-los. - Disse colocando seu dedão nos meus lábios. _ Eles são macios. - Sussurrou e parecia que o meu coração era um tambor. _ Irei almoçar, boa sorte com as suas aulas. - Ele retira o dedo dos meus lábios. _ Igualmente. - Saiu da minha frente e eu andei sem pressa alguma para o Grande Salão, mas o meu coração continuava batendo forte no meu peito. Eu não poderia dizer que ele não tinha educação ou muito charme, o garoto chegava até brilhar de tão perfeito que ele era, que pena que era apenas uma fachada. Entro no salão e vou em direção da mesa das serpentes e Callysa que era uma Lufana, correu até mim. Ela era baixinha, mas eu a amava. _ Querida Leesa. - Se sentou ao meu lado. _ Onde esteve? E que olheiras são essas? Passou a noite estudando de novo? Já lhe disse que não é saudável. _ Estava pesquisando algo de extrema urgência, e eu estava no meu quarto e acabei me atrasando, mas eu pegarei emprestado os seus pergaminhos já que nossas aulas de manhã são as mesmas. - Ela estava no sétimo ano. _ Ok, apenas fiquei preocupada, até os nossos professores ficaram preocupados. - Deu de ombros e eu comecei a preparar o meu prato para almoçar. _ Ah! O diretor está te chamando, mas coma primeiro e devagar. - Minha mãe gostava muito dela, ela dizia que ela era a minha segunda mãe. _ Ok. - Digo partindo o bife e o comendo, estava delicioso. _ Eu tenho mais um aluno para reforço, ele é da Corvinal, depois quando estiver desocupada, vá até à Berlinda e a pergunte sobre esse aluno. _ Sim, senhora. - Eu a olhei e vi seu deboche estampado no seu rosto. _ Professora? - Riu e eu ri junto. _ Não sou professora. _ Mas tem jeito para isso, até Canélio que é um dos piores alunos da Grifinória começou a ir bem nas provas por sua causa, os professores estão muito orgulhosos de você e com medo também. _ Medo? Por que medo? - Tomo um pouco de suco. _ Talvez o diretor ponha você no lugar de algum professor. - Mexeu nas unhas. _ Mas isso não seria muito anti ético? Não aceitarei se... _ Sabia! Se o diretor lhe disser que tem uma vaga, você aceitaria na hora. - Se ela soubesse que vou fazer isso para cuidar de um aluno, ela ficaria com raiva? Foi o único meio que eu consegui de ficar próxima dele. Eu não queria repetir. _ Não fale asneiras, eu vou pensar. - Ela apenas balançou a cabeça e sorriu. Eu continuava comendo calmamente e o sinal tocou quando eu já limpava a minha boca. _ Irá para aula? - n**o com a cabeça. _ Vou ao diretor e você, minha querida e amada amiga, vê para mim o aluno da Corvinal. _ Sim. - Se levantou pegando os seus livros do chão. _ Boa sorte. _ Sempre tenho. - Falo me levantando e saindo do salão. Vejo alguns dos meus alunos e os cumprimento, era bom ser reconhecida por algo. Chego perto do gabinete do diretor e sussurro para a estátua. Ela se vira e a escada aparece, subo os degraus e abro a porta do gabinete do diretor. _ Senhorita Granger! - Exclamou o diretor sorrindo. _ Vejo que a senhorita Silty lhe disse que eu queria conversar com a senhorita. Fecho a porta e os ex-diretores que estavam nos quadros me cumprimentaram, eu retribuo o cumprimento e vou até o diretor que estava sentado atrás da mesa de carvalho. _ Callysa veio correndo para me contar que o senhor me chamava, me perdoe a hora tardia, é que eu estava pesquisando algo de suma importância. - Digo me sentando na cadeira. _ Não ligue para isso, pelo menos a senhorita veio. Mandei lhe chamar por causa de uma proposta que eu acho que a senhorita não irá recusar. _ E que proposta a tentadora é essa? - Sorrio pegando uma bala de caramelo no pote que estava disposto na mesa. _ A senhora Selwin quer aposentar nesse ano e você está saindo da escola nesse ano, eu acho que você poderia ficar no lugar dela. Os alunos que a senhorita dá reforço, me falaram coisas que me agradaram profundamente. - Sorriu alisando a barba branca. _ Bom, como o senhor tem a certeza de que a professora irá se aposentar, eu não posso lhe deixar na mão, eu aceito o cargo de professora de DCAT. _ Maravilha. - Bateu as mãos e os quadros seguiram o gesto. _ Eu sabia que a senhorita iria aceitar, sinto a verdade na senhorita, será uma ótima professora. _ Se continuar me elogiando assim, eu ficarei envergonhada. - Sorrio e sinto as minhas bochechas quentes. _ Não se acanhe, receberá muito mais elogios a partir de agora. _ Assim eu espero. - Coloco uma mecha de cabelo atrás da orelha. _ Não se preocupe, os alunos das outras casas lhe amam. - Menos a minha. _ Como eu sabia que a senhorita iria aceitar o meu convite, eu tive a liberdade de pegar seus materiais, é só você os estudar e criar um cronograma. - Pegou uma pasta verde e a colocou em cima da mesa. _ Ah, obrigada. - Agradeço pegando a pasta. _ Se era só isso, eu tenho que estudar para a prova final. _ A senhorita e o senhor Riddle são iguais, dois que amam estudar e nos dá orgulho. _ Espero que futuramente eu lhe traga mais orgulho. _ Sempre me trará. - Sorrio me levantando. Dou adeus os quadros e saio do gabinete do diretor. Desço a escada calmamente e vejo uma pessoa me esperando. _ Senhor Riddle. - Aceno para ele e ele me olha de cima a baixo, me medindo com os olhos. _ Algo de errado comigo? _ Não, apenas queria lhe agradecer pelo seu trabalho impecável. - Sorriu e era um sorriso seco e dissimulado. _ Agradeço o elogio, era só isso? _ Não. - Engoliu em seco e vejo seu pomo-de-adão subir e descer. _ Eu queria perguntar se hoje a senhorita está disponível para me ajudar a entender melhor os seus manuscritos. - Estava mentindo. _ Eu tenho que ver a minha agenda, talvez hoje eu dê aula para os meus alunos. Terei que ver com a minha amiga, o horário e eu lhe mandarei uma coruja ou alguém para informar o senhor. _ Perfeito. - Disse indo embora. _ Não sou uma menina apaixonada por ti, é por isso que seu charme não funciona comigo. - Digo baixinho. Saio dali e vou andando para a sala de transfiguração, meus livros devem ter chegado na sala há bastante tempo e a pena que enfeiticei deve estar escrevendo o que o professor ensinava. Paro na porta da sala e bato na porta e ela foi aberta pelo professor Dumbledore. _ Senhorita Granger. - Sorriu o professor. _ Pode entrar e sua pena é magnífica. _ Obrigada. - Entro na sala sendo observada por todos e eu me sento na última mesa, onde ninguém iria jogar bolinhas de papel em mim ou algo do tipo. _ Poderia me informar onde a senhorita estava? - Seus braços estavam cruzados. _ Eu estava no gabinete do diretor, ele me entregou os meus materiais para lecionar. - Todos me olhavam de esguelha e eu apenas sorri. _ Lecionar? Então a senhorita aceitou o cargo de professora. - Assinto. _ Que bom, fico feliz. - Ele começa a dar aula novamente e eu apenas prestava atenção, já que eu não precisaria de escrever. A aula não foi entediante, foi bem detalhada e as ideias que eu tinha sobre a transfiguração ficaram mais claras. A aula terminou depois de alguns minutos, mas antes que eu fosse embora, o professor me chamou. _ Sim, professor? - Os meus materiais estavam suspensos no ar atrás de mim. _ Eu sei que a senhorita já aceitou o cargo de professora e eu sei que a senhorita me disse ontem que pensaria na minha proposta. - Concordo com a cabeça. _ Mas essa é uma chance única e eu queria que a senhorita também aceitasse trabalhar em um cargo no ministério. - Sentou-se na mesa e eu me sentei em uma das carteiras. _ Que seria? _ É no departamento de educação mágica. - Eu estaria no castelo e dentro do ministério, isso poderia ajudar o Tom e me ajudar, caso eu fosse acusada de algo. _ Poderia pensar? _ Claro, não tenha pressa. _ Mas lhe darei a resposta rapidamente, eu preciso de tempo para organizar as minhas obrigações. _ Eu entendo perfeitamente. - Sorriu e me levanto. _ Até no jantar. _ Até. Saio da sala e caminho calmamente para a aula de poções, mas antes, eu encontro Tom mais uma vez, antigamente eu não o encontrava ou eu encontrava e não o via. _ Senhor Riddle. - Falo educadamente. _ Senhorita Granger. - Me olhou e os garotos que estavam ao seu lado riram. _ Será que quem vai ganhar o coração da rainha de gelo será o Tom? - Falou Avery. _ Não faça isso comigo, meu jovem, eu tenho uma aposta para ganhar. - Abraxas se fez de coitado. _ Se a rainha de gelo se apaixonasse por mim, eu ganharia cem galeões. _ Continuará sem. - Tom disse sucinto. _ A garota é um poço de frieza e ela não vai com a cara de ninguém, nem com a minha. _ Não pode ser! Uma menina não cai nos encantos de Tom Riddle? Irá chover. - Riu Cygnus. Eu apenas bloqueei suas vozes de minha cabeça e andei calmamente para o meu destino. Sala de poções. Desço os degraus e ando mais um pouco, até que eu cheguei na sala de poções e entrei. Meus materiais foram depositados na mesa e eu começo a ler os meus materiais como professora. Bicho-papão era uma aula interessante, as imperdoáveis também eram, até mesmo o patrono. _ Temos uma professora entre nós. - Riu Slughorn. _ Parabéns Leesa. _ Obrigada professor. _ Não seja assim, seremos amigos de trabalho daqui a alguns meses. _ Se Merlim quiser. _ Ele quer. - Sorriu olhando para os outros. _ Não sabiam? Leesa será a nova professora de DCAT, o diretor está pulando de alegria. - Riu e eu ri junto, imaginar o senhor Dippet pulando é uma cena engraçada. Callysa se sentou ao meu lado e sorria para todos, alguns Lufanos vieram até mim e parabenizavam. _ Serei a sua secretária, cem galeões por semana e não aceito menos. _ Quando era a minha amiga, eu pagava cinquenta. - Ela riu. _ Lhe darei duzentos por dia. - Ela estava com os olhos esbugalhados. _ Eu economizei um pouco e dá para te pagar essa quantia por uns cem anos? _ Boba, não me faça ter um ataque cardíaco. - A menina era mestiça. _ Sou muito linda e nova para morrer. _ Isso é verdade. _ Iremos fazer Amortentia e não roubem os frascos para dar para as suas paqueras. - Disse o professor. Levante-me e começo a procurar os ingredientes. Comecei a cantarolar uma música qualquer que vinha na cabeça e volto para o meu assento, Amortentia me lembrava dele, ele foi feito, não feito, como eu descreveria uma concepção sem amor e sim, por Amortentia? Dou de ombros e Callysa me olhou sem entender. Continuo fazendo a poção e alguns vinham até a minha mesa para que eu fosse ajudá-los, o professor não se importava e eu não ligava para essas interrupções. _ Como todos sabem, a senhorita Granger mais uma vez fez a poção perfeita. - Todos os Lufanos aplaudiram. _ Por favor, senhorita, cheire e nos diga o que sente. Cheiro a poção e nenhum cheiro vinha e eu percebi que o apelido que eu recebi retratava bastante o meu coração. _ Me perdoe professor, mas eu não sinto nada. - Escuto alguns cochichos e eu apenas engulo o meu orgulho. _ Não tem problema, eu cheiro. - Veio até a minha poção e cheirou ela. _ Sim, está perfeita. Tem o cheiro da minha esposa. - Sorriu. Sinto alguém me cutucar e vejo que era Cally. _ Eu procurei Berlinda e ela me disse que o aluno Christopher está no quarto ano e sua pior nota é em adivinhação e a melhor é poções. Já marquei sua aula para amanhã e você terá dois dias para preparar os exercícios complementares para os alunos. Toda segunda eu dava exercícios para os alunos para saber se minhas aulas estavam dando resultados. _ Obrigada. - Eu tinha dezesseis, minto, dezessete alunos contando com Christopher. _ De nada, eu ouvi algumas pessoas falando que Canélio gosta de você. - A olho de esguelha. _ Eu também escutei, mas eu espero que esse garoto goste de mim como amiga ou professora, não como. - Olho para os lados e digo: _ Amante. _ Sinto pena de você, minha amiga, cada doido que aparece que eu fico até com medo deles tentarem te matar. _ Mato eles primeiro. _ Isso eu não duvido, você na minha opinião é uma ótima duelista. _ Nunca duelei. _ Mas tem uma postura ótima. - Riu. A aula acabou e eu vou para o corujal, eu deveria escrever um bilhete para o Tom, ou entregar o bilhete para um aluno. Eu penso tudo que poderia ocorrer por entregar o bilhete a um aluno e não foram pensamentos bons. Subo a escada do corujal e olho para as corujas que estavam ali e uma n***a que parecia azulada me chama a atenção. _ Como vai Serafin? Eu espero que esteja bem. - Digo o alisando. _ Vou escrever um bilhete e espero que entregue para Tom Riddle, ok? Ele piou e eu pego um pergaminho e minha pena nas minhas coisas que estavam sendo levitadas. Escrevo rapidamente e entrego para a minha coruja e ele se foi voando pelo céu.
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