capítulo seis

2277 Palavras
14 de junho de 1943: Estava sentada no meu salão, tomando uma xícara de chá e eu olhava para o Tom, esperando que ele falasse as dúvidas que ele tinha sobre o meu manuscrito. _ Eu entendi que para fazer uma Horcrux mais forte, eu precisaria de um vínculo com uma pessoa, um sentimento que se chama amor. - Concordo. _ Mas se eu não quiser esse tipo de sentimento, o que eu deveria fazer? _ Fazer uma Horcrux normal, mate e você terá uma alma partida, mate três pessoas e você terá três partes de sua alma. _ Quanto mais eu matar, eu posso fazer mais Horcrux? _ Você só pode fazer seis Horcrux, se ultrapassar, você poderá perder a capacidade de racionar e outras coisas. _ Entendo. - Ficou pensando. _ Você me ajudará? _ Não quero me meter nessas coisas, eu prefiro continuar sendo a pessoa que pesquisa coisas estranhas e lhe entrega para o senhor fazer. - Ele balançou a cabeça entendendo. _ Se a guerra existir... _ Eu não gosto de política e eu também não entendo ela muito bem, eu agradeceria se eu pudesse ficar fora dela. _ Então o que você quer? _ Eu quero te ajudar, mas sem me meter muito, eu sou uma peça valiosa no tabuleiro de xadrez. Como alguns de seus amigos me chamam, eu sou a rainha, mas de gelo. _ Você é interessante. - Sorriu de lado e eu digo: _ Também está apostando para ver se conseguirá o meu coração? Sinto em lhe informar, mas ele realmente é de gelo. _ Não quero estar em nenhum compromisso, eu prefiro fazer a minha guerra e conquistar algumas coisas. - Disse monótono. _ E eu prefiro ter uma vida de paz e tranquilidade. - Sorri educadamente. _ Mais alguma coisa? _ Você é educada demais para ser de verdade, por que esconde seu caráter? E como conseguiu guardar por tanto tempo? _ Não sei o que o senhor está dizendo, eu sou assim, se fosse de mentira eu já teria feito algo que me prejudicaria há muito tempo. _ Eu ainda vou descobrir todos os seus segredos. _ Isso é uma ameaça? _ Não, é só um aviso. - Se levantou e eu me levantei deixando a xícara no pires que estava na mesinha de centro. _ Não gosto de ser ameaçada, se continuar me ameaçando, o senhor não gostará do que eu sou capaz de fazer. - Digo impetuosa. Ele me olhou, veio até mim e sorriu. Deslizou devagar o dedo na minha bochecha e colocou uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha. _ É assim que o senhor flerta? Precisa praticar mais. - Bato na sua mão e ele me olhou com raiva. _ Então, como você flertaria? - Sorriu presunçoso. O olhei de cima a baixo e chutei a sua canela, Tom se ajoelhou no chão e eu coloco um dos meus pés em sua coxa, pegando em sua gravata para aproximar o seu rosto do meu. Sorrio de lado e beijo o canto de sua boca. _ Assim. - Dou batidinhas no seu rosto, retiro meu pé de sua coxa e dou alguns passos para trás. _ Era isso que o senhor queria? Se for, a porta é por ali. _ A senhorita é... - O interrompo. _ Linda? Maravilhosa? Sim, eu sei, me falo isso todos os dias. - Sorri mostrando a porta. _ Eu fiquei sabendo que a senhorita vai dar aula de DCAT, isso é verdade? - Perguntou se sentando novamente no sofá, vou até o sofá que ficava de frente e me sentei nele. _ Sim, é verdade. Serei sua professora nesses dois anos que o senhor ficará na escola, satisfeito? _ Por quê? - Franzi a minha testa e lhe perguntei: _ O que quer dizer com isso? _ Por que quer ser professora? Você não tinha uma vaga no ministério? _ Quem lhe contou? Eu não comentei isso para ninguém. _ Tenho os meus informantes e isso não vem ao caso, me diga o porquê? Suspirei fundo ou eu matava aquele garoto. _ Porque eu prefiro Hogwarts do que ministério, essa escola é a minha segunda casa, mesmo... - Ele acenou a cabeça entendendo o motivo. _ Era só isso? Ou o senhor tem mais... _ Você é professora de reforço, por que eu nunca soube disso? _ Talvez essa informação seja muito banal para os seus capangas e eles não te avisaram. - Contava até mil para não estrangular o garoto. _ Você me odeia. _ Nesse exato momento, sim, eu estou sem dormir e minha cabeça está explodindo e eu só preciso tomar um banho e bem quente. - O olhei implorando com palavras mudas para ele ir embora. E ele se levanta e sai do salão e eu respiro aliviada, me levanto do sofá e subo os degraus da escada, começando a tirar o meu uniforme. Pelos degraus teria uma blusa, gravata e até mesmo os meus sapatos, e quando eu entrei na sala precisa eu só estava de roupas íntimas. Abro a porta do meu quarto que eu redecorei e abro a segunda porta que tinha na esquerda, que era o banheiro. Tiro minha calcinha e sutiã, os colocando no cesto de roupa suja e ligo o chuveiro, sentindo a água quente abraçar meu o corpo cansado. A água quente me ajudava aliviar o meu cansaço e meus olhos piscavam com dificuldade, o sono batia na porta e eu impedia de entrar com muito esforço. Fecho o tampão da banheira e me sento nela, sentindo a água bater no meu corpo. Fechei os meus olhos e sinto o meu corpo pesado relaxar, minha respiração ficou leve e eu durmo ali. ───※ ·❆· ※─── Acordo vendo a água quase transbordar da banheira e o chuveiro ainda estava ligado. Eu não dormi tanto tempo e isso era bom, meus dedos estavam enrugados e eu comecei a me lavar. Fecho o chuveiro depois de me lavar e mais uma vez relaxo na banheira, sentindo a água na minha pele. Se fosse naquele tempo, Rowena entraria correndo no quarto de Salazar e iria se sentar no chão me vendo relaxar na banheira do homem. Eu prefiro mil vezes o quarto de Salazar, mas eu não queria me deitar na sua cama ou mexer em suas coisas. Um dos motivos que eu não entrava muito nos quartos dos outros. Mas o principal motivo era o quadro. O quadro que tinha nos quatro quartos e todos eles tinham uma parte minha borrada. No quadro de Salazar tinha o meu rosto borrado, no de Godric meu b***o, na de Rowena meus olhos e de Helga o meu corpo todo. Eu não queria lembrar daquele tempo em que eu era feliz, claro que nesse tempo eu também sou, mas lá era tão mais fácil. Me levanto da banheira e retiro o tampão da banheira e vejo a água se ir lentamente em um redemoinho. Saio da banheira e percebo que eu não trouxe uma toalha, dou de ombros e saio do banheiro sentindo um pouco de frio. Vou até à cadeira que tinha no quarto e pego a toalha, me enrolando nela. Vou até o guarda-roupa e retiro dele uma camisola de frio. Começo a me secar e coloco a camisola, vejo às horas e eu realmente não dormi muito. Faço um feitiço para secar meus cabelos e coloco a toalha aberta no encosto da cadeira. Vou até o banheiro e começo a escovar os meus dentes. Quando terminei, eu pulei na cama e me cobri para dormir quentinha. ───※ ·❆· ※─── Pisquei os meus olhos e eles estavam pesados, olhei para cima e vejo que era cinco da manhã. Bufo por conta disso e me sento na cama olhando para o nada, me levanto da cama e pego o meu uniforme limpo, o outro estava por aí. Coloco peça por peça e no final eu continuava com sono, vou ao banheiro para escovar os dentes e jogar uma água no rosto. Penteio os meus cabelos e no final só faltava a meia e o sapato. Eu só queria dormir e só acordar amanhã, mas eu sabia que era impossível. Coloco o meu calçado, e saio do quarto. _ Bom dia. - Digo para Melissa que me olhava. _ Bom dia, dormiu bem? - Flutuou até a mim. _ Sim. - Bocejo abrindo a porta. Desço a escada e começo a pegar o meu uniforme do chão, no final, eu o coloquei no sofá e vejo que os meus materiais estavam ali. _ Mas eu estou morrendo de preguiça. - Me deito no sofá. _ Você está fazendo muita coisa. - Disse vindo até a mim. _ Faltam poucos dias para você se tornar professora. _ Faltam alguns meses, eu só irei virar professora em setembro. Ela apenas concordou e eu comecei a pensar na proposta do professor Dumbledore, eu teria que organizar o meu horário se eu quisesse fazer parte do ministério e de Hogwarts. Mas era isso que eu queria ou eu estava apenas fazendo isso por causa do Tom? Era esse o meu problema, eu sempre coloco essa missão suicida na frente dos meus sonhos e desejos. Se não fosse por ela... Fecho os meus olhos e começo a pensar nas coisas que eu deveria fazer hoje, deveria dar aula de noite. _ O que faz aqui, senhor Riddle? - Abri os meus olhos e me sento no sofá. Ele mais uma vez estava impecável e atrás dele tinha seus capangas, eu não permiti que ele entrasse e eu nem mesmo lhe contei a senha, como ele entrou? Olho para Melissa e ela sorriu tímida. _ Uau, esse salão é magnífico. - Avery comentou se sentando no sofá com os seus amigos. _ Eu estou aqui para que você revele algumas coisas para os meus amigos. - Ele só poderia estar brincando comigo, virei bola de cristal agora? _ Me perdoe, mas não poderei contar, se eu contar, talvez, os acontecimentos que eu lhe contei não aconteça. - Todos pararam de olhar o salão e me encaravam. _ Entenderam? - Concordaram. _ Como encontrou esse salão? - Malfoy perguntou. _ Eu não o encontrei, eu o criei. - Sorri para eles. _ Alguém já lhe disse que seu sorriso é muito bonito? - Orion perguntou e Tom o olhou. _ Não, mas muito obrigada pelo elogio. - Ele sorriu e vi suas bochechas ficarem rubras. Antes que alguém falasse alguma coisa, Callysa entrou e se jogou no sofá. A olhei e a perguntei: _ O que houve? - Conjuro um copo d'água para que ela bebesse. _ O diretor acabou de dar um comunicado dizendo que as aulas de hoje estavam suspensas. - Franzi a minha testa e a vejo tomando água. _ É para os alunos estudarem para as provas finais e como isso aconteceu, vários alunos vieram atrás de mim para perguntar se sua aula poderia ser agora. _ Agora? - Por Merlim, eu teria que fazer tanta coisa. _ Sim, agora. - Bufo contragosto e me levanto. _ Me perdoem, mas terei que ir, vocês podem... _ Iremos ver como você leciona. - Tom disse se levantando e os outros concordaram e eu apenas aceno com cabeça. _ Já que a senhorita vai ser a nossa professora. - Malfoy disse sorrindo. _ Se é assim, por favor, subam a escada. - Mostro para eles a escadaria. Eles subiram e eu apenas olho para a Cally que sorria boba. _ O que foi? - Pergunto. _ Eu acho que o Riddle gosta de você, ele não parava de olhar para você. - Ela deve ter lido muito romance. _ Não diga asneiras, se continuar eu vou te proibir de ler romances. - Ela ficou chocada. _ Não fique assim, não sou uma pessoa má. _ Imagina se fosse, seria a Lady das Trevas mais temida pelo mundo. - Eu ri. _ Não ria, eu estou falando sério. Você se faz de boa moça, mas qualquer hora vai dar o bote. - Ela tinha razão. _ Os alunos já devem ter chegado. - Andou até a escada e eu a acompanhei. _ Pensei que você iria chamá-los ainda. - Subi os degraus. _ Que nada, eles já sabiam que você iria aceitar. - Isso que dava ser boazinha. Entramos no salão e a mesa que flutuava já estava no chão com os meus alunos sentados em volta dela. _ Bom dia. - Digo os olhando, Tom e seus amigos também já estavam sentados. Meus alunos eram do terceiro para cima, já que os do primeiro e segundo ano ficaram com Callysa. Mas seria o último ano de Callysa e por conta disso ela já procurava outra pessoa para ensinar. _ Bom dia, Leesa. - Falaram em uníssono. Sentei-me na cadeira que ficava na cabeceira da mesa e Callysa se sentou ao lado esquerdo. _ Quais são suas dúvidas de hoje? - Eles se olharam e começaram a cochichar. _ A grande maioria está aprendendo as imperdoáveis. - Laguna disse e ela era da Grifinória. _ Todos? - Acenaram com a cabeça e eu olhei para Cally. _ Eles não estão mentindo, eles realmente estão aprendendo as imperdoáveis. - Cally me mostrou as matérias que eles estavam aprendendo e as imperdoáveis estavam riscadas. _ Ok. - Peguei a minha varinha, conjurando vários ratos. A aula foi interessante e os alunos aprenderam bastante, até mesmo os amigos de Tom prestaram atenção. A aula demorou umas duas horas e foi bem produtiva, mas nada de anormal aconteceu.
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