8. Thayna

969 Palavras
Não deu nem tempo de aproveitar o peso dele nas minhas costas direito. O sangue ainda tava quente, o corpo ainda tremia, e quando ele tentou se mexer, eu senti ele endurecendo de novo. — Já? — perguntei, rindo baixo. — Tu me tira do sério, Thayna. — ele roçou de leve, só pra mostrar que não era brincadeira. — Agora é sua vez de trabalhar. Ele rolou na cama, me puxando por cima dele. Eu fiquei ali, montada naquele corpo enorme, sentindo ele ainda dentro de mim, meio mole, meio duro, cheio de potencial. — Sabe cavalgar? — ele perguntou, com aquele sorriso safado. — Não sei… vamos ver. Apoiei as mãos no peito dele e comecei a me mexer. Devagar no começo, subindo e descendo com calma, sentindo cada milímetro dele me preenchendo de novo. O rosto do Urso se contorceu num misto de prazer e agonia. — Tá boa nisso, hein, pretinha... — Ainda nem comecei. Acelerei o ritmo. Meus quadris desciam com mais força, minha cabeça jogada pra trás, o cabelo todo bagunçado caindo pelas costas. Eu me senti poderosa. Eu me senti dona daquela p***a toda. Ele tentou segurar minha cintura, mas eu tirei as mãos dele. — Nada disso. Deixa eu fazer do meu jeito. — Tá mandando agora, é? — ele riu, mas obedeceu. Eu cavalguei como se não houvesse amanhã. Cada descida era um gemido que eu nem tentava esconder. Cada subida era um olhar nos olhos dele, provocando, desafiando. A cama rangeu mais forte, a cabeceira bateu na parede, e eu senti ele ficando duro de novo, completamente duro, do jeito que só ele sabia ficar. — Vou gozar de novo... — ele avisou, a voz falhando. — Não ousa. — ordenei, parando de repente. — Ainda não. Ele gemeu frustrado, e eu ri, descansando por um segundo. — Trocamos. Quatro apoios. Agora. — Tu tá abusada, hein... — Tu reclamou? Ele não reclamou. Saí de cima dele e me virei de quatro no colchão, apoiada nos cotovelos, a b***a empinada, a cabeça baixa. Eu sabia que visão era aquela. Eu sabia o que fazia com ele. — p**a merda, Thayna... — ele sussurrou atrás de mim. Senti as mãos enormes dele agarrarem minha cintura de novo. Senti a cabeça do p*u dele encostar onde eu já tava quente e melada. Ele não precisou empurrar com força, eu mesma me ofereci, recuando os quadris contra ele. — Isso... — ele grunhiu, começando a meter. Rápido. Fundo. Sem dó. Uma mão dele subiu meu cabelo e prendeu, puxando minha cabeça pra trás. — Assim, Urso... assim... — Tu vai gozar comigo dessa vez, ouviu? — ele ordenou, a voz grossa de t***o. — Ao mesmo tempo. — Já tó perto... — gemi, sentindo o orgasmo subir rápido, forte, incontrolável. Ele acelerou ainda mais. Eu gritei. Ele gemeu. E quando eu comecei a me contrair toda em volta dele, ele se enterrou até o fundo e gozou junto, quente, dentro, sem tirar. Ficamos assim uns segundos, os dois ofegantes, ele curvado sobre mim, a testa apoiada nas minhas costas. — Caralho... — ele murmurou primeiro. — É... c*****o. — concordei, sem forças nem pra me mexer. O cheiro de suor e sexo tomou conta do quarto. A pele da gente tava colada, quente, melada. Eu sentia cada gota descendo pelas minhas costas, pelos meus s***s, pela minha testa. — Banho. — eu disse, empurrando ele de leve. — Tô derretendo aqui. — Banho frio. Na cadeia é assim. Água quente é pra quem pode. — E você não pode? — Agora, com você aqui, eu posso tudo. Mas banho frio vicia. Vem. Ele me puxou da cama, me levou meio cambaleando até o banheiro. A água gelada bateu na minha pele e eu soltei um gritinho agudo, tentando fugir, mas ele me prendeu contra a parede, rindo. — Fica quieta. Faz bem. — Tá louco? Isso tá um gelo! — Te esquentou de novo, não foi? — ele passou a mão molhada entre minhas pernas, dando um tapinha de leve. — Olha só... já tá respondendo. — Seu sem vergonha... Mas eu não reclamei quando ele me virou contra a parede fria do box, ou quando a mão dele desceu de novo, ou quando a boca dele encontrou a minha debaixo da água gelada. A gente tava se pegando de novo, mais devagar, mais gostoso, quando uma batida seca na porta do cubículo fez a gente congelar. — Visita acabou, p***a! — a voz ecoou do lado de fora. O Urso soltou um xingamento baixo, encostando a testa na minha. — Cinco minutos. — ele respondeu alto. Ele se afastou de mim, já com o p*u duro de novo, os olhos incendidos. Me olhou como se quisesse me comer ali mesmo, fodendo-se a p***a do horário. — Thayna... — Eu sei. — cortei, enrolando a toalha no corpo. — Acabou. — Não acabou. — ele segurou meu rosto entre as mãos, sério. — Você vai voltar semana que vem, ouviu? Vai voltar. — Urso, eu não sei se... — Vai. Voltar. — repetiu, com uma força que não aceitava resposta. — E a gente termina essa p***a direito. Sai do banheiro, vesti minhas roupas às pressas, as pernas bambas, o corpo todo marcado. Passei a mão no cabelo molhado, ouvi ele se vestindo atrás de mim. Na porta do cubículo, o agente já tava fazendo careta. — Vou te esperar ein? Pode pegar o dinheiro na saída, e se precisar de qualquer coisa pra tu ou seu moleque da o toque. Olhei pra trás. O Urso estava encostado na parede, os braços cruzados, me olhando como se quisesse me prender ali com a força do olhar. — Até semana que vem, pretinha. Saí andando, o coração pesado e leve ao mesmo tempo.
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