Elle se afastou. Não por raiva. Nem por dúvida. Mas por medo. Era fácil quando tudo era provocação, desejo no olhar e frases roubadas. Difícil era encarar o que aquele sentimento fazia com ela. E Théo... Théo era perigoso demais para o coração que ela passara a vida tentando proteger. Ela começou a evitá-lo com delicadeza: saía alguns minutos mais cedo das aulas, mudava a rota pelos corredores, mergulhava nos livros como se neles pudesse se esconder. Não era rejeição. Era autopreservação. Mas Théo não a impediu. Não questionou, não pressionou. Ele apenas... ficou. Por perto. Em silêncio. Sempre ali. Observando. Encostado em paredes. Cruzando o campus com as mãos nos bolsos. A encarando de longe quando ela não percebia — ou fingia não perceber. Quando seus olhos se encontravam, ele não

