Cap. 15 Surpresa Na Estrada

1053 Palavras
Era de madrugada ainda quando ele me acordou, umas 05 horas da manhã talvez, ele disse que iriamos sair e assim fizemos. Passamos por muitos locais, que pareciam sempre os mesmos, mas estávamos nos aproximando de um que de longe eu sentia um cheiro terrível, nunca senti tal odor. — Garota, cubra o rosto. - ele disse rispidamente. Por que isso agora? O cavalo relinchava alto e o cheiro era demasiado demais para mim, fiz como ele me pediu e cobri até meus olhos, ele estava galopando com cuidado e devagar, será que justamente nesse trajeto ele não poderia ir mais rápido? Mais a frente ele parou, então senti que o cavalo mudou de direção, ergui minha mão para descobrir os olhos, mas ele me deteve. — Não me desobedeça, menina. Teremos que contornar, tem logo a frente uma quantidade significativa de bandidos, continue em silêncio e com o rosto coberto, não sejas curiosa. Do que ele queria me esconder? Andávamos devagar, até que escutei um grito então ele disparou com o cavalo e eu quase não consigo me segurar, ouvi outros cavalos correndo, os bandidos só podiam ter nos visto. Recebi um golpe e caí do cavalo, fiquei tonta, tentei me levantar, mas estava com a perna muito dolorida, foi então que vi o brilho de uma espada passando próximo a um cavalo que corria ao lado dele, então um homem caiu. Eu me distraí com a cena que acabara de presenciar e acabei sendo agarrada por dois homens que corriam pela floresta, o caçador de elfos havia sumido entre as árvores e o mato que tinham logo a frente, senti que aquele era o meu fim, então ele voltou correndo com o cavalo golpeando um dos meus atacantes, o outro sacou uma espada e tentou assustar o nosso cavalo, meu acompanhante desceu e eles começaram a duelar, mas logo ele encontrou uma brecha na defesa do bandido e fincou a espada no lado esquerdo de seu tórax, o homem caiu assim se desvencilhando da espada antes fincada em seu tórax, ele vendo o homem caído foi para cima do mesmo e cravou novamente a espada em um dos lados de seu peito, o homem não havia morrido ainda então eu me arrastei até ele me apoiei em uma pedra e segurei o seu braço, parando o último ataque que ele iria fazer, ele me olhou com os olhos arregalados, parecia que ele vivenciava a guerra novamente, então me empurrou para trás, olhou para o homem e disse: — Mereces a morte!! — e enfiou uma adaga que trazia na cintura, no coração do homem, eu olhei para o lado, para não ver aquilo, deixei algumas lágrimas caírem — Como podes chorar por um bastardo destes? Eu não o respondi, nunca vi algo tão brutal e de tamanha violência diante dos meus olhos, estava chocada com aquela situação, tinha sangue do homem nos braços do meu sobretudo. — Estou falando contigo garota! — ele gritou, pegando no meu pulso e me virando para ele, eu voltei a mim — Tu não vês o que ele fez? Se eu não o tivesse matado, tu poderias estar igual a essas mulheres da estrada agora! É isso que queres? Para ti ou para outra? Eu livrei o mundo de uma escória como ele! Agora vamos logo o restante do bando sentirá a falta desses imundos! — ele assobiou para o cavalo, que galopou até a nossa direção — Suba no cavalo! Eu tentei mas não conseguia mexer minha perna direito, foi só então que ele viu meu ferimento no rosto e na perna. — Foste acertada por uma maçã (*tipo de um bastão com uma ponta arredondada usada para derrubar oponentes do cavalo ou para bater em oponentes que estão a pé), por isso caísse do cavalo, eu te ajudo. Quando ele me pegou, senti o cheiro de ferro nele, que vendo agora era o cheiro de sangue, ele me colocou de lado no cavalo, subiu e depois nos embrenhamos mais floresta adentro e assim ficamos fazendo por mais algumas horas, o céu ainda estava muito escuro, mas ele tinha olhos muito bons para a noite, era como se ele enxergasse tudo claramente mesmo na escuridão. Eu estava incomodada com toda aquela situação, ele mata pessoas sem nem às questionar, era um assassino, eu não o segurava mais, apenas ficava tentando manter o controle sobre meu nervosismo crescente, estava estalando os dedos, por vezes os apertando, foi então que ele percebeu minha agitação. — Tens alguma coisa para me dizer? – como ousava. Eu fiquei quieta vendo que ele ainda estava com raiva, e podia ser agressivo dada a violência de agora a pouco. A uma distância considerável, enxerguei uma luz e temendo ser novos ladrões me encolhi em suas costas, então ele deu um alto assobio, e a luz foi se aproximando, era um homem nem tão alto, nem tão baixo, usava um uniforme em cores quase pretas, ele trazia consigo um lampião, ao nos aproximar, vi a entrada do que parecia uma gruta, mas eram apenas paredes de rocha com o teto aberto, cheio de barracas, devia ser o acampamento deles, logo o homem se aproximou mais para nos recepcionar. — Bem vindo ao acampamento senhor. - disse o homem que se aproximou. — Alguma atualização? - Ele falou de forma bastante séria. — Não senhor, tudo ficou calmo na sua ausência. — O que o senhor está fazendo aqui? Estávamos lhe esperando só mês que vem! – escutei uma voz feminina vindo ao longe — Pelos deuses, quem é esta pobre coitada? Agora andas roubando jovens pelo caminho?! - esse jovem despertou em mim ciúmes de certa forma, ela falava com ele de forma íntima como uma amiga de longa data. — Lidia! Estás cada vez mais insubordina! O que andou fazendo? – perguntou ele descendo do cavalo assim que chegamos na entrada da caverna —Esta é minha noiva, não a roubei! — eu olhei para o lado, e me perguntei com raiva por dentro os motivos dele se explicar para ela. — Hum não é o que a cara dela diz! – Lídia era uma moça que aparentava ser um pouco mais velha do que eu, de cabelos longos ruivos escuros e parecia ser a líder do acampamento que estávamos.
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