Cap. 13 A Primeira Vez

1610 Palavras
Quando acordei, sentia um peso sobre meus braços, ele havia me abraçado, eu não queria me mexer muito para que ele não acordasse, mas aquela raposa parecia sentir cada movimento meu e quando tentei me livrar do abraço, ele simplesmente segurou meu pulso, eu tentei me debater um pouco mais foi inútil. — Ora, já não há motivos para tu se debater, já sabe o que eu quero é dessa vez conseguirei. Ele tirou seu braço debaixo do meu pescoço, e mas uma vez soltou meus cabelos, com a outra mão continuou segurando meu pulso, ele começou novamente depositar beijos em meu pescoço, a cada beijo que vinha meu corpo se arrepiava, tentei sair, mas não acreditava na minha vontade de ir embora, aquilo era uma sensação nova e tudo para mim era uma mescla de curiosidade, medo do desconhecido, mas ao mesmo tempo eu estava com vontade de explorar esse desconhecido, ele mesmo parecia ter tido sua energia restaurada pelo sono, estava mais animado. — Não vais a lugar algum até eu terminar. - ele sussurrou de forma sensual em meu ouvido, me fazendo tremer. Ele me virou novamente nossos olhos se encontraram, no meu olhar continha a inexperiência, no dele um desejo ardente.. Beijos, beijos insistentes, ele pegou uma das mãos e segurou as minhas duas mãos a cima da minha cabeça, não conseguiria empurra-lo e nem queria, isso era irônico e infeliz ao mesmo tempo, após os anos de desespero de minha família, eu nunca quis admitir mas estar aqui e agora, fora uma das coisas que mais imaginei, estar com ele e entre os seus braços, no entanto era assustador não saber o que fazer e nem como ia ser, os beijos saíram da boca e foram para o pescoço, eu me arrepiada a cada toque, meu corpo fazia pequenos impulsos indo para mais perto do dele, e ele respondia no mesmo instante me apertando de volta. Agora ele afastou um pouco os nossos corpos e pude sentir que uma de suas mãos foram para suas calças, logo percebi que com a ajuda dos pés ele a havia tirado bem rápido, ele soltou as minhas mãos, e pegou apoio com uma de suas mãos na cama, a outra ele levou para a barra da minha camisola, e começou a levantar, o que foi me dando um frio da barriga. — Pare…- sussurrei. — Cala a boca. - ele disse em um sussurro também. — Pare por favor! — Tu não vais fazer isso de novo. Está na hora de tu aprenderes como tratar o teu futuro marido! — Não nos casamos ainda… - disse me encolhendo embaixo dele com medo do tom que ele estava usando, me deixando em conflito, parecia que ele não iria pegar leve agora. — E não precisamos. - Eu fiz um olhar de súplica, não queria ser tocada antes do casamento apesar de estar curiosa sobre como seria. Ele estava focado no casamento, mas ao mesmo tempo ele me parecia frio e distante, ele era uma pessoa terrível, mas aquela sensação estava me obrigando a ir até o final. Eu o olhei em forma de súplica, só não queria me machucar, ele mesmo me olhou de uma forma que não compreendi, depois fez um olhar mais pacífico, acho que entendeu que eu nunca tinha feito isso, entendeu que eu não queria o parar, só queria que ele fosse mais calmo, para eu não me machucar. Enquanto eu dirigia a minha atenção para nossa breve conversa ele havia retirado a minha peça íntima, com uma de suas mãos em minha cintura e a outra em sua própria virilha, ele se aproximou de mim, que estava com a camisola erguida, então algo me encostou e eu automaticamente levei minhas mãos aos seus ombros para tentar empurrá-lo, àquela altura havia percebido o que ele queria fazer e então após ele se arrumar como queria lá em baixo, eu senti uma primeira tentativa de entrar e parei de tentar empurrá-lo para apertar seus ombros, uma segunda tentativa e nessa eu senti um dor horrível. — Está...do...endo... — Eu...sei...logo tu… Irás te acostumar. - disse ele com a respiração ofegante. Ele tentou uma terceira vez, sem ser muito rápido e nem muito devagar, e conseguiu entrar o que me fez dar um grito abafado, meu corpo parece que se enriqueceu, o dele em compensação não parava de tentar entrar mais, ele dizia que meu corpo se acostumaria, mas eu estava tão tensa, que cada vez que ele tentava ir mais fundo doía muito. “Relaxa” ele ia me dizendo, mas como, então ele ficou parado e ergueu minha camisola até meus braços me fazendo assim a tirar, eu peguei minhas mãos agora soltas e tampe meus s***s, apesar de estar tudo escuro no quarto. — Me deixe tocá-los para você. — Dizia ele com a sua voz abafada rouca e mais calma. — Não… - disse com tremor nos lábios. — Isso vai te ajudar, eu vou ficar parado. — Seria melhor se você saísse. —Eu não vou fazer isso, se eu sair dificilmente conseguirei entrar de novo. — Não entre, apenas pare – eu estava realmente assustada. — Estás sendo egoísta, eu não estou querendo ser bruto contigo, aceite o que eu estou te falando e não sentirás tanta dor, será mais natural para o seu corpo. Acho que foi a forma suave com que ele falou, assim como seus beijos que me convenceram, e eu deixei ele me tocar aos poucos, ele começou a massageá-los quando vi ele já estava os beijando, e aos poucos começou a fazer leves movimentos de vai e vem, ainda doía mas os outros estímulos que recebi, me ajudaram como ele havia falado, e eu ao invés de ficar na defensiva com minhas mãos às passei sobre a suas costas o abraçando, e não era só o corpo que começou a reagir, minha voz também reagia junto, nós dois aos pouco nos acostumamos um a presença do outro, e já era possível nos ouvir naquele quarto. Ele começou a ir mais rápido e isso de alguma forma mesmo ainda dolorida me passava uma sensação de prazer, naquela escuridão nossos olhos já acostumados a ela, conseguiram se encontrar e aquela expressão fria sumirá completamente, ele estava dominado pelo prazer, e olhar para as suas expressões, alimentaram minha excitação. Eu não sabia quando ele pararia ou como seria o final disso, mas algo me dizia que estava próximo, então senti um líquido invadindo o meu interior, e o som que saiu da boca dele anunciaram para mim que aquele era o final, então ele soltou todo seu peso sobre meu corpo, após uns instantes ele saiu de dentro de mim e se jogou para o lado, quase adormecido, eu estava suja, então ele se levantou pegou um pano na cômoda. — Se sente em cima desse pano — eu fiz como ele mandou — Fique uns segundos assim, esse líquido continuará saindo por uns instantes, além disso provavelmente estás com um pouco de sangue. Aquilo era vergonhoso, eu não ousava responder, apenas fazia o que ele me mandava. — Se limpe o melhor que der, seria bom se você tomasse um banho, mas ainda nos faltam quase 2 dias de viagem, eu vou pensar sobre isso – ele estava totalmente calmo, digo que estava até um pouco lento — Estás bem? Estás chateada comigo? Tudo bem se não quiseres responder, apenas vá dormir, amanhã estarás melhor, não que vás ficar doente apenas precisas descansar. — Está... bem – respondi com a voz vacilante. — Enrole o pano e jogue em um canto do quarto, agora pegue esse pano limpo e coloque onde estiver molhado na cama. Fiz tudo o que ele me mandou, eu queria morrer de tanta vergonha, depois disso virei para o canto para dormir, ele deitou também me abraçou e dormiu, foi só aí que eu percebi que entreguei a minha i********e para alguém que eu nem sabia o nome, alguém que me sequestrou e matou minha melhor amiga e criada, não sei como estava me sentindo, mas sei que estava com um pouco de desconforto, fiquei acordada e ele já havia apagado, eu estava nos braços dele e por isso não podia me afastar, logo uma sensação estranha me invadiu, me senti usada e suja, me senti de certa forma inútil e pequena também, afinal ele até me tratou bem agora, mas e antes? Como ele se comportaria daqui para frente? Eu cedi a minha curiosidade, e agora pagaria toda vez que ele quisesse me tocar, e como eu iria o recusar se meu corpo respondeu aos toques dele, ele jamais iria acreditar quando eu dissesse que não iria querer ser tocada outra vez. Demorei para dormir, mas acabei pegando no sono. — Acorde, vamos comer alguma coisa. Eu acordei e já estava no comecinho da tarde, o dia era frio, eu me levantei com um pouco de dor de cabeça, estava com fome, já fazia horas que havíamos comido, eu não sei como ele conseguia ficar tanto tempo sem comer, ficávamos sem comer por horas, foi quando percebi que estava de roupa novamente, que vergonha ele deve ter me vestido. Por fim, o que teríamos para comer? Carne seca com pão e poucas frutas, não era bem esse banquete que eu queria mas... — Pode vir para cá, não tem o chão mais limpo do mundo, no entanto é melhor se acostumar. - Ele parecia calmo e relaxado, dormir o fazia bem, mas percebi que ele estava querendo ser mais casual comigo, e eu estava me sentindo estranha sem saber como agir com ele.
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