Capítulo 7 - Bianca

1016 Palavras
Se o Guilherme estranhou eu ter voltado para o apartamento dele, não disse nada. Apenas abriu a porta e parou esperando que eu dissesse alguma coisa. - Resolvi devolver logo o carro e entregar seu presente que ficou na minha bolsa. Ele pegou as chaves do carro. - Depois você me dar o presente. Quero abrir com calma. - Eu... só vi entregar isso e já vou embora. Vou chamar um táxi. Ele fechou a porta atrás de mim. Por ali ainda estavam alguns amigos dele bebendo num canto da sala e o pessoal do buffet arrumava a bagunça. - Fica mais um pouco. Ele parecia um pouco mais sóbrio que algumas horas atrás. - Não ficarei a vontade, só tem pessoas que eu não conheço bem. Ele aproximou a boca do meu ouvido e falou baixinho. - Todos já estão indo embora. Me espera lá no quarto. Senti um calafrio descer pelo meu corpo e o hálito quente dele entorpeceu meu cérebro me impedindo de pensar claramente. Devia dar meio volta e ir embora, ou melhor não devia nem ter vindo, mas uma corrente elétrica parecia me puxar para o perigo. Olhei nos olhos dele e abri a boca para contestar, porém ele, colocou o dedo sobre meus lábios me silenciando. - Por favor, fica. Eu prometo me comportar. Loucura! Insensatez! Isso foi o que que passou pela minha cabeça, mas eu concordei com ele e passei lentamente pela sala em direção ao quarto. Sentei na cama e fiquei alguns minutos pensando o que tinha de diferente em estar ali na casa dele. Eu fazia aquilo o tempo todo. Isso foi antes de vocês se beijarem Bianca. Decidida a não ficar pensando besteira, resolvi tomar um banho. Como sempre só me restava as camisas do Guilherme e foi assim que ele me encontrou alguns minutos depois. Ele abriu a porta devagar e me encontrou sentada na cama de pernas cruzadas respondendo algumas mensagens no celular. - Oi - Olá, todo mundo já foi embora? Ele fechou a porta tirando a camisa. - Sim Por mais que eu já tivesse visto o Guilherme uma centena de vezes sem camisa, a imagem daquele corpo lindo sempre mexia comigo. Ele era musculoso e a barriga lisinha e dividida, mas o que mais me atraia eram as tatuagens que ele tinha espalhadas pelo peito, costas e braços. Quantas vezes já me imaginei traçando aquelas linhas com os dedos. - Ei.... Sacudi a cabeça assustada. - Oi... disse algumas coisa? Ele ria na minha frente. - Você estava me comendo com os olhos. Joguei o travesseiro nele. - Para, estava só distraída! Ele chegou mais perto e tocou meu rosto. Agora parecia mais sério e não estava sorrindo. - Vou tomar um banho e escovar os dentes para tentar tirar esse cheiro de álcool. Engoli em seco e não disse nada. Calma Bianca! Vocês vão conversar, rir um do outro como sempre fizeram e depois dormir. Ele voltou alguns minutos depois vestido apenas com uma calça de moletom. Vestido daquele jeito não tinha como esconder a manifestação do desejo tão claramente evidenciada no corpo dele. Meu estomago revirava e parecia que tinha mil borboletas voando ali dentro. O desejo que eu via no corpo dele respondia dentro de mim na forma de um delicioso tremor e eu senti um calor umedecendo minhas entranhas e desabrochando na minha calcinha. Deus do céu, como suportar aquilo? Ele ficou parado em minha frente e enfim disse alguma coisa. - Agora acho que você pode me dar meu presente. Levantei e tentei me lembrar onde tinha colocado a caixinha com o relógio de ouro que eu tinha comprado. Ele percebeu que eu estava meio perdida e se aproximou mais me abraçando. - Não estou falando desse presente, estou falando de você e de mim aqui. - Não sei do que você está falando! Ele desceu a mão pela minha cintura e alcançou minha coxa bem no lugar onde a camisa dele terminava. Então subiu a mão por baixo e tocou o início das minhas nádegas, deslizando o dedo em volta da calcinha. - Sabe sim, e agora vamos deixar de rodeios e parar de fingir que não estar acontecendo nada. - Isso não está cert... Ele calou minhas palavras com um beijo duro e demorado. - Certo ou não, agora é tarde. Você voltou aqui e não diga que veio devolver meu carro ou me dar um presente qualquer. - Você me deixa sem ação, não sei o que fazer! Ele me levantou no colo e me fez colocar as pernas em volta da cintura dele me levando até a cama. - Pode deixar que eu sei o que fazer... Não tinha mais saída. Tínhamos cruzado a linha divisória entre amizade e paixão e agora não era possível recuar. Agora só restava nossa bocas unidas sedentas de aplacar aquele desejo a muito tempo reprimido. As mãos ansiosas na pressa de desnudar o corpo um do outro e o toque quente dos lábios dele tocando meus s***s, beijando, sugando, mordendo. Sabia que minhas unhas estavam marcando a pele do peito e das costas dele, mas aquilo era apenas uma forma de extravasar aquele desejo que chegava a doer no íntimo. Os gemidos baixos e roucos evidenciavam a urgência em completar aquele ato e como uma dança ritmada eu senti que ele finalmente me pertencia, ou eu era dele não sei, mas a verdade era que ele estava dentro de mim, me possuindo como sempre deveria ter sido desde o momento que nos conhecemos. A cada ida e vinda dos nossos corpos de encontro ao outro era como recuperar cada minuto perdido, cada toque repleto de segundas intenções, cada olhar perdido de amor, mas que fomos obrigados e calar e transformar em algo sem importância. Agora não. Não era preciso fingimento, nem disfarce. Era só eu e ele. Nossos corpos quentes, suados e ofegantes finalmente podiam se entregar ao fogo que antes consumia nossa alma. E então fomos levados pelo redemoinho do prazer, onde palavras desconexas marcaram o ápice daquele sentimento guardado durante tanto tempo.
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