231- MÄL

1090 Palavras

CAPÍTULO 231 ALANNY NARRANDO Três dias. Três dias que o Juninho tá lá, preso naquele silêncio barulhento da UTI, e a vida aqui fora parece ter parado junto. O barulho do rádio virou trilha sonora de desespero — toda hora uma voz nova, todo mundo na caça, mas o maldito do Lucas sumiu no vento. A Bruna… coitada. Não sai do lado dele nem pra respirar direito. A mulher parece um fantasma andando no corredor: cabelo preso de qualquer jeito, olheira fundando o rosto, e aquele olhar fixo na porta da UTI como se o mundo dependesse dela ver ele abrir os olhos. Eu tento falar pra ela descansar um pouco, comer alguma coisa, mas ela nem escuta. Fica ali, sentada, com a mão na vidraça, sussurrando o nome dele baixinho, como quem reza e ama ao mesmo tempo. O Carioca, então… anda virado num bicho.

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