230- BRUNA

941 Palavras

CAPÍTULO 230 BRUNA NARRANDO A gente chegou no postinho feito quem correu maratona — eu e a Alanny, o coração na boca, o cabelo grudando na cara por causa do desespero. O corredor tava formato de caos controlado: gente andando de um lado pro outro, enfermeira com prancheta, o cheiro de antisséptico cortando tudo. Só de ver o Carioca encostado na parede, com o rosto fechado e os olhos vermelhos, meu peito apertou de vez. — Onde ele tá? — eu perguntei sem pensar, a voz saindo fina. A Alanny já tava quase chorando, a mão tremendo na minha. Aí o Carioca olhou pra gente com aquela cara de quem já viveu muita merdä e não queria que a gente visse. — Ele tá na UTI. Passou por cirurgia. Tá estável por enquanto — falou baixo, como se falar alto pudesse quebrar o que restava de fé. — Mas tá seda

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