CAPÍTULO 233 JUNINHO NARRANDO O som que eu mais temia virou o que me trouxe de volta: aquele bip... bip... insistente, rasgando o silêncio. Era como se meu corpo tivesse pesado uma tonelada e, mesmo assim, eu sentisse cada segundo passar. A cabeça latejava, o peito doía, e o ar… o ar vinha com dificuldade, como se alguém tivesse sentado em cima de mim. Tentei mexer a mão — e senti. Um toque leve, quente. Uma voz veio logo depois. Baixa, tremida, mas conhecida. — Juninho...? Era a Bruna. Tentei abrir os olhos, e a luz quase me cegou. Tudo era branco, forte, misturado com vultos que se mexiam rápido. A garganta queimava, e quando percebi o tubo, o desespero veio junto. Tentei falar, puxar, respirar sem aquilo. Mas o corpo não obedecia. A Bruna chorava, falava comigo, mas parecia lo

