Acredito que a briga de minha mãe com Joseph rendeu mais do que o esperado, pois ela só apareceu no dia seguinte, com o rosto amarrado em uma carranca. Não me atrevi a perguntar o que tinha acontecido. - Pra onde você vai? – Eduarda perguntou assim que me viu pegar a bolsa. - Tomar banho e comer alguma coisa – sacudi os cabelos dela em tom de brincadeira – ou agora vai querer dividir o seu café da manhã comigo? - Não estou com fome – me avaliou esperançosa. - Sabe que precisa comer para ficar boa logo. Eu prometo que vou voltar assim que puder. - Não demore, eu tenho que sair – minha mãe falou em um tom áspero, me dando uma ordem. - Tenho que ir para a faculdade. - Sua irmã não pode ficar sozinha e eu preciso trabalhar. - Tudo bem – falei sem discutir. Saí do ho

