Sentada no ônibus, eu fiquei perambulando pelo centro de Manhattan, sem direção, sem destino. Vaguei por bastante tempo, mas não por tempo suficiente para aliviar a dor que sentia. Tampei o meu rosto com as mãos e chorei. Estava magoada com tudo, principalmente comigo mesma por ter causado sofrimento a minha irmã e a minha mãe. Era para ser diferente. Tudo era para ser diferente. Com as mão ainda no rosto, senti a cabeça pesar. Uma garotinha se aproximou e me entregou um pirulito. A mãe dela a puxou para seus braços, as duas deixaram o ônibus e seguiram seus caminhos. “O talento sem dinheiro, nada mais era do que lixo” – as palavras da megera ficaram remoendo na minha cabeça. Aquilo não era verdade, mas também não era mentira. Já havia tentado contato com várias empr

