Recolhidas no canto do corredor vazio, minha mãe estava terrivelmente irritada, como poucas vezes havia visto. - O que anda fazendo? Onde passou a noite? Como pode se importar tão pouco com a situação de sua irmã? – Apesar do tom de voz baixo, suas palavras eram ríspidas e duras – Os vizinhos viram você saindo toda arrumada em plena a madrugada... – Senti as mãos gelarem. Os malditos vizinhos não respeitavam, nem mesmo, o momento pelo qual estávamos passando. Com suas línguas afiadas haviam envenenado minha mãe com fofocas – Como consegue se divertir com sua irmã nessa situação? Não tem consciência? Sempre impondo suas necessidades na frente de tudo... Por mais que eu não quisesse me importar, que eu entendesse que ela só estava falando aquilo da boca pra fora, minha ga

