Terminei meu dia antes mesmo do esperado, depois que minha mãe me visitou eu não tive mais cabeça para nada, então decidi encerrar meu dia um pouco antes do planejado.
- Senhorita Wang, vou avisar de sua presença. – A secretaria do meu avô anunciou, mas mesmo antes de confirmar, eu já estava entrando na sala.
Encontrei minha mãe conversando com meu avô, o que me deixou bastante desconfortável, minha mãe deve ter vindo perturba-lo, como fez comigo.
Luna – O que faz aqui mãe? Acabar com a paciência de apenas um dos membros da família não é suficiente?
Vovô – Não tem problema Luna, ela pode vir quando quiser, não vai me atrapalhar.
Soraya – Viu, não estou fazendo nada demais, não sei por que você desconfia tanto de mim.
Luna – Porque eu te conheço bem mãe, bem demais para acreditar que está aqui por uma boa razão.
A certeza de que ela estava tramando uma estava forte, gritando em sua mente para ter cuidado com os passos dela.
Soraya – Só vim resolver algumas pendencias com Caesar, nós já tínhamos terminado, eu já vou indo.
Luna – Ele é seu pai, mãe, respeite-o da maneira que deve, não espere o tempo passar para se arrepender depois.
Soraya – Ele não é nada meu. E você também não deveria considerar ele como um nada, foi você quem ele me pediu para abortar, eu fui a única que te quis, então o que faz você aqui com ele? Com alguém que nem queria que você existisse?
Luna – Mãe, por favor, chega desse assunto, eu já perdoei, já superei, e não quero que fale assim com o meu avô, então se terminou por favor, vá.
Dona Soraya nunca foi uma mulher muito fácil de lidar, sempre quer tudo do modo dela, principalmente quando se trata de mim, eu não sei o que posso fazer para ajudá-la.
Ela se foi, saindo da sala de meu avô pisando duro, como um búfalo zangado.
Luna – Está tudo bem vovó?
Vovô – Sim, não foi nada, conhece o temperamento difícil de sua mãe, eu me pergunto se um dia ela será capaz de me perdoar...
Luna – Tenho certeza que sim vô.
Vovô – Assim espero, mas o que foi que te trouxe até aqui?
Luna – Não estou me sentindo muito bem, vou para casa um pouco mais cedo, assim consigo descansar e voltar melhor amanhã.
Vovô – O que você tem? Precisa que eu te leve ao hospital? Eu posso...
Luna – Não, eu estou bem, só preciso descansar um pouco.
Meu avô não caiu tão bem assim na minha desculpinha, mas deve ter notado que eu não estava muito a fim de conversar, porque ele aceitou até que bem demais eu sair sem ir ao médico verificar minha saúde.
No caminho de casa, me peguei pensando novamente em tudo o que minha mãe jogou no ar eu sei bem que ela só queria me desequilibrar, me fazer mudar de ideia com relação ao meu bom relacionamento com o Carter, e por mais que eu tente tirar a ideia da cabeça, eu já não consigo mais.
As meninas estavam bastante agitadas, pedi a babá que tomasse o restante do dia de folga, porque esse era o momento do dia que eu mais amava, ficar em casa com as minhas duas princesas, tomamos um banho juntas, é uma verdadeira festa, deixo apenas um pouquinho da banheira com água e ficamos aprontando até a água esfriar.
Cuidar de gêmeas não é uma tarefa fácil, mas elas são tão doces, tão meigas, que é impossível eu me sentir cansada.
Pouco tempo depois que saí do banho, enquanto trocava as duas, ouvi batidas na porta do quarto.
Luna – Quem é? – Eu não estava esperando ninguém naquela hora do dia.
Carter – Sou eu... – Ele respondeu já entrando como se a casa fosse dele. – A babá abriu a porta, desculpe eu não sabia que não estava vestida.
Eu estava enrolada apenas com uma toalha em volta do corpo, os olhos dele escureceram com luxúria, ele engoliu seco, seu desconforto em me ver assim era nítido, assim como o volume entre suas pernas também não me passou despercebidos, e foi minha vez de engolir seco.
Luna – Como soube que eu estava em casa? – Tentei chamar atenção com outro assunto.
Carter – Seu avô me disse que você não estava se sentindo bem fiquei preocupado, você não pode ficar sozinha com elas se está passando m*l.
Revirei os olhos com a sua afirmação.
Luna – Sei cuidar de mim e delas, e eu não estava sozinha, a babá está aqui.
Carter – Eu só me preocupo com seu bem estar e o delas. O que você tem?
Luna – Meu avô não deveria ter te preocupado, eu estou bem, só precisava vir para casa decansar um pouco.
Carter – Você não acha que tem se esforçado demais? Se desdobra em mil, as crianças, a empresa, tem equilibrado o peso do mundo nas suas costas, você não precisa fazer tanta coisa assim, precisa desacelerar.
Sei que ele só quer meu bem e que não está dizendo isso porque não acha que eu sou capaz, mesmo assim, cada uma das palavras dele me soaram como isso.
As vezes não sou capaz de conter meus impulsos.
Luna – Engraçado que eu nunca ouvi ninguém falando isso para você, e elas também são suas filhas, agora porque eu sou mulher, vocês acham que eu não vou conseguir. É justamente por ser mulher, que eu sei que eu consigo. Já passei por coisa de mais para vocês me considerarem fraca, não acha?
Carter – Não foi isso que eu quis dizer Luna, não leve a minha preocupação por este lado, eu sei o quanto cuidar delas é exaustivo, e você faz isso com perfeição, e ainda se dispõe a equilibrar isso com a empresa, é desgastante demais Luna. – Tratou de se explicar rapidamente.
Luna – Eu consigo, não se preocupe tanto. Pode terminar de trocá-las? Eu preciso por um roupa.
Mais uma vez ele me olhou, daquele mesmo jeito que fazia todo o meu corpo se arrepiar, e não foi preciso eu constatar que, seu olhar ainda me causava as mesmas sensações, mesmo depois de meses.
A respiração dele estava pesada quando passei por ele em direção a saída para ir ao meu quarto. E a minha também...