Capítulo 8 - Pausa

1004 Palavras
pov. Eris A velocidade da moto estava diminuindo, Luiz esbravejou alguns palavrões para o vento e forçava o acelerador. Já fazia alguns minutos que haviamos deixado Victor para trás, minha mente o procurava em todos os locais que conseguia mas nada encontrava, tentei me agarrar as palavras de Luiz e prestar atenção no nosso problema. - O que está acontecendo? - perguntei sentindo sua respiração pesada, ele freou olhando para todos os lados com atenção, não podiamos ser um alvo fácil. - Eu não sei, essa moto não é minha. - ele desceu me ajudando a descer também, fiquei de "guarda" enquanto Luiz verificava o problema da moto. Meu pensamento indo e vindo para Victor. - Acho que o motor deve ter esquentado. - dei de ombros ao ver sua expressão de preocupação, aparentemente não tinha nada de errado com a moto. - E desde quando entende de motores? - ele riu me desafiando com aquela pergunta, o encarei emburrada, ele não está me chamando de burra, esta? - Motor de carros esquentam, nas motos deve ocorrer algo parecido. - ele franziu a testa surpreso, sorri convencida fazendo ele gargalhar em resposta. - Esse foi o pior momento para isso, falta apenas alguns metros para alcançarmos Arcaria. - ele abriu o tanque soprando dentro dele e cheirando em seguida, o painel da moto estava quebrado e nem sabiamos quanto ainda restava de combustível. - Vamos sem o Victor? - ele assentiu montando na moto e forçando até que ela ligasse novamente. Um vento quente passou por nós puxando nossa atenção para uma luz laranja distante. - Sobe agora na moto! - ele gritou me tirando do transe, sem pensar subi na moto que estava sendo forçada a acelerar. A qualquer momento ela iria parar e isso estava visível mas Luiz não se importou. - O que era aquilo? - seria outro cataclisma? Apertei bem minhas mãos em volta do seu fardamento. - Aquilo é o Victor e ele não está nada feliz. - continuou acelerando, aquela luz era ele? O que Victor é capaz de fazer? Abaixei o olhar para encarar o retrovisor mostrando apenas areia e fumaça atrás de nós. - Arcaria esta bem a frente! Era verdade, os muros de Arcaria se levantavam entre a terra batida e era notório o quão grande e extensa é a cidade. Apenas uma construção de ferro se sobressalta dos muros deixando claro ser um tipo de castelo ou palácio. Ainda estavamos um tanto didtantes mas dentro do território e seguros, a moto parou de repente e eu tive que me segurar forte para não ser lançada contra o chão. - A moto já era. - resmungou, eu desci sem ajuda dessa vez e cai sentada no chão por causa de uma leve tontura, Luiz desceu retirando os suprimentos de dentro da moto e me oferecendo água. O sol estava castigando nossas cabeças com força e se continuarmos a pé não iriamos aguentar muito tempo. Ele fez uma pequena caverna para esconder a moto e eu me joguei la dentro sentindo a cabeça doer. - Minha cabeça vai explodir. - resmungo, eu estava quente e suando, não era diferente com o Luiz, o clima aqui era perturbador. - Bebe agua e tenta não pensar no idi... no Victor. Ele chega em alguns minutos. - acho que eles nunca vão se dar bem de verdade, passei um pouco de água na testa para esfriar e me apoiei na parede notando que o cansaço havia voltado. Apaguei. [···] - Eu disse que a moto iria funcionar, mas você é um i****a completo Luiz! - ouvir a voz de Victor me fez despertar, o sol já tinha esfriado e os dois estavam do lado de fora consertando as motos, abaixo da minhs cabeça estava a jaqueta do Victor e sobre mim a do Luiz. - Não vou adivinhar que o Ruby fazia coisas tão estranhas com uma moto. - Luiz reclamou com os braços cruzados sobre o peitoral, seus musculos a mostra na camiseta preta que usava. Victor estava agachado segurando uma ferramenta e apertando algo no painel da moto, a blusa de manga comprida apertando seus braços a cada esforço que fazia. Me vi perdida ali olhando para os dois. - Temos sistemas de segurança caso alguém tente nos roubar, achei que ele tinha desativado. Mas agora está pronto. Hei, Eris bom entardecer. - seu sorriso se alargou para mim, era bom vê-lo novamente. Luiz também girou em minha direção sorrindo, corei me levantando e peguei as jaquetas indo de encontro a eles. - Bom entardecer. - estendi as jaquetas, Luiz segurou a sua a vestindo rapidamente. Victor colocou sua jaqueta em volta do meu ombro. - Com fome? - perguntou Luiz encostando em sua moto. Assenti, Victor jogou para ele duas barras de cereais, estava de fato faminta. - Cereais? Como se mantém de pé? - Iriamos precisar mais de água do que comida nessa viagem, tinha que colocar alguma coisa que não ocupasse muito espaço. Agora deixa de chorar. - ele me entregou uma rindo da careta que Luiz fazia ao encarar as barras. - Eu gosto de cereais, são nutritivos. - dei de ombros "escalando" a moto do Victor e sentando sobre ela. - Tudo bem, dona nutricionista. - gargalhei junto a Victor, Luiz realmente odiava as barras de cereais e xingou cada pedaço que engoliu. - Da próxima vez eu arrumo os suprimentos. - Acho melhor nos apressarmos, Arcaria está mais perto agora. - realmente estava, espiei a distância fazendo um pequeno cálculo mental, chegariamos lá em menos de duas horas. Assenti. - Como será que vão nos receber? - perguntei mais para mim do que para eles, embora tivessem escultado. Victor ficou em silêncio e encarou o muro distante enquanto montava na moto. - Só tem um jeito de descobrir, toquinho. - Luiz acelerou tomando a frente enquanto nós ficamos um pouco atrás. O perigo não viria mais dos selvagens mas sim um ataque frontal por invasão do território.
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